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O Centro Histórico tomba sob o silêncio

Por Carol Morena em 08 de fevereiro de 2010
(Coluna de Marcus Alves no Portal WSCOM)
Tenho recebido um conjunto grande de e-mail mostrando duas situações delicadas em torno do Centro Histórico de João Pessoa. A primeira onda de mensagens indica um problema ligado sobrevivência das culturas alternativas juvenis que instalaram seus ambientes naquele território. A segunda está mais afeita ao problema do trajeto do Folia de Rua, que foi reordenado e deslocado daquele lugar.
As pessoas me falam dos dois problemas de maneira isolada, mas penso que existe uma linha que une as duas questões. Essa linha repousa numa certeza atestada por muitas outras cidades antigas que têm o seu Centro Histórico como lugar privilegiado para certa categoria de cultura. É assim em Recife e Olinda, é assim em Salvador, é assim em Ouro Preto. Mas me parece que em João Pessoa essa linha está sendo alterada, sobretudo, pelo governo municipal que parece ter retirado sua energia do Centro Histórico.
Os jovens, principalmente aqueles ligados às culturas alternativas e de perfil universitário, têm sido talvez os principais responsáveis pela manutenção de alguma vida em nosso Centro Histórico. Vez por outras seus lugares como Espaço Mundo e Candeeiro Encantado são alvo de fiscalizações sonoras promovidas pela Secretaria do Meio Ambiente a propósito de controlar o ruído. A última dessas visitas me parece deixou estragos para essa juventude.
Penso que é preciso sim controlar os ruídos, mas é preciso diferenciar essa ação de uma certa intolerância para com algumas culturas e alguns grupos sociais. Outro detalhe importante que ninguém falou: o Centro Histórico, salvo se estiver muito enganado, tem uma baixa densidade populacional – principalmente à noite. Então me pergunto: por que tanta vigilância sonora? Não seria ali um espaço ideal para as festas juvenis?
A comunidade do Porto do Capim, me parece, fica bem abaixo daquele território. Então será que aquelas ruas escuras e postes sonolentos se incomodam tanto assim com o rock and roll do Espaço Mundo? Outra coisa importante que não podemos deixar de refletir: a nossa juventude precisa de lugares para expressar sua culturas, sua fúria, sua ira urbanas. E olha que acho esses jovens bem comportados e verdadeiros empreendedores na linha do Sebrae… Não tenho visto por ali jovens inconseqüentes na linhagem James Dean ou dos personagens da literatura de Anthony Burgess. Não vejo espaço melhor para essa cultura urbana juvenil que o Centro Histórico, tradicionalmente território da boemia e do rock and roll, em suas diferentes variantes estilísticas.
O Folia
O Centro Histórico de João Pessoa, que ainda sequer foi revitalizado, precisa dessa contribuição juvenil e de outras manifestações culturais para poder ganhar força além das pinturas e fotografias oficiais. Mas temos observado uma tendência para o seu esvaziamento. E isso pode ser comprovado pelas últimas noticias sobre o trajeto do Folia de Rua.
A melancolia que toma conta de algumas lideranças criadoras e estimuladoras dessa linha de carnaval se justifica pelo fato de que o esvaziamento parte da própria Prefeitura Municipal ao colocar como área central do Folia o Ponto de Cem Reis e não a Praça Antenor Navarro.
É uma contradição grande porque tenho certeza que os próprios discursos que legitimaram o tombamento da maior parte do Varadouro e Cidade Alta levaram em consideração o fato de ali termos essa tradição de carnaval. A festa dá vida ao tombamento. E as 502 edificações cobertas por esse tombamento ganham muito mais vida e valor se forem acompanhadas de festas e celebrações. É de gente que se faz um Centro Histórico e não apenas de papéis amarelados dos protocolos oficiais.
Quando uma Prefeitura esvazia um trajeto de carnaval para valorizar um território em detrimento do outro mostra uma considerável miopia e tira a possibilidade de centenas de moradores e turistas descobrirem as belezas de nossa arquitetura antiga. Muita gente tem histórias para contar a partir das ruas e ladeiras de Olinda. As curvas barrocas de Ouro Preto já revelaram e esconderam muitas estórias humanas.
E o território da Praça Antenor Navarro como vai ficar neste carnaval? Vai ficar às escuras? Talvez se Secretaria do Meio Ambiente permitir os jovens façam algum concerto de rock…
O Ponto de Cem Reis, recentemente reformado (para alguns, até mesmo deformado) deveria ser visto como mais um lugar de vida no Centro Histórico. Mas, aí reside a miopia dos gestores, parece que é na linha: ou isso ou aquilo. Ou Praça ou Ponto. O melhor não seria o Ponto ter exatamente o sentido de sua existência: uma parada, uma referência na passagem de um cortejo festivo.
O São João vai mudar?
A continuar linha de raciocínio que alterou a rota do Folia de Rua, podemos imaginar que o São João também será alterado? Será então que o Ponto de Cem Reis é o melhor espaço para abrigar o projeto de São João? Outra coisa que precisamos refletir: o carnaval contemporâneo tem sido marcado pelas longas marchas de foliões descendo ruas e ladeiras das cidades urbanas. É como se as massas de foliões fossem um substituto das antigas marchas dos trabalhadores em estado de protesto ou de greve. As massas já não protestam mais. Dançam e foliam. Tem sido assim há algum tempo. Mas em João Pessoa, me parece, a tendência é carnaval parado.
A marcha que os blocos podem fazer fica reduzida ao show no palco principal. Carnaval paradão. Pode ser isso que estamos inventando. O Centro Histórico, leia-se região da Praça Antenor Navarro, merece tanta atenção e zelo da festa como o Ponto de Cem Reis. A sabedoria está na integração dos sistemas urbanos, não na polarização das falsas urbanidades. A continuar do jeito atual, a velha Praça será abandonada até mesmo pelos jovens alternativos que mantém algum ruído criativo naquele lugar. Mas talvez a intenção seja essa: deixar o espaço tombado tombar pelo silêncio e pela ausência de gente.

por Marcus Alves - maalves@terra.com.br

Antônio Marcus Alves de Souza é jornalista, Mestre em Comunicação Social e Doutor em Sociologia pela Universidade de Brasília. Autor de Cultura rock e arte de massa (ed. Diadorim) e Cultura no Mercosul: uma política do discurso (ed. Plano/FAP). Publicou recentemente o livro de poemas O Eterno e o Provisório, pela editora da UFPB.

Como foi o show de Sacal e Burro Morto na sexta?

Por Carol Morena em 08 de fevereiro de 2010
Por Rafael Passos
O que dizer sobre uma noite que contou com dois grandes artistas que sempre lotam o Espaço Mundo?
Nesta última sexta-feira não foi diferente, a casa estava cheia!
Depois de uma pequena espera para que o público que estava na abertura do Folia de Rua na praça dos Cem Réis chegasse, Sacal deu inicio a noite com um som autêntico e contagiante.
Ele botou o público para entrar na casa e para dançar. Músicas como “Vão querer me internar”, “Quem quer?”, foram umas das mais contagiantes, Show foda!
Depois de muita rima, ragga e batidão, sobe ao palco a psicodélica, e o afrobeat do Burro Morto.
Todos estão na expectativa do novo trabalho dos caras, que já teve o nome divulgado: “Baptista Virou Máquina”. Nesse show eles apresentaram algumas músicas, mas o repertório foi praticamente todo do último CD. Resultado da noite: risadas, diversão, amigos e coisinhas mais.
Super positiva!

Abaixo algumas fotos do show

Coletivo Mundo na revista fmq?

Por Rayan em 08 de fevereiro de 2010

Saiu matéria nossa na segunda edição da revista fmq? produzida pelo coletivo criativo de mesmo nome, lá de Campina Grande-PB. Aí em baixo tem um print da revista, mas vc pode lê-la completa aqui ó: http://issuu.com/revistafmq/docs/revista_fmq_n2

Detalhe: a revista vai estar em breve sendo distribuída gratuitamente no Espaço Mundo e outros pontos culutrais. Afinal o papel dá todo o requinte rs.

Sacal e Burro Morto, nesta sexta

Por Carol Morena em 03 de fevereiro de 2010

Sexta feira o Espaço Mundo vai entrar no clima das festividades de carnaval, e a gréa vai ser das grandes. Numa mesma noite, dois dos grandes nomes da música paraibana atual, Burro Morto e Sacal, se apresentarão, a partir das 23h, no nosso palco. O Burro Morto mostrará, além das músicas do CD Varadouro, as já tocadas anteriormente faixas do próximo aguardado CD (incluindo uma inédita!), enquanto Sacal vai nos embalar com seu ragga/dancehall de primeira. Simbora, que essa vai ser histórica.

Burro Morto
(release oficial)

O Burro Morto surgiu mutilado, teve seus retalhos re-costurados e agora percorre os caminhos sonoros atento às cores e nuances. Respira groove, enche os pulmões de psicodelia, entorta os compassos e regurgita melodias inusitadas.

A inspiração vem do sangue que passeia pelas veias negras da terra antiga, que sai de Lagos, passa pelas dunas de areia escaldante, chega a Addis Ababa, escorre pelos ouvidos jazzistas no norte, desce ao estômago do deep funk e deságua novamente no terceiro mundo. É África-Brasil, via o jazzy groove gringo.

Esse emaranhado de cabos, filtros, delays, climas, cinismo e subversão é manipulado por cinco mentes ácidas: Haley (microkorg, escaleta, orgão), Daniel Ennes Jesi (contrabaixo), Ruy José (bateria) e Léo Marinho (guitarra). Nos idos de 2007 lançaram um EP, Pousada bar, tv e vídeo, com o qual conquistaram almas e mentes worldwide.

Em 2008, o grupo finalizou seu segundo EP, “Varadouro”, lançado digitalmente pelo selo californiano One Cell Records. Através da excelente repercussão do EP, o Burro Morto realizou uma bem sucedida turnê em São Paulo, tocando em casas como CB Bar, Studio SP, Berlin e Bleeckers Street, além de ter participado do projeto “Agulha, bolachão e microfone”, no Sesc Pompéia. Participou também da Feira da Música, em Fortaleza – CE, e do festival Coquetel Molotov, em Recife, um dos festivais mais renomados da cena independente. Fechando o ano, participou do Festival Universo Paralello, na Bahia. Uma de suas músicas integrou uma coletânea lançada pela Revista +Soma, a “+Soma Amplifica”, a qual teve tiragem de 10.000 cópias e foi distribuída gratuitamente em diversas capitais do país. Recentemente, o Burro Morto teve o projeto de produção do seu primeiro álbum aprovado pelo Pixinguinha, programa cultural da Funarte e Ministério da Cultura, que será executado em 2009.

Sacal
(Por Carol Morena)

Muita gente ja conhecia e sabia do que se tratava, mas é inegável que após o Festival Mundo 2009 o nome de Sacal ficou na boca de quem antes nunca nem tinha ouvido falar dele. Depois de ver e ouvi-lo, é impossível não se balançar e cantar junto as rimas ditas de forma rápida, num jogo de palavras tão interessante que é quase impossível não rir e se impressionar enquanto canta. Arrisco dizer que se a Paraíba tivesse um ranking de CD independente mais tocado nos últimos meses, nos mais diversos pontos da cidade, o Gangsta Jogue, seu ultimo trabalho, estaria entre os 3 primeiros colocados. Fácil.

O som incendeia. É ragga e dance hall, com evidentes influências jamaicanas. Ele único cara na Paraíba que trabalha com este som, e o faz com uma naturalidade e maestria que é admirável. Seu grande problema pode ser também seu grande trunfo. Sacalproduz e grava tudo em casa, sozinho, sendo responsável por todas as etapas de produção do seu trabalho, o que se por um lado tem fatores de produção questionáveis, por outro o torna completamente visceral e o feeling do resultado final é inquestionável, assim como suas letras, completamente baseadas em fatos reais. Como ele mesmo fala em uma de suas rimas, Sacal faz ragga de verdade, de primeira, do gueto e pé no chão (literalmente!).

Na estrada desde 1999, quando era DJ de drum’n bass, Sacal apurou seu trabalho e descobriu o que queria fazer. Passou por vários projetos, como o “Eu e Meus Amigos”, tocou em várias cidades e ainda não chegou nem na metade do caminho que pode chegar. Ele está semi pronto pra circular mais pelo país, basta querer e saber fazer, porque a essência ele já tem: Rima como ninguém, é original como ninguém e impressionantemente criativo.
Pra ouvir sobre o que estou falando, o blog dele disponibiliza o CD Gangsta Jogue totalmente gratuito

*

Não tem desculpa pra não aparecerem, o ingresso vai custar somente R$5,00 e a casa vai lotar.

A história está acontecendo, se ligue!

Por Carol Morena em 03 de fevereiro de 2010
O Coletivo Mundo ganhou uma coluna no portal PB1, e quem assina é Alberto Nanet.
O link direto pro site ta AQUI
e direto pra coluna ta AQUI.
Mas se você não quiser ir direto no site, reproduzimos tudo aqui também. segue.

A História está acontecendo, se ligue!

Para um primeiro texto em uma coluna assinada pelo Coletivo Mundo, seria o normal escrever algo que apresentasse as atividades do Coletivo, quantas são as nossas dificuldades com o trabalho independente e de que é preciso uma valorização do que é nosso. Realmente seria. Acontece que o  caminho do Coletivo Mundo não há nada de normal, estabelecido ou padrão. Para cumprir o caráter “apresentativo”, eu resumiria: Temos amor pelo que fazemos e temos toda a disposição da juventude ao nosso lado.

O que considero relevante dizer nesse primeiro texto estaria mais para um aviso. Afinal, se o leitor abriu o site e chegou até essas linhas, acredito que ele está procurando algo que valha à pena. O maior aviso aqui é que a história está acontecendo, se ligue!Todo movimento, toda mudança, toda história, independente da dimensão que ela tome, só prova seu valor através do tempo. Feliz daquele que quando olha pra trás pode dizer que esteve lá. Somos um grupo que está voltado a trabalhar 24hs pela cultura independente da nossa cidade.

Diariamente lidamos com ensaios, criação, gravação, edição, produção de eventos, diagramação, revisão, e todo o tipo de ação voltada para isso. Estamos conectados com todo o Brasil através do Circuito Fora do Eixo. Estamos em constante processo de construção. Construímos o que achamos correto porque acreditamos que é só com trabalho que se modifica uma sociedade. O que gostamos de chamar de cena, só existirá a partir do momento em que toda a cadeia produtiva estiver interligada, afinal de contas, não se iluda, cultura pra nós é trabalho sério.

Não somos do time que fica em casa até acabar o jornal e sai depois pra um lugar qualquer. Somos quem está diretamente trabalhando com a promoção da Gréa (festa no nosso entendimento), quem fica por trás das cortinas suando pra garantir um bom espetáculo, somos quem “rala” pelo prazer e pela promoção dos nossos artistas. Somos um grupo que prefere construir à  ficar assistindo o tempo passar sem mover uma palha. Não sabemos exatamente onde isso vai parar, mas sabemos que vai dar certo, porque acreditamos demais no nosso trabalho para deixar dar errado. Com certeza fazemos parte do grupo que, daqui ha alguns anos, vai olhar pra trás e ter o privilégio de dizer que esteve lá .E que fez diferença.

Se ligue, direcione sua antena também para o Varadouro e perceba o que é que realmente está acontecendo na sua cidade.

Por Alberto Nanet (Coletivo Mundo)

Festival Grito Rock João Pessoa divulga programação oficial

Por Rayan em 03 de fevereiro de 2010

Depois de 15 dias de inscrições e uma curadoria envolvendo o Coletivo Mundo e FUNJOPE, finalmente a programação do Grito Rock João Pessoa, que acontece nos dias 26 e 27 de fevereiro, foi divulgada. Quase 200 bandas do Brasil inteiro se inscreveram através do site Toque no Brasil para participar do que é o maior festival integrado do país, sendo realizado ao longo do mês de fevereiro em mais de 70 cidades no Brasil, além de 4 cidades na Argentina, Bolívia e no Uruguai: Buenos Aires, Córdoba, Montevidéo e Santa Cruz de La Sierra.

A edição pessoense do Grito conta com patrocínio da FUNJOPE através do Circuito das Praças, e acontecerá no Varadouro (Centro Histórico), numa estrutura de dois palcos: Um na Praça Antenor Navarro e outro no Espaço Mundo, possibilitando shows alternados, numa maratona de sete horas de música por dia. Ao total, 20 bandas se apresentarão, sendo 10 por dia. Confira os nomes selecionados abaixo:

Sexta (26/02), 19h, Gratuito
Espaço Mundo
Retaliação
Sex on The Beach (CG)
Blue Sheep
Afetamina
Posten Mortem (CG)

Praça Antenor Navarro
Seu Pereira e Coletivo 401
Gauche
Cerva Grátis
Soturnus
A trigger to Forget (CE)

Sábado (27/02), 19h, Gratuito
Espaço Mundo
Iazul
Elmo
Bárbara
Malaquias em Perigo
Ubella Preta

Praça Antenor Navarro
Noskill
Os Reis da Cocada Preta
Nublado
Nevilton (PR)
Cabruêra

Além dos shows, a programação do evento conta com uma mostra de vídeo, que deve exibir documentários e clipes que mapeiam a cena rocker local desde os anos 80, mais dois debates. O tema de um dos debates, inclusive, foi escolhido a partir da necessidade de se discutir os rumos do plano de zoneamento da cidade, objetivando a implantação do Centro Histórico como área livre pra cultura. O debate contará com a presença dos principais produtores com atuação no Centro Histórico e artistas locais.

Mostra de vídeo:
Quarta (24/02), Gratuito
Espaço Mundo (Centro Histórico)
18h – Retrospectiva do Rock Paraibano (80, 90 e 00)

Debates:
Quinta (25/02), Gratuito
Espaço Mundo (Centro Histórico)
18h- Artistas, Público e Produtores: Agentes que compõem uma cena.
20h- Movimento Cultural Varadouro: Por um Centro Histórico como área livre para a cultura.

O Festival Grito Rock João Pessoa é uma produção do Coletivo Mundo – coletivo de produção que envolve artistas, produtores e jornalistas, trabalhando diariamente na produção e promoção do cenário artístico independente local – e conta com a parceria do coletivo Farol. Além do Grito Rock, o Coletivo Mundo é responsável pelo Festival Mundo, Espaço Mundo, Estúdio de Ensaio Coletivo Mundo e agenciamento de bandas como Burro Morto, Nublado, Os Reis da Cocada Preta e Cerva Grátis. Mais informações sobre o Grito Rock e demais atividades, acompanhe diariamente o site www.coletivomundo.com.br.

Newsletter | Nublado

Por Carol Morena em 02 de fevereiro de 2010

A Nublado lançou hoje sua Newsletter do mês de janeiro, anunciando sua tour Grito Rock Nordeste e mais novidades! Confiram!

Olá amigos!

2010 ta prometendo ser um ano realmente 10 pra gente. Janeiro mal acabou e já fechamos a agenda com cinco shows pelo nordeste, só em fevereiro! Estamos, com essas apresentações, fechando o ciclo de shows do nosso ultimo EP, lançado ano passado, o Voo Livre. E a novidade é que é muuuito provável também que nesses shows apresentemos duas novas canções, que estão sendo finalizadas nesta semana, num intensivão de ensaios diários. Estamos loucos pra ver a reação do público e dos amigos!

Tour Grito Rock

O mais legal é que todas essas apresentações farão parte da Tour Nublado no Festival Grito Rock, um dos festivais de maior alcance do país e da América do Sul, por acontecer, durante todo o mês, em mais de 70 cidades do Brasil, além de cidades na Bolívia, Argentina e Uruguai. Cada uma com sua programação e logística particulares.

Nos inscrevemos através do site Toque no Brasil e fomos chamados para os Gritos de Recife, Campina Grande, Natal e nossa própria cidade, João Pessoa. Aqui fazemos dois shows no mesmo dia! Da-lhe fôlego! Um vai ser na praça Coqueiral (em Mangabeira), no projeto parceiro do festival em JP, o Circuito das Praças, e o outro no Palco da Antenor Navarro, dentro da programação do Grito.

Nossa agenda ficou assim:

05.02– Grito Rock Recife

06.02 – Grito Rock Natal

14.02 – Grito Rock Campina Grande

27.02 – Grito Rock João Pessoa

19h – Praça Coqueiral, no bairro de Mangabeira

23h – Praça Antenor Navarro, no Varadouro.

Amigos das cidades que passaremos, estão intimados a aparecerem pra tomarmos uma cerveja, heim. Levaremos nossos CD’s  pra vender na banquinha, além dos álbuns das nossas bandas parceiras do Coletivo Mundo. também

Mais!

Ó, vou adiantar que as novidades da Nublado não são só essas. 2010 vai ser 10 porque nos nossos planos, até agora, estão um novo EP, uma tour fora do nordeste pra maio e show nosso em um dos festivais da Monstro, o Bananada, (GO). Assim que tivermos mais detalhes, claro que contaremos.

Por hora é isso, amigos. Sigam-nos no Twitter: www.twitter.com/bandanublado , entrem na nossa comunidade no Orkut www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=47928534 e ouça nossas músicas no MySpace: www.myspace.com/bandanublado. Tem muito mais material também pelo youtube e Last.fm, nos visitem!

Abraços e até os próximos shows,

Rayan, Andrei, Alberto, Fábio e Carol

João Pessoa, 31 de janeiro de 2010

P.S: Quer chamar a gente pra tocar? A gente vai vai! Manda e-mail pra bandanublado@gmail.com

Por Carol Morena em 30 de janeiro de 2010

A Blue Sheep acabou de lançar suas primeiras gravações. A banda, que foi uma das grandes revelações do ano de 2009 na cidade, tocou no Festival Mundo e no Espaço Mundo algumas vezes, chamando a atenção de absolutamente todo mundo. Béa e Eveline são as duas garotas à frete da Blue Sheep, e a pouca idade delas em nada deixa a desejar quando falamos em desempenho, segurança e qualidade de som.

Pra baixar e saber do que estamos falando, o link está AQUI.

Aproveitei o ensejo e fiz algumas perguntas pras meninas. Segue abaixo.

1. Essas duas faixas compõe o primeiro EP de vocês. Existe algum plano e previsão pra lançarem um CD completo?

Nós não temos previsão para lançamento de CD, mas temos sete músicas prontas e essas duas faixas gravadas.

2.    Onde foi o processo d gravação e mixagem dessas faixas?

Parte dela foi no H2 Studio do Bessa (a bateria), no Tome Nota Estúdio em manaíra (os vocais) e as cordas (guitarra e baixo) foram gravadas no home estúdio de um amigo nosso, Victor Hugo (integrante da banda Thyresis), que também as mixou. Ele também gravou /está gravando EP de nomes do metal daqui: Dissidium, Madness Factory, Cefallium e próprio Thyresis.

3.   Por que só duas músicas?

Teve a saída da baterista e não podemos gravar mais músicas por questões financeiras. Nossos shows são em grande maioria grátis ou o cachê é baixo e o dinheiro que arrecadamos com esses cachês juntamos e guardamos para gravações.

Infelizmente é dessa forma que funciona, porém felizes com que está para sair e prontas para divulgar.

4. Apresente-nos as duas canções e comentem também sobre o processo gravação

Uma das músicas foi em Francês, chamada “Reviens” e outra em inglês chamada “Rolling the rock”. Queremos que pessoas de fora do país tenham acesso a nossa música através do myspace. E escolhemos músicas simples e com letras acessíveis a nossa e outras culturas.

E já que é nossa primeira gravação e o pessoal tem cobrado bastante, escolhemos músicas mais “simples” que facilitassem nosso processo de gravação e que possamos conseguir alguma grana com shows futuramente para gravarmos música melhores inclusive em português. Enfim isso é música independente, nos viramos de alguma forma que nos agrade e nos divirta, buscando isso também para pessoas que são curiosas por um som “só de meninas” e que busque tanta diversão quanto nós.

My Space da banda:

www.myspace.com/bandabluesheep

Campina Grande e João Pessoa irão sediar etapas do ‘Grito do Rock 2010’ em fevereiro

Por Carol Morena em 30 de janeiro de 2010

Jornal da Paraiba, 30-01-2010

Por: Carolina queiroz especial para o jp

O  maior festival integrado de música da América do Sul chega à Paraíba. O ‘Grito Rock’ acontece em mais de 80 cidades do Brasil e países vizinhos, dentre as quais Campina Grande, entre os dias 12 e 15 de fevereiro, e João Pessoa, entre 24 e 27 do mesmo mês.
Os campinenses, com o apoio do Encontro Para Nova Consciência, terão mais uma alternativa para o Carnaval no convidativo Bronx Bar, no centro da cidade. Já os pessoenses poderão prolongar suas comemorações carnavalescas, divididos entre o Espaço Mundo e a Praça Antenor Navarro, no centro da capital.
O evento surgiu no ano de 2003 em Cuiabá (MT), como alternativa para o carnaval matogrossense, focado na música local. Em 2006, com o crescimento do ‘Circuito Fora do Eixo’ (da Associação Brasileira de Festivais – Abrafin) em todas as regiões do país, o festival se expandiu e passou a ser realizado simultaneamente em diversos pontos desta, que hoje, é a maior rede de coletivos produtores de cultura do Brasil.
A edição realizada na Paraíba será marcada pela pluralidade. Bandas locais e do interior do Estado, sejam iniciantes ou consolidadas, apresentarão toda diversidade da produção atual no Estado. Bandas como Retaliação, Os Reis da Cocada Preta, Sex on The Beach, Valsa de Molly, Noskill, Cabruêra e Escurinho que já fazem parte da cena local, irão se apresentar ao lado de bandas convidadas como A Trigger to Forget (CE), Nevilton (PR), Pe 15 (PE) e 4th Astral (PE).
A novidade da programação deste ano, consolidando o festival como encontro de artes integradas, fica por conta da mostra audiovisual e de debates, que acontece apenas em João Pessoa, nos dias 24 e 25, ambos no Espaço Mundo, mostrando que o grito é muito mais que apenas rock’n roll.

3° OBSERVATÓRIO FORA DO EIXO JÁ COMEÇOU

Por Rayan em 28 de janeiro de 2010

3° OBSERVATÓRIO FORA DO EIXO

Formalização dos coletivos e ações para unificar e coletar dados dos trabalhos no centro da discussão

Criado a partir da necessidade de um núcleo voltado para pesquisas sobre os temas ligados à cultura independente, o Observatório Fora do Eixo chega a sua terceira edição com o tema Formalização de Coletivos.

Usando a internet como base de seus trabalhos e na conexão com outros coletivos, esse observatório tem como objetivo orientar a estruturação dos coletivos, implementando uma moeda social, coletando trabalhos desenvolvidos pelo Circuito, estimulando a troca de tecnologias sociais e promovendo mais uma frente gestora na rede.

A 3° edição do Observatório acontece entre os dias 27, 28 e 29 de janeiro na sala do Observatório Fora do Eixo a partir das 20h e será dividida em dois grupos: grupos de discussão (GD) e grupos de trabalho (GT).

Os grupos de discussão tratarão dos temas de cunho jurídico, conceitos e teorias que envolvam a formalização e estruturação dos coletivos e modelos de organização.

Já os grupos de trabalho abordarão soluções e sugestões para a Sustentabilidade, com base na coleta dos dados das ações dos coletivos, tanto para a rede como suas próprias.

Mediados por membros do Circuito, os grupos de discussão receberão 3 convidados,  com duração de uma hora de exposição mais uma hora de discussão via MSN do Fora do Eixo, além da transmissão via Web Rádio Fora do Eixo. Os temas dos painéis são: As diferentes naturezas jurídicas, Modelos de organizações coletivas e Mecanismos de captação de recursos. Os mediadores recebem as perguntas via freenode e repassam aos convidados. Os grupos de trabalho tem início depois dos grupos de discussão, com duração de duas horas, segmentado em Apresentação do mapeamento dos CNPJ’s do Circuito Fora do Eixo, Implementação da moeda complementar e Fundo Fora do Eixo.


27/01 – quarta-feira - 20h
GD – Mecanismos de captação de recursos (Editais Nacionais e Internacionais, Convênios, Leis de Incentivo)

Palestrante: Chico Maia / Bauru (SP) – diretor do Departamento de Comunicação Externa do gabinete do Prefeito de Bauru. Lecionou o mini-curso “Política dos Editais: elaboração e captação de recursos”.
GT – Fundo FDE
Mediador: Lenissa Lenza

28/01 – quinta-feira – 20h
GD – As diferentes naturezas jurídicas (Cooperativas, Associações, Fundações, Oscip’s, Micro empresas, etc)
Palestrante: Emerson Costa Gomes – consultor do SEBRAE – AC
GT – Apresentação do Mapeamentdo dos CNPJ’s do FDE

Mediador: Lumo

29/01 – sexta-feira - 20h
GD – Modelos de organizações coletivas (conselhos municipais e movimentos sociais)
Painelista: Zen Santana e Karla Martins – Secretaria de Cultura do Acre
Mediador: Massa Coletiva

GT – Implementação da moeda complementar (CARD)
Mediador: Massa Coletiva
Participação: Celso Sekiguchi – Representante da Eletrocooperativa


O 3° Observatório Fora do Eixo acontece entre os dias 27 e 29 de janeiro, a partir das 20h (horário de Brasilía).


Veja a programação completa e saiba como participar em www.observatorioforadoeixo.wordpress.com/

Sobre o Circuito Fora do Eixo:

É uma rede de trabalhos on line criada no fim de 2005 a fim de estimular a circulação de bandas, tecnologia de produção e produtos, com um esquema de trabalho colaborativo composto por mais de 40 coletivos, espalhados pelo país. Saiba mais em www.foradoeixo.org.br. Acompanhe também pela Web rádio no portal Fora do Eixo.

Mais informações:

Massa Coletiva – Núcleo Cooperativo de Comunicação e Cultura

telefone 16 3412-7124

massacoletiva@gmail.com

www.massacoletiva.blogspot.com

Lumo Coletivo – Comunicação

Laura Morgado

telefone: 81 3361-8171

lauralumo@gmail.com

www.lumocoletivo.org.br

Coletivo Catraia

telefone: 68 9984-2692/ 9974-3616

catraiacard@gmail.com

coletivocatraia@hotmail.com

www.coletivocatraia.blogspot.com