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Moeda Solidária

Nesta sexta o Espaço Mundo trás Seu Pereira e Zé Viola

Por Carol Morena em 10 de março de 2010

Com a missão de proporcionar as melhores noites e os melhores shows, o Espaço Mundo nesta sexta feira trás Seu Pereira e Zé Viola. Um com o Coletivo 401 e o outro com sua Progressive band.  A verdade é que tanto Zé Viola e o Seu Pereira são entidades sonoras, fazedores de boa música e ótimos representantes da música brasileira na nossa terrinha.

A festa tem início às 22:30h, custa os R$5,00 de sempre. Hora pra terminar não tem, ja que as duas bandas vão subir ao palco para ótimos shows.

Esperamos você la, heim.

Zé Viola e Progressive Band

A Zé Viola Progressive Band é um projeto idealizado por ANDRÉ NÓBREGA(guitarrista e vocalista) e HELDER LAURENTINO(Guitarrista e backing vocal). A banda tem cerca de um ano e meio e a proposta é misturar a linguagem regional ao rock progressivo, ambos com influências década de 70 e linguagem atual.

O nome ZÉ VIOLA vem de uma homenagem aos músicos ZÉ GUILHERME e CHICO VIOLA pela musicalidade e atitude compatíveis com a expressividade regional destes artistas. O fato de serem dois nomes – ZÉ VIOLA – e a extensão final do nome – PROGRESSIVE BAND – são inspirações do rock progressivo e de um dos maiores nomes desse gênero, a banda PINK FLOYD, que o nome é a junção, também, do nome de dois artistas da época admirados pelos integrantes.

Na atual formação, além de ANDRÉ NÓBREGA (guitarra, pandeiro e voz), HELDER LAURENTINO (guitarra, triângulo e vocal), temos EDY GONZAGA (baixo) e NIELSEN BATISTA(bateria). CURRÍCULO A banda tem em seu currículo o lançamento do EP “Devaneios e Espinhos” (2007) com 4 músicas próprias e apresentações no PROJETO SEIS E MEIA tocando com o compositor cearense Ednardo, PROJETO DA PREFEITURA DO RECIFE tocando no Pátio de são Pedro PROJETO GLÓRIA VASCONCELOS, PROJETO SOM DA PRAÇA, PROJETO BANDAS NOVAS da Associação de Músicos da Paraíba e tem se apresentado em todos os grandes palcos da cidade de João Pessoa. Atualmente a banda prepara material inédito para o lançamento do primeiro CD com elementos regionais/popular/progressivo.

Contatos: André Nóbrega – Tel:(83)8827 0700/e-mail: Andrevaradouro@hotmail.com Edmundo Gonzaga – Tel: (83) 8889 1019 – e-mail: edygn@hotmail.com

Seu Pereira e Coletivo 401

No coletivo 401 viajam referências, ideias, passageiros anônimos ou não, que, entre uma parada e outra, deixam no interior do coletivo matéria-prima pra uma nova música, uma nova poesia, que conte o cotidiano da cidade e do mundo.

JONATHAS FALCÃO – VOZ E VIOLÃO | THIAGO SOMBRA – BAIXO | VICTORAMA – BATERIA | ESMERALDO – GUITARRA
As 4 canções expostas nesse espaço, foram gravadas entre julho de 2007 a março de 2008 no G&A estúdio em Campina Grande, com Giordano Frag nas guitarras, André Vitor nos teclados e piano elétrico, Victor Ramalho na Bateria, Thiago Sombra no baixo, Zácaro no trompete e Falcão no vocal e violão.

Compacto.Rec lança “Caos Carma Conceito”, da banda Uganga (MG)

Por andre em 10 de março de 2010

O Compacto.Rec anuncia o lançamento deste mês – a banda mineira, formada por cinco músicos – Christian (guitarra), Thiago (guitarra e vocal) Ras (baixo e vocal), Marco (bateria) e pelo vocalista Manu “Joker”, ou seja, o Uganga.

Uganga - Encarte por Compacto.REC.

O quinteto, já chamado de Ganga Zumba, tem 15 anos de história no rock pesado feito em Minas Gerais (mesmo local que revelou grupos como o Sepultura, por exemplo) apresenta um som resultante da mistura de hardcore e metal, além do visível Groove, recebido do Hip Hop, enquanto as letras tem reflexões acerca do respeito à mãe-natureza, livre arbítrio, dilemas cotidianos e auto-conhecimento. Tudo isso esteve em seus lançamentos anteriores (Atitude Lótus, em 2003, foi o seu primeiro), e agora se faz presente neste CD, “Vol. 3 – Caos Carma Conceito”.

FORA DO EIXO AO EXTREMO

Uganga - Encarte por Compacto.REC.

Uganga – Encarte por Compacto.REC.

O Fora do Eixo ao Extremo nada mais é do que um sub-circuito criado baseado nos parâmetros do Circuito Fora do Eixo, que visa estruturar e dar ênfase a bandas mais “pesadas”, como o Hardcore, Punk, e determinadas vertentes do Metal, e ainda, aglutinar novos agentes espalhados em 10 pontos do Brasil até o momento. O lançamento está programado para ocorrer simultaneamente no período de 12 a 14 de março pelo Brasil afora, sendo uma excelente oportunidade para a circulação de bandas pelos pontos do Fora do Eixo, e ainda criando uma nova rota para essas bandas dentro do novo sub-circuito. Cada frente do FDE ao Extremo trabalha em parceria com o seu coletivo, sendo eles: Pólvora Cultural com o Palafita (Macapá – AP), o Sindicatto junto ao Espaço Cubo (Cuiabá – MT), Goma (Uberlândia – MG), BIL (Canoas – RS), Escape com o Esquina (Brasília – DF), Araribóia Rock (Niterói – RJ), PVH Caos (Porto Velho – RO), SOPA (Goiânia – GO), Pequi (Anápolis – GO) e Vilhena Rock (Vilhena – RO).

COMPACTO.REC

O Compacto REC é um projeto que teve início em 2007, com o objetivo de lançar singles virtuais em rede, através dos veículos de comunicação integrados ao Circuito Fora do Eixo. A primeira banda lançada foi a Madame Saatan (PA). Na seqüência vieram artistas de todas as regiões do país como as elogiadas Bang Bang Babies (GO) e Filomedusa (AC). Os últimos lançamentos deste ano foram Porcas Borboletas (MG), Boddah Diciro (TO), Rinoceronte (RS), Linha Dura (MT), Johnny Suxxx (GO) e recentemente Nevilton (PR). Com a liberação dos fonogramas para downloads, o projeto alinha uma iniciativa de trocas para remunerar o autor do trabalho em um sistema de economia solidária, pautado na oferta de serviços e produtos integrados ao Circuito Fora do Eixo.

SOBRE O CD

Uganga - Capa por Compacto.REC.

Uganga – Capa por Compacto.REC.

Em Vol.3: Caos Carma Conceito o Uganga continua explorando sua identidade musical, porém com uma dose extra de peso e agressividade. Nas letras, reflexões filosóficas, autoconhecimento e dilemas humanos, como a faixa “O Primeiro Inquilino” que em mais de sete minutos descreve fatos de um assassinato (essa é a primeira parte da história que contará com mais outras duas). O CD traz vários convidados especiais como o guitarrista Fábio Jhasko (ex-Sarcófago) tocando violino, o rapper X (ex-Câmbio Negro), Panda Reis (Oligarquia), Raphael Sapão (Attero), Edson “Zacca” (Seu Juvenal), Guilherme (Krow), o guitarrista Johny Murata da banda de jazz Lumina tocando Sitar, o grupo de rap 3DFato e Leospa, ex-integrante da banda.

Acesse e baixe o CD do Uganga: www.compactorec.wordpress.com

Banda sergipana The Baggios faz turnê e grava clipe em São Paulo

Por Carol Morena em 09 de março de 2010

Do site Cinform


Buscando projeção nacional, a banda sergipana The Baggios vai a São Paulo para gravar seu primeiro disco oficial na próxima terça, dia 16. O grupo irá realizar a turnê intitulada The Baggios Sampa Tour, passando pela capital paulista e mais cinco cidades do estado. Na passagem por São Paulo, a banda formada por apenas dois integrantes, Julio Andrade – guitarra e vocal – e Gabriel Carvalho – bateria -, ainda aproveitará a oportunidade para gravar o videoclipe da música Em outras, contando com participação de Rafael Costello, ex-Plástico Lunar e Rockassetes.

Esta é a primeira vez que a banda faz uma turnê pelo Sudeste do país. Antes, o grupo The Baggios tocou em festivais pelo Nordeste no ano passado, a exemplo de Festival do Sol, em Natal, Festival Mundo, em João Pessoa, Festival Big Band, em Salvador, entre outros.

“As expectativas para esta turnê são as melhores possíveis, já que o público de lá é mais amplo para o tipo de som que nós tocamos. Acreditamos na possibilidade de surgirem convites para festivais e também para um selo musical”, afirma Julio Andrade, guitarrista e vocalista da banda. O CD oficial de The Baggios contará com 15 canções, dentre as quais 11 são inéditas e quatro são regravações de músicas lançadas na demo e no EP da banda.

O disco oficial apresentará músicas novas como Pare e repare e O azar me consome, esta última, segundo o vocalista e guitarrista Julio Andrade, poderá ser o título do álbum. Já a seleção entre as músicas da demo lançada em 2007 – sem nome – e o EP Hard Time, de 2009, foi feita por cerca de 250 fãs da banda que votaram em enquete na comunidade da banda, no site de relacionamentos Orkut. As músicas escolhidas pelo público foram Pegando punga, Aqui vou eu, Ó, cigana e Candango’s bar.

Três dos shows a serem realizados pela banda The Baggios foram marcados graças à ação da rede Fora do Eixo, formada desde 2005 por produtores culturais das regiões Centro-Oeste, Norte e Sul com o objetivo de estimular a circulação de bandas pelo chamado Circuito Fora do Eixo, que abarca as cidades de Cuiabá, Rio Branco, Uberlândia e Londrina. A rede Fora do Eixo encaixou o grupo The Baggios para tocar junto com a Turnê das Porcas Borboletas, banda de Uberlândia.

A banda irá passar pelas cidades de São Paulo, Vinhedo, São Carlos, Campinas, Bauru e Araraquara.

Rock’n rose em comemoração ao dia da mulher

Por Carol Morena em 08 de março de 2010
Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, três bandas femininas da Paraíba irão se apresentar tocando rock em alto e bom som, um estilo que desde o início teve o homem como protagonista.
O Projeto é uma forma de mostrar a força da mulher e os espaços inusitados que a cada dia vem conquistando, principalmente a mulher paraibana. As bandas tocarão “covers” de grupos nacionais e internacionais e músicas próprias, compostas com a sensibilidade de uma rosa e a energia desse ritmo que agrada igualmente a homens e mulheres.
O Rock´n Rose valoriza, acima de tudo, a produção musical do nosso Estado e sua versão número dois será realizado dia 13 de Março de 2010, às 21 horas, no Espaço Mundo.
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SOBRE AS BANDAS
1) Bárbara
A banda Bárbara – adjetivo feminino – surgiu da junção de 4 mulheres destinadas a tocar Rock’n Roll, formada em junho de 2007. Com um estilo próprio e músicas embaladas de melodias simples e letras divertidas, provocativas, românticas e sociais, a banda vêm como uma proposta de expandir a cena do rock feminino.
Influências:
Luxúria, White Stripes, Cachorro Grande, Jovem Guarda, Cindy Lauper, Yeah Yeah Yeahs, Hole, Strokes.
Integrantes:
Carol Jordão – vocal
Débora Gil – guitarra (backing vocal)
Mynne da Rosa – baixo (backing vocal)
Luana Lucena – bateria (backing vocal)
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2) Andada
A Andada começou em setembro de 2009 com integrantes que já haviam tocado juntos em outro projeto: Filipe Maia (baixista), Kléber Nascimento (baterista) e Jeanne Marques (guitarrista). Foram 2 meses intensos, de muito trabalho, composição, produção de arranjos e ensaios.
No fim de novembro/09, com a base formada, foram em busca da vocalista. Encontraram Daniela Alejandra, que transformou o trio num quarteto completo, marcado por uma voz doce mesclada à energia do rock’n roll.
O som que a banda faz é um soft rock. Riffs melódicos de guitarra, batidas energéticas na bateria e um baixo criativo. Já lançou o primeiro single e em breve lançará o primeiro EP.
Influências:
The Doors, The Cure, The Cardigans, Smashing Pumpkins, Garbage, Franz Ferdinand, Coldplay, Los Hermanos, Pato Fu, Lily Allen.
Integrantes:
Daniela Alejandra – vocal
Filipe Maia – baixo
Jeanne Marques – guitarra
Kleber Nascimento- bateria
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3) Violet
A Violet surgiu em João Pessoa, no início de 2009, com sua formação atual. No segundo semestre de 2009 a banda entrou em estúdio, e no início deste ano lançou seu primeiro EP, homônimo, com 5 faixas autorais que bebem livremente em estilos como blues, jazz, rock, alternativo e experimental. As letras, em inglês e português, versam sobre a luxúria, ira e o demônio residente em cada um. Sangue nos olhos em veludo vermelho. Mesmo com o repertório em formação, a Violet já fez seu primeiro show. Em Recife, no Espaço N.A.V.3, em 31 de Janeiro deste ano. O show foi muito elogiado pelos organizadores do evento, assim como pelos proprietários do espaço e público presente.
” (…) As músicas eram para manter a embriaguez, ouvir, dançar e morder. E foi isso que aconteceu no Bronx, não necessariamente nesta mesma ordem. Em sua primeira apresentação da cidade, a banda deixa boas impressões. O público (que já era grande) no Bronx adorou a nova surpresa. É uma banda com características bem particulares e pode dar muito o que falar. O vocal feminino e o clima intimista chamou atenção. As músicas alternam da calma a euforia.” – Grito Rock CG 2010 – Natora Coletivo
Influencias:
Blues, The Mars Volta, café, Portishead, Jazz, Muse, whisky, Jimmy Hendrix, cigarro, Fiona Apple, The Cardigans, Placebo.
Integrantes:
Antônio – baixo e vocal
Daniel – guitarra e vocal
Danilo – bateria
Leonardo – guitarra
Raquel – vocal

Festival Grito Rock João Pessoa 2010

Por Rayan em 05 de março de 2010

Cobertura Grito Rock: Sábado

Por Carol Morena em 05 de março de 2010

Gritos de sábado, gritos de sempre

Por Bruno Guimarães. Fotos: Rafael Passos


Sábado, último dia de apresentações do GRITO ROCK 2010. A noite, quente e límpida de verão, colaborou para que a maratona de shows ocorresse com um público superior ao que compareceu na sexta. Este interesse do público foi, sem dúvida, um dos pontos altos do GRITO ROCK deste ano. Nesta noite, a diversidade se mostrou, novamente, um dos grandes destaques: do hardcore ao indie rock; do experimental ao pós-punk. Quem compareceu aos dois dias do GRITO ROCK ouviu um pouco de tudo. E, certamente, não se arrependeu.

No palco do Espaço Mundo, iniciou-se a série de apresentações com a pessoense Iazul. Uma sonoridade explosiva, ágil, como o bom hardcore deve ser. Nada melhor para começar a última noite do GRITO ROCK em João Pessoa.

Iazul

Na sequência, a primeira banda a se apresentar no palco da Praça Antenor Navarro foi o Noskill. A banda, formada em 2005, é atualmente composta apenas por meninas. Mas quem esperava ver algo na linha “sexo frágil” enganou-se redondamente. Não há fragilidade no som do Noskill. Mas há o inegável toque feminino, a sensibilidade feminina, em suas músicas furiosas e diretas.

Noskill

O GRITO ROCK continuou urgente e furioso com a apresentação da Elmo, no Espaço Mundo. Riffs de guitarra afiados em navalha, cruciais e potentes de uma banda que, desde 2006, se firma como uma das melhores da cena hardcore local.

Elmo

A Antenor Navarro recebeu, em seguida, Os Reis da Cocada Preta. A banda apresenta uma sonoridade repleta de referências atualizadas (como The Killers, Arctic Monkeys, e Franz Ferdinand). Mas também mostra personalidade, em letras permeadas de críticas sociais e pequenas sátiras políticas. Um show divertido e que não fez o público se decepcionar.

Reis da Cocada Preta

O palco do Espaço Mundo recebeu, então, mais uma banda feminina da cena local: Bárbara. A banda, com seu pop instigante, mostra-se em plena ascensão, após ter aberto, recentemente, um show da baiana Pitty, em João Pessoa. Animadas e contagiantes, deram espaço para a próxima banda a se apresentar na praça, o Nublado.

Bárbara

Tocando, basicamente, as músicas que fizeram parte dos seus dois primeiros EP’s (Nublado, de 2008, e Vôo Livre, de 2009), o Nublado mostrou-se competente e seguro em sua apresentação na Antenor Navarro. Com uma inegável veia pop (mas não clichê) permeando melodias diretas e guitarras bem sacadas, a banda mostrou porque é considerada uma das grandes expoentes da recente safra de bandas de rock de João Pessoa.

Nublado

Coube ao Malaquias em Perigo dar continuidade à maratona de shows no palco do Espaço Mundo. Liderada por Diego Second, a banda mostrou-se bastante empolgante. Guitarras pesadas, no melhor estilo Queens of the Stone Age, e com uma sempre excelente performance de palco, a banda está prestes a lançar o seu primeiro EP, que deve sair ainda neste mês de março.

Malaquias em Perigo

Uma das bandas mais aguardadas da noite, a paranaense Nevilton correspondeu a todas as expectativas do público na Praça Antenor Navarro. Boas melodias, e uma sonoridade que passeia entre Los Hermanos e Strokes, Nevilton se assegura cada vez mais como uma das boas revelações do rock nacional. O show foi quente e contagiou até quem não sabia do que se tratava. Nevilton desceu do palco, se pendurou na estrutura do palco, pediu conhaque, bebeu, agradeceu e não parava de falar da alegria que estava em sentir que os 4mil quilometros percorridos até chegar aqui valeram a pena. Depois do show explosivo, ainda prometem o lançamento do primeiro disco em 2010.

Nevilton

Nevilton

As apresentações do Espaço Mundo se encerraram com o show da banda Ubella Preta. Certamente, a mais inusitada dos dois dias do evento. Experimentalismo e uma certa dose de psicodelia, surpreendendaram o público que assistiu a apresentação. A banda levou o seu show em fluentes improvisações, dando uma ótima impressão e abrindo alas para a última atração da noite, o Cabruêra.

Ubella Preta

Quase 3 horas da madrugada, Cabruêra entrou em campo, no palco da Antenor Navarro. E ninguém arredou o pé de lá antes que a banda começasse o show. Quem assistiu a apresentação da banda certamente presenciou um dos seus shows mais inspirados dos últimos tempos. Público e banda totalmente integrados numa apresentação que encerrou as atividades do GRITO ROCK 2010.

Cabruêra

Sem sombra de dúvidas, o festival GRITO DO ROCK consolidou-se definitivamente como um dos melhores festivais de rock já vistos em João Pessoa. Foram vinte apresentações em apenas dois dias, sem contar os shows espalhados pelo Circuito das Praças. Um crescimento considerável de interesse e disposição de produtores, bandas e público. Todos eles envolvidos, todos eles integrados. E que este grito seja cada vez mais ouvido nos próximos anos: grito de rock, de explosão e ousadia, de energia e contestação.

Festival Grito Rock fez o Centro Histórico de João Pessoa tremer

Por Carol Morena em 03 de março de 2010

Por Juliana Bandeira, da redação do JORNALONORTE.COM.BR

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Quatro dias de muito rock’n roll. Quem foi ao Centro Histórico de João Pessoa neste último final de semana pôde conferir o melhor da cena undergrond da cidade no maior festival integrado do mundo. O Grito Rock acontece simultaneamente em mais em cerca de 80 cidades do Brasil, além de 4 cidades na Argentina, Bolívia e no Uruguai: Buenos Aires, Córdoba, Montevidéo e Santa Cruz de La Sierra. A capital paraibana não podia ficar de fora e organizou um evento com 20 bandas; duas delas de outros estados.

De acordo com a assessoria de imprensa do evento aproximadamente 1.500 pessoas estiveram no Centro Histórico, em cada noite da programação, um público bastante significante para a cena local.

Nos dois primeiros dias de festival, iniciado na última quarta-feira, dia 24, o público do Grito Rock pode conferir uma mostra de vídeos com documentários sobre a produção de outros importantes festivais no Nordeste. Com a idéia da divulgação do rock e do resgate da cultura underground na cidade de João Pessoa como principais motivações, o festival ainda realizou um debate com a presença de produtores e artista, aberto ao público em geral. A participação da secretária do Meio-Ambiente, Rossana Honorato, foi um dos destaques do debate já que proporcionou a discussão da realização de shows na Praça Antenor Navarro e em bares do Centro Histórico sem que signifique uma infração na lei, principalmente com relação à poluição sonora.

Desta discussão, surgiu a garantia da realização de um fórum público, no final de março, para debater a questão do zoneamento, que está diretamente relacionada à liberdade da produção cultural no Varadouro.

Ainda na quinta-feira, dia 25, bandas da programação do Grito Rock, como a paraibaníssima Cabruêra, se apresentaram no Ponto Cem Réis fazendo um esquenta do que estaria por vir.

Sexta-feira à noite a “brincadeira” começou pra valer no Centro Histórico. Dez bandas se revezaram em shows que faziam os palcos montados na Praça Antenor Navarro e no Espaço Mundo tremerem. Entre as atrações a banda cearense “A trigger to Forget.

Nesta mesma noite, bandas que estavam na programação do Grito Rock se apresentaram em algumas praças de Jampa, dentro do Projeto Circuito das Praças, em uma parceria com a Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope). Isso permitiu com que o festival pudesse levar o rock a outros públicos e em diversos bairros da cidade.

No sábado, dia 27, outras dez bandas “botaram pra descer” no Centro Histórico. E se você está pensando que a “pancada do som” ficou por conta da “macharada” se enganou. As meninas do Noskill e da banda Bárbara se garantiram geral.

Mesmo sendo a primeira participação em um festival como o Grito Rock o quarteto da Bárbara tocou com propriedade e mostrou que ainda vem muito por aí. Depois de três anos juntas, já se preparam para lançar seu primeiro EP.

“Tudo de ficar pronto em abril. Até lá divulgamos nosso som através de eventos como esse, fazendo shows, e principalmente pela internet”, informou a baixista Mynne da Rosa.

O convite para participar do festival foi muito bem recebido pelas meninas.  Elas encaram a oportunidade como sendo um passo a mais na divulgação do som e da banda, além de poderem trocar e aprender com as outras bandas. “Já tocamos fora da Paraíba, mas nunca em um festival como esse, onde o público é bem maior com gente realmente disposta a curtir e a conhecer nosso som. Além disso, conhecemos outras bandas e podemos interagir; fazer contato. Com certeza a interação é uma das vantagens em participar de um evento assim”, revelou a vocalista Carol Jordão.

Para quem ainda não ouviu o som da Bárbara e não está a fim de esperar até o lançamento do EP, basta acessar o MySpace das meninas. Com letras sérias ou irônicas, numa pegada ora mais leve ora mais pesada, o público pode esperar, segundo Mynne, um “rock da alma”.

Se para a Bárbara a interação foi um dos pontos positivos do Grito Rock, para o trio paranaense da Nevilton, a oportunidade de tocar a primeira vez em João Pessoa já faz do festival um marco.

“Já tocamos no circuito paulista, em Cuiabá, em Maringá, mas ainda não tínhamos divulgado nosso som no nordeste. Essa é uma oportunidade e tanto, até porque encontramos um evento bem estruturado que nos dá a chance de atingir um público bem maior”, explicou o vocalista Nevilton.

Para os paranaenses o rock sempre foi um ritmo marginalizado e os festivais são grandes responsáveis no resgate da cena e na ascensão das bandas. Questionado sobre a história de bandas do cenário underground, que acabaram ascendendo, e estourando nas rádios de todo Brasil, como CPM 22 e, mais recentemente, Fresno, o baixista Lobão é enfático.

“Quem critica os caras, chamando de vendidos e tal, não sabem o que os caras tiveram que ralar para chegar lá. Desde que você não comprometa sua obra, há a necessidade de vender e a banda tem que encontrar esse equilíbrio. Não critico e nem julgo os caras”.

Sobre o próprio som, o trio paranaense não sabe bem como defini-lo. “È rock’n roll, as vezes estranho, mas é rock’n roll”, disse Chapola, o bateirista. Ficou curioso pra conhecer? Acessa o MySpace dos caras e tire suas conclusões. Ou então espere até o próximo festival.

Para saber mais sobre o cenário undergronund em João Pessoa basta acessar o site do Coletivo Mundo.

Sexta Feira no Grito Rock – Por Olga Costa

Por Carol Morena em 03 de março de 2010

Fotos de Rafael Passos

Nos anos 70 era usado como terapia. Doutor Arthur Janov ficou famoso por isso. Os efeitos foram parar no Plastic Ono Band. O grito eliminava o estorvo e mostrava a necessidade de ser ouvido. Gritamos durante décadas e quase nunca fomos ouvidos. Quem quer ver o que tem aqui? E se ouve rock?


Ainda bem que isso mudou... Um pouco.

Não queríamos a autoria da pedra que rola mundo afora. Queríamos apenas nos divertir.

O tempo passou. Hoje graças a tantos gritos, traduzidos em ações por outros tantos, temos em praça pública uma manifestação musical independente e cultural chamada GRITO ROCK. E graças também ao advento informático, espalha-se por diversas cidades do nosso país e também fora dele.

Nunca imaginamos isso. Não mesmo. Era coisa de filme sci-fi umas três décadas atrás, quando dois mil e um parecia uma data que jamais veríamos chegar.

Sex on the Beach traduz um pouco dessa ficção ao fazer surf music numa cidade onde inexiste litoral. A banda, radicada na cidade de Campina Grande, tem na sua formação, dois guitarristas, ambos de Maceió e o canhoto baixista de Aracajú. Apenas o baterista Tonny é da terra. Diego (um dos guitarristas) disse que a banda reflete os tempos atuais: o cosmopolitismo em todos os lugares. Nossa casa é o universo. Depois de tanto tempo, a grande rede que espalha por todo o planeta, quiçá fora dele também, inúmeras culturas de forma virtual, ainda está longe, muito longe de ser o real.

Já previa Lennon que o mundo seria um só. Ainda existem muitos sonhadores lá fora.

Apesar de ter ouvido apenas as duas músicas finais, a impressão foi arrebatadora: entrosada e despojada foram as primeiras palavras que surgiram entre as notas do mestre Dick Dale (atualmente com 72 anos). Na última música – uma adaptação de um clássico grego chamado Misirlou, que quer dizer “garota egípcia”, a banda incorporou outras canções tradicionais de nossa cultura. Misirlou se popularizou em cinco formas diferentes de estilos musicais – era a grande rede tecendo seus primeiros pontos. Diz a lenda que a primeira vez que se tocou essa música foi em 1927. A versão, provavelmente a mais popular, que conheceríamos depois, foi feita pelo Dick Dale em 1962. Sex on the Beach tem um EP imperdível onde todas as músicas são drinks, todos provados e aprovados pela banda, além de uma versão surpreendente de É Proibido Fumar. Até o agosto, existe a promessa de um CD inteiro. Para quem perdeu ou ainda não conhece, a banda voltará a tocar no Espaço Mundo dia 19 de março.

O grito saiu da praça e entrou para o mundo. O Espaço Mundo recebeu a segunda banda da noite com um publico entusiasmado com o som pesado da Retaliação – que conta com Guilherme Borges (Projeto50) na guitarra, uma importante referência local para diversas bandas. A Retaliação tem dois vocalistas e segue, musicalmente, uma vertente californiana que agrega bandas como Tool, Rage Against The Machine e Faith No More.

Seu Pereira e Coletivo 401 são músicos da Chico Correa & Eletronic Band. Falcão até apresentou como Chico Correa e Coletivo 401. Após corrigir o equivoco, o show seguiu com Victor Ramalho na bateria, Thiago “The Sílvias” no baixo e Esmeraldo na guitarra. O Coletivo percorre referências do passado/presente como Jorge Ben Jor e Gilberto Gil, ainda sob efeito da ditadura em versos disfarçados em Refazenda. O grito do Coletivo carrega um homem-bomba: “que veio me abraçar/de repente meu corpo no chão/de repente meu corpo no céu/saudades de ti/saudades de Che, de Zappata e Antonio Conselheiro, todos de guerras, todos juntos e embalados numa música só. Seu Pereira e Coletivo 401 é do palco e do mundo. Não poderíamos esperar menos.

Novamente Espaço Mundo, e agora o grito volta aos anos 70, aos ingleses (Led Zeppelin, Deep Purple, Girlschool) e americanos (Jimi Hendrix, Grand Funk Railroad, Runaways), e é proferido por um trio feminino (originalmente). Rayan Lins (Nublado) atua como baterista de apoio, enquanto alguma mulher não se aventurar a substituí-lo nas baquetas. Aliás, uma tarefa árdua: Rayan está tão integrado (apesar de pouco tempo) a Blue Sheep que a baterista seguinte terá que suar muito para chegar perto do que ele faz. Escolheram Foxy Lady e The Ocean (Hendrix e Zeppelin, respectivamente) para completar o ótimo repertório autoral, do qual, infelizmente, só foi lançado duas músicas em CD.

Lembro que ainda na desértica ilha lostiana, por volta de 2006, li uma resenha do Jesuíno André, para o Portal Rock Press, onde ele apresentava a banda Gauche (pronuncia-se “goxe”). Lembro ainda de ter ficado curiosa para conhecer a banda por conta das palavras ditas no texto. Gauche parecia perdida no palco da praça Antenor. Talvez a sonorização tenha sido o fator principal para a apresentação da Gauche ficar comprometida. Alguns músicos foram uníssonos em dizer que o som de palco estava ruim. Como nunca tinha visto nenhuma apresentação anterior deles, prefiro apagar esse momento e aguardar o próximo. Espero que o grito do Gauche possa ser ouvido depois.

Nos intervalos fiz algumas aquisições providenciais na banca de CDs e afins, comandada por Béa e Eveline.

A noite ainda continuou com outras apresentações que não foram registradas por esses ouvidos. Ao Grito Rock só resta dizer: Longa vida ao Grito! E longa vida ao rock, é claro!

Grito do Rock com diversidade e autonomia – SEXTA

Por Rayan em 02 de março de 2010

Palavras por Bruno Guimarães | Imagens por Rafael Passos

Cerva Grátis (PB)

Grito do Rock, João Pessoa. Quem compareceu à Praça Antenor Navarro na sexta-feira (26) pode presenciar um evento da cada vez mais efervescente e diversificada cena de rock em João Pessoa. Uma cena em que não apenas as bandas protagonizam, mas também o público. E este compareceu em ótimo número ao local e viu um pouco do que João Pessoa, Campina Grande e Fortaleza têm de melhor. Público interessado e disposto a enfrentar uma maratona de shows com 10 bandas, divididas em palcos distintos, na Praça Antenor Navarro e dentro do Espaço Mundo.

Em 2010, o Grito do Rock- João Pessoa, cresceu e se solidificou. Buscou apoios, e fez ecoar o seu “grito” em patamares inéditos. Contando com variadas parcerias, dentre elas a Funjope, o Coletivo Farol e Natora, A parceria com a Funjope permitiu que o evento não estivesse restrito apenas a um local de shows. Nem somente a um palco. O Grito do Rock, este ano, está integrado à programação do Circuito Cultural das Praças de João Pessoa. Haverá, portanto, gritos aqui e acolá. Gritos de quinta-feira no Ponto de Cem Réis, com as bandas Cabruêra e Reis da Cocada Preta. Gritos desta sexta, com o primeiro dia de shows na Praça Antenor Navarro e no Espaço Mundo. E gritos de sábado, nestes mesmos locais, e em Mangabeira, Bancários, Bessa, Funcionários I e II e Alto do Matheus, integrando o Circuito das Praças.

A noite de sexta-feira ficou marcada pelo ressurgimento de um antigo palco de eventos da cidade: A Praça Antenor Navarro. Há pouco tempo atrás, era ali que aconteciam os principais eventos da cidade: São João, Carnaval, festivais organizados pela Prefeitura, e tantos outros. Após a reforma do Ponto dos Cem Réis, com uma área consideravelmente maior, boa parte dos eventos, antes organizados na Antenor Navarro, migrou para lá. Mas antes que esta praça, com seus simpáticos e multicoloridos casarões pudesse ser esquecida pela população local, o Grito do Rock e o Espaço Mundo a resgataram, provando que ainda pode receber e – comportar- eventos de médio a pequeno porte.

Sex On The Beach (PB)

O evento começou pouco depois das 19 horas, no Espaço Mundo. E quem ficou responsável por abrir a série de shows no local foi a campinense Sex on The Beach. Vinda das “praias” de Campina Grande o grupo, instrumental, executou o bom e velho surf music na noite quente de João Pessoa. Mostrando apuro instrumental, a banda agradou ao público que começava a se formar no Centro Histórico. Em seguida, no mesmo palco, foi a vez da sempre competente Retaliação, esbanjando fúria e contestação, com um rock predominantemente engajado.

Retaliação (PB)

Seu Pereira e Coletivo 401 (PB)

A partir das 21 horas, iniciaram-se os shows do lado de fora, na Praça Antenor Navarro. E quem começou a mostrar seu trabalho foi Seu Pereira e Coletivo 401. Formada por músicos competentes e tarimbados da cidade (todos eles fazem parte da prestigiada Chico Correa & Eletronic Band, e de outros projetos), a banda apresentou um repertório afiadíssimo, com apuro pop, associado a ritmos regionais e ao bom groove do funk.

Blue Sheep (PB)

Novamente no palco do Espaço Mundo, foi a vez da banda Blue Sheep. Um autêntico Power trio, antes totalmente feminino, mas hoje contando com a participação de Rayan, da banda Nublado, a banda mostrou um repertório com alguns clássicos do rock e do hard blues e músicas autorais. A confiança e atitude da banda – mesmo sendo formada, principalmente, por jovens garotas com pouco tempo de estrada- emprestam um charme indefectível ao grupo, com material novo recém lançado (e alvo de muitos elogios).

Gauche (PB)

Quem também está com EP novo no mercado é o Gauche, a segunda atração da noite no palco da Antenor Navarro. Mostrando um som que passeia pelo folk rock e a psicodelia dos anos 60, e o brit pop dos anos 90, o grupo é uma das mostras da diversidade de sons e de estilos que tem tomado conta da cena de rock de João Pessoa nos últimos anos.

Afetamina (PB)

Em seguida, entra no palco do Espaço Mundo Afetamina. Letras recheadas de humor sarcástico, com um som de garagem, pesado, e incansavelmente punk. Já no palco da Antenor Navarro, a Cerva Grátis não deixou o clima esmorecer. Rock beberrão, como eles mesmo se auto-definem, mas cada vez mais competente e bem produzida, a banda encarna o bom espírito do rock despojado (mas não despretensioso).

Cerva Grátis (PB)

Para encerrar os trabalhos no palco do Espaço Mundo, apresentou-se a banda Post Morten, de Campina Grande. O nome, pesado e sombrio, reflete naturalmente as suas referências- que vão do Death ao Thrash Metal. A banda tem cinco anos de existência e experiência para dar e vender, tendo participado de inúmeros festivais.

Post Morten (PB)

Soturnus (PB)

No encerramento da noite, ainda na atmosfera do Metal, apresentaram-se respectivamente Soturnus e A Trigger to Forget. A primeira, com 10 anos de estrada, com uma afiada sonoridade e com um ótimo registro fonográfico para mostrar – o CD “When Flesh Becomes Spirit”, de 2006. A cearense A Trigger to Forget foi a última a entrar no palco, mostrando o seu repertório avalizado em uma turnê pelo Nordeste, além de outros eventos.


A Trigger to Forget (CE)

Madrugada de sábado adentro, a primeira noite do Grito do Rock se encerrou. Com ótimo público e atrações que apresentaram diversidades para variados gostos, o evento deixou uma ótima impressão e uma boa expectativa para os shows de sábado, que acontecerão novamente na Antenor Navarro, e no Espaço Mundo, a partir das 19 horas.

Nos primeiros dias de atividades, Grito Rock João Pessoa realizou mostra de vídeo e debates

Por Carol Morena em 26 de fevereiro de 2010

Fotos de Rafael Passos

O Grito Rock João Pessoa ja começou, e desde a quarta feira que as atividades no Espaço Mundo estão sendo intensas.

[Quarta feira]

No primeiro dia, a mostra de vídeo conseguiu juntar um publico interessante e interessado, que pôde assistir à produções que mapeiam o cenário rocker local. Dentre os exibidos estavam o vídeo documentário sobre a primeira edição do festival Nordeste Independente e festival Mundo.

[Quinta feira]

A segunda noite do Grito Rock começou com um debate bastante participativo, com cerca de 20 pessoas mais a presença do coletivo O Farol, conversando a partir do tema “Artistas, público e  produtores: agentes que formam uma cena”.  Alguns pontos importante foram levantados, frisando sempre a integração desses três agentes por uma solidificação do nosso cenário cultural.

Foram levantados pontos como divulgação de eventos e artistas em meios de alcance não só independentes e alternativos, afim que esse leque de produção seja ampliado, atraindo novos novos públicos e publico participativo, por se entender que ele é maior incentivador da produção, sendo responsável por uma divulgação gratuita e direcionada, produzindo fotos, vídeos e o principal, pagando ingressos e comprando a produção do artista.

Logo após, com a presença da senhora Rossana Honorato, secretária da SEMAN – Secretaria do Meio Ambiente – foram levantadas as questões de zoneamento da cidade, surgidas após uma atuação da SEMAN ao Espaço Mundo e demais casas do Varadouro, por poluição sonora. O fato é que a cidade não tem nenhuma área livre para cultura, onde shows podem ser realizados sem infração da lei, e entendendo que no Varadouro concentra-se boa parte da produção cultural independente local, é primordial que o assunto seja discutido e a situação atual repensada. Rossana Horonato se mostrou sensível à situação, esclareceu alguns questionamentos e o mais importante, confirmou que será realizado um fórum público para debater a questão do zoneamento. O Fórum deve acontecer no final de março, e a data correta ainda será confirmada.

Enquanto o debate esquentava, no Ponto de Cem Réis Cabruêra, Reis da Cocada Preta e Scobá e Capacitores do Gueto faziam um show para um ótimo público presente, na programação do Circuito das Praças, nosso parceiro na produção do Grito Rock.

E hoje tem mais shows! Nosso palco principal está sendo montado, nele se apresentarão as bandas Seu Pereira e Coletivo 401,  Gauche, Cerva Grátis,  Soturnus, e A Trigger to Forget (CE). O Espaço Mundo também estará com palco montado, e nele as bandas  Sex on The Beach (CG), Retaliação, Blue Sheep, Afetamina e Poste Morten (CG) mostrarão a que vieram. O fim de semana será quente e agitado, e esta, sem duvida será uma edição histórica do Grito Rock João Pessoa.

Simbora!