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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

O que é, afinal, música livre?

Saturday, February 4th, 2012

Fonte: Overmundo

Texto: Felipe Julián

 

No florescimento da cibercultura uma enxurrada de novos termos, expressões e neologismos nos sufocam e oxigenam simultaneamente.  Certos termos começam a ser ouvidos numa frequência que não se explicaria em nenhum outro momento histórico: transversalidade, compartilhamento, tags, guerra memética etc…

Dentre esses termos, um passou a ser utilizado com especial veemência e assumiu trejeitos de bandeira social. É a famigerada Música Livre. Quase tão mal explicada como a música independente (o que não é independente hoje em dia?) a tal música livre é, antes de mais nada – e para o senso comum – música que ninguém houve mesmo estando gratuita e disponível para ser baixada na Internet. 


Ora… Se algo é bom e desejável, certamente pagaríamos por isso. Se não é grande coisa ou se é produto de politica assistencialista, então certamente não seremos trouxas de pagar – dirá a cabeça média.


A surpresa é a seguinte: música livre não é apenas gratuita e – pasmem – pode vir a ser muito boa.


Mas ao invés de provar citando exemplos e mais exemplos, prefiro dar um breve mergulho na organização que Pierre Levy fez da historia humana da comunicação  a fim de descobrir LIVRE DE QUEM está a música livre.


Resumindo bastante o assunto é o seguinte:
A historia da comunicação teria vivido cinco etapas sucessivas e também escalonadas:


Oralidade / Ideogramas / Alfabetos Fonético / Mass Media / Cibercultura

 

Só para nos posicionar neste esquema, estaríamos vivendo neste momento a crise de transição da Mass media para a cibercultura. 

ORALIDADE


é certamente a fase de maior duração na humanidade já que se mantém até hoje. Saber e informação são transmitidas no boca a boca. Este fator restringe tremendamente o potencial de dispersão das ideias já que ficam restritas à uma severa limitação de espaço geográfico. E às idiossincrasias entre pessoas, comunidades e nações.


IDEOGRAMAS


Quando o ser humano passa desenhar ideias nas paredes das cavernas, nas pedras das pirâmides ou no papiro, passa sedimentar suas memórias e com isso transmite para gerações mais distantes o que antes passava por um filtro geracional. Também passa poder transmitir ideias e saberes via papel para outros espaços geográficos distantes até então inatingíveis. Mas como o domínio dos ideogramas é difícil e requer muitos anos de estudo, estavam restritos à grupos especiais, religiosos ou escribas que de certa forma monopolizavam o transito desses saberes.


ALFABETOS FONÉTICOS


Ao substituir aquelas centenas ou milhares de desenhos ideográficos por uns 30 símbolos fonéticos, a humanidade simplifica tremendamente o ato de escrever e permite não só dominar a técnica em poucos 4 ou 5 anos de estudo como também amplia tremendamente o numero de pessoas que podem dominar essa técnica. Surgem, neste período as Cidades Estado. Explode o comercio. É possível ler, escrever e interpretar as leis. Nasce a democracia e a política. A possibilidade de discutir e questionar as leis minimiza a importância das lideranças religiosas do passado. Surge um novo sistema de poder. 


MASS MÉDIA


Façamos justiça: assim como o advento dos símbolos fonéticos democratizou e universalizou a possibilidade de escrever, o que dizer então da invenção da imprensa, da radio e da TV?  Se a imprensa permite que noticias do mundo todo atinjam lares de quase o mundo todo em 24 horas ou menos, e se a radio e a Tv podem transportar sons e imagens de qualquer parte do mundo para quase qualquer parte do mundo, então é justo afirmar que as mídias de massas contribuíram para esse processo de democratização da comunicação e acesso a informação, assim como fizeram os ideogramas em seu momento e o alfabeto fonético posteriormente.


Novamente, o setor social que detinha o monopólio da comunicação na etapa anterior se viu, a contragosto, substituído por um novo setor que chamaremos aqui genericamente de INTERMEDIARIOS.   


CIBERCULTURA


Novamente uma invenção técnica / tecnológica aumenta em quantidade e qualidade o acesso irrestrito à comunicação e informação. A informática e sua posterior conexão em rede (e redes de redes) traz um pequeno e revolucionário diferencial em relação as mídias de massas: 


a comunicação bilateral plena. 


É o começo do fim do monopólio dos poucos que falam para muitos. Agora, todos falam e todos ouvem. Todos são produtores, difusores e consumidores de conteúdo. Começa a minguar, portanto, a estrutura de poder que se estabeleceu por toda a Mass media com seus conglomerados de entretenimento e comunicação. Redes mundiais de TV e jornalismo passam a competir com a instantaneidade das redes sociais. Não é mais um programa de TV quem determina o pequeno leque de artistas que serão consumidos ao longo do ano. Surge um assustador fórum onde todos conversam sugerem e compartilham ao mesmo tempo.

 

Nesse ambiente, músicos podem criar e difundir sua música sem a curadoria dos intermediários da Mass media. Tal filtro é substituído por uma centena de mecanismos que permitem a qualquer obra chegar ao seu publico quase que automaticamente, desde que esta esteja corretamente "tagueada". Substitui-se a insuficiente classificação do "suporte loja" (pop, rock, jazz, erudito, etc…) pela tal nuvem de tags: adjetivos grudados à obra e sem os quais esta não poderá ser encontrada pelo mercado que a demanda (e desde o myspace esta provado que, por pior e mais deslocada seja a sua música, certamente há, espalhadas no mundo, pelo menos umas 5000 pessoas capazes de adorar o que você faz se você conseguir entregar sua música a elas).

Para otimizar esse fluxo espontâneo, surgem alguns mecanismos como o copyleft e o Creative Commons. Este ultimo visa otimizar o trafego e a reciclagem criativa de obras de arte e obras intelectuais desarraigando-lhes os tentáculos massmidiaticos que impedem tal fluxo por não poder taxá-lo.
E aqui é que podemos dizer que surge a tal música livre da cibercultura. Não é necessariamente uma música livre esteticamente já que se sujeita a um mercado. Não é uma música necessariamente livre de investimentos de gravadoras, selos ou editais. É simplesmente uma música que pode circular pelas redes da cibercultura sem criminalizar ninguém já que não possui drenos ou enemas conectando-a diretamente a esses velhos intermediários. 


Isto significa que a música não pode ser comercializada? Bobagem! Pode sim. Duvide sempre do caráter e intenções de quem afirma o contrário forjando propriedade no assunto. Pode ser vendida das mais diversas formas. O que se encerra neste modelo livre é o monopólio da circulação desta obra e a remuneração compulsória aos intermediários que se baseiam na chamada estratégia da escassez. Isto é: a medida que somente eu determino a oferta de um produto no mercado e enquanto houver demanda, terei meu lucro garantido mediante a manutenção desse pequeno monopólio de exploração. E vale dizer que se uma música não da lucro estando livre, é impossível acreditar que possa dar sob regime severo de copyright. 


Assim sendo, a música livre, ainda que não tenha pretensões anti-mercadológicas, acaba, por consequência de sua estrutura de circulação, sendo um vírus contra as velhas estratégias monopolistas do livre mercado daqueles poucos protagonistas. Mas isso, é claro, desde que que esteja explicito na obra seu desejo de ser livre mediante (no mínimo) um licenciamento Creative Commons. 

Como declarar sua obra livre: www.creativecommons.org 

Onde encontrar música livre: Internet ArchiveFMASoundCloud [+]

Onde encontrar sons livres para fazer música livre: CCMixter,OverMixterFreesound


Felipe Julián

O Grito Rock Paraíba convida interessados a participar da cobertura colaborativa do festival

Friday, February 3rd, 2012

Neste ano, o Grito Rock toma proporções incríveis, tendo 200 cidades do Brasil sediando o festival, que expande e fortifica desde 2007 formas de circular artistas e suas produções em âmbito nacional. Esta expansão se dá através de ferramentas online, como o site Toque No Brasil (TNB), utilizado para inscrição e seleção de bandas para o evento e o uso de redes sociais, para divulgar e intensificar vertentes artísticas que o Grito Rock fortalece e dá valor.

Dentro dessa proposta, desenvolveu-se (entre outras campanhas) a cobertura colaborativa, criada pelo Circuito Fora do Eixo e abraçado pelo Coletivo Mundo e o Movimento Varadouro Cultural para a edição do Grito Rock Paraíba 2012. Este tipo de cobertura está desenvolvida nos conceitos de mídia livre, colaborativismo e empirismo, ou seja, consta em unir interessados de várias idades e formações para registrar o evento em vários tipos de mídia, acontecendo de forma participativa, simples e direta para potencializar a divulgação das ações culturais que o evento proporciona, além de servir como material para portfólio pessoal.

Interessou? Para fazer parte desta cobertura, bastra preencher o formulário de inscrição neste link, até as 23h do dia 5 de fevereiro, a confirmação será efetuada após o período de inscrições via email ou telefone.

Lembrando que maior festival integrado da América Latina este ano chega a sua quinta edição na Paraíba e será realizado pelo Coletivo Mundo e Movimento Varadouro Cultural em parceria com o Circuito Cultural das Praças da Funjope. Quatro palcos serão montados em diferentes casas da Praça Antenor Navarro, localizada no centro histórico de João Pessoa, nos dias 10 e 11 de fevereiro. O Grito Rock está chegando.

O Coletivo Mundo em parceira com o portal “A Voz da Torcida”, apresenta; Pelada Rock!

Thursday, January 26th, 2012

Um momento recreativo e de pura confraternização entre músicos, produtores, jornalistas e agentes culturais da cena musical pessoense que age no Arranjo Criativo Cultural correspondente a área do Varadouro.
A ideia é interagir por meio do esporte e o lazer(até porque nem apenas de rock vive o homem), unindo a cultura musical e transformando a prática desportiva em algo sano para o corpo e mente.

Imagine 8 times recheados de roqueiros, sambistas, jornalistas, produtores audiovisuais e convidados especiais disputando um titulo; O de melhor peladeiro. O Dia 29 de Janeiro promete revelar os momentos mais inacreditaveis do futebol paraibano. Ou você acha que essa galera sabe jogar bola? Só vendo. O Coletivo Mundo em parceira com o portal “A Voz da Torcida” realizam esse momento recreativo entre esse fazedores de cultura. E, claro, para honrar uma bela partida futebol o pessoal da “A Voz da Torcida” prepara uma narração em tempo real para manter acolorado esse momento glorioso.

Os times relacionados para a "Pelada Rock 2012".

- Coletivo Mundo F.C (Coletivo Mundo + Banda Hazamat )
- Faz Teu Nome (Banda Licenciosa + músicos + produtores culturais)
- Passa a Bola Futebol Clube (Sonora Sambagroove + Trem das Onze + HTV )
- Vila Musical Estúdios (Os Reis da Cocada Preta + Incessante + Divina Comedia Humana)
- Bola nas Costas F.C (Sem Horas + Fundo Blanco)
- Canela's old school (Atividade FM + Produtores Culturais + Dona Tereza Reggae Power)
- Aumenta que é Folk (Zefirina Bomba + Sub Folk + Aumenta que é Rock )
- Fritação e Canelada (Pogo Pub + Metacrose)

O que? Pelada Rock
Quando? Dia 29(Domingo) às 14 hr.
Onde? Quadra de Futsal, da Praça da Paz. Báncarios.
Realização: Coletivo Mundo e A Voz da Torcida
Apoio: Guerreiros Bar.

Últimos dias para Inscrever sua Banda no Grito Rock João Pessoa 2012

Thursday, January 26th, 2012

Maior festival integrado da América Latina e realizado pelo Circuito Fora do Eixo, em 2011 envolveu 130 cidades, mobilizando 2 mil artistas musicais em circulação e 2 mil colaboradores diretos, além de produtores, jornalistas e outros agentes da cadeia produtiva da música, promovendo um intercâmbio cultural de grandes proporções, atingindo forte visibilidade midiática e atraindo um público de 300 mil pessoas.

Em João Pessoa, o Festival Grito Rock 2012 coroa a quinta edição do evento na capital paraibana, em realização do Coletivo Mundo e Movimento Varadouro Cultural. Nos três últimos anos o Grito Rock João Pessoa levou 60 artistas locais e de fora do estado aos palcos do Varadouro, aberto para um público de mais de 2 mil pessoas por dia. Em 2012, o evento, em parceria com o Circuito Cultural das Praças da Funjope, levará mais de 40 bandas a 4 palcos da Praça Antenor Navarro, envolvento 4 casas de show locais e mais de 60 colaboradores diretos, chegando como a maior das edições paraibanas.

Inscrições Aqui

Veja Como foi a Primeira Edição da Festa do 3º Mundo

Tuesday, January 24th, 2012

Feita com a parceria do Coletivo Mundo e da Casa de Musicultura (onde aconteceu a festa), a noite iniciou com dj sets meus e de Chico Correa tocando muita cumbia, reggaeton,kuduro, dancehall, carimbó, bhangra, champeta… ritmos de várias partes do mundo que iam desde sua versão mais tradicional até as misturas com música eletrônica(o tal do global guettotech).

Na sequência das discotecagens entrou em cena ChicoCorrea & PocketBand, que nessa ocasião contou com ChicoCorrea nos eletrônicos e guitarra,Thiago Sombra no baixo e efeitos eletrônicos, Cassicobra na percussão e MPC, Seu Pereira (aqui assumindo a alcunha de MC Carcará) na voz, violão e percussões e os convidados David Bovée ( músico belga que atua em projetos como Think Of One e S.W.A.N.) cantando e tocando guitarra e o VJ Spencer cuidando da parte visual. O David já havia tocado com o Chico e o Carcará durante o Festival Europália na Bélgica, e o grupo repetiu a dose tocando músicas do Think Of One e de ChicoCorrea & ElectronicBand,além de muitos carimbós,côcos e lambadas eletrônicas.

Leia Mais no site do nomaderiddim