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Moeda Solidária

Rock Power Trio

Por André Anterio em 24 de agosto de 2010

Essa semana o Coletivo Mundo (João Pessoa) e o Coletivo Natora (Campina Grande) estão juntos numa realização que vai fazer muita gente voltar para casa com um zumbido nos ouvidos. São três bandas compostas na forma mais crua de se fazer rock, o power trio. Bateria, baixo, guitarra, drives e volumes no talo e muita energia são os principais ingredientes nos shows do Cerva Grátis, Malaquias em Perigo e Leões de Minerva.

Os shows acontecem nas próximas quinta e sexta-feira, primeiro em Campina Grande, no Bronx Bar, depois em João Pessoa, no Espaço Mundo. As três bandas se apresentam nas duas cidades e prometem uma injeção de muito rock em quem der as caras. Nas duas casas, às 23h por R$ 5.


Cerva Grátis

Quando jovens bem-humorados e amantes de cerveja e rock n’ roll se encontram numa mesa de bar, a diversão é certa e garantida para a noite inteira. Mas tudo fica ainda mais interessante se esses mesmos jovens são músicos e conseguem trazer para um palco todo aquele clima de piadas, histórias engraçadas e diversão. É assim que o Cerva Grátis está ganhando seu espaço no cenário independente do rock brasileiro, fazendo bem o rock n’ roll, mas, principalmente, exaltando, com humor, situações e histórias que são parte do cotidiano da maioria dos jovens daquela idade.

Em se tratando de circulação, a banda tem passagem por pelo menos sete estados do Brasil dentro e fora do nordeste. Em 2009 chegou pela primeira vez a palcos longe de casa durante uma turnê que passou por estados das regiões norte e centro-oeste. A turnê, chamada de Drink it Cold Tour 2009, marcou o lançamento do primeiro disco da banda, intitulado Aprecie sem moderação, que mostra o poder de um rock n’ roll sujo e cru, sem firulas nem nhenhenhéns. São sete faixas de guitarras distorcidas e baterias nervosas, coisa pra quem realmente é roqueiro.

www.myspace.com/cervagratis



Malaquias em Perigo

Um personagem, supostamente vindo de outro planeta, dá vida, visão e notas musicadas a essa banda. Estranho? Com um rock duro, melodias assobiáveis e muita energia no palco, os três caras do Malaquias em Perigo exploram as coisas mais divertidas que uma verdadeira noite de rock n’ roll pode oferecer.

A banda já nasceu com grande visibilidade, quando fez sua estréia no Festival Mundo 2007 (PB). De lá para cá se firmou na cena paraibana, sempre com shows empolgantes e barulhentos. No histórico ainda podemos apontar o Festival Mundo 2009 (PB), Grito Rock João Pessoa 2009 e 2010 (PB) e Festival Nordeste Independente 2009 (RN).

O Malaquias em Perigo lançou seu primeiro materia no primeiro semestre de 2010. Um EP de quatro faixas trazendo a mesma energia que o power trio tem no palco.

www.myspace.com/bandamalaquiasemperigo



Leões de Minerva (RN)

Banda de rock de Mossoró, formada pelos gêmeos Diego(bateria) e Diogo Leão(guitarra e voz) e Rafaum Costa(baixo), para tocar um som noventista com influências de bandas como Nirvana, Pixies, Foo Fighters, Dinosaur Jr., dentre outras.

A banda foi formada muito recentemente, mas já e grande promessa do rock norte-riograndense. Estão gravando seu primeiro e aguardado material, mas já têm um show muito elogiado pelo público. O que já e suficiente para dar as primeiras tocadas fora de casa para mostrar seu trabalho.

www.myspace.com/leoesminerva

Feira da Música 2010 – Parte 1

Por Rayan em 19 de agosto de 2010

DIA 1

O Coletivo Mundo está presente mais um ano na Feira da Música 2010. Pra quem não sabe, foi aqui, há 2 anos atrás, que se iniciaram as conversas embrionárias sobre a formação do coletivo.

Este ano não estamos participando tão ativamente das oficinas e rodadas de negócios, pois estamos reunidos com os outros coletivos da região no Congresso Regional Nordeste Fora do Eixo.

Abertura do Congresso, ontem a tarde (18/ago, quarta), no Auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura:

Logo depois, todos os coletivos fizeram uma rodada de apresentações e atualizações sobre seus trabalhos em cada cidade (sempre tem caras novas a se conhecerem):

Em meio as atualizações do Mundo, Rayan apresentou com muito orgulho o funcionamento (ainda que beta) da nossa moeda complementar, o Mundo Real (MR$), com a qual vários parceiros já financiam alimentação, bebida, entrada de shows, pauta do Espaço Mundo, serviços de design, assessoria de imprensa, agenciamento e produção para bandas, entre tantos outros serviços existentes em nossa tabela de serviços (em constante atualização).

DIA 2

Hoje (19/ago, quinta) nos reunimos pela manhã, mais uma vez no auditório do Dragão do Mar, dessa vez para discutir o regimento interno do Circuito Fora do Eixo.

Já no fim da manhã, o Bruno, do Amerê Coletivo, apresentou o que será a segunda etapa do projeto Toque No Brasil. Para quem não lembra, nós utilizamos a versão beta nas inscrições do Grito Rock deste ano. A idéia é termos uma plataforma de circulação, com uma rede social que junta produtores de shows, bandas interessadas em rodar pelo Brasil, imprensa e formadores de opinião, estilo o Sonicbids.

A tarde a pauta saiu um pouco do programado (o que tornou o encontro ainda mais construtivo) e a discussão foi como a circulação estava se dando em cada coletivo do nordeste. Ao fim, contamos com a presença de Fabrício Nobre (Abrafin/MQN/Monstro Discos) que falou suas impressões sobre a circulação que os coletivos tem proporcionado no Nordeste e um pouco de suas experiências como produtor.

ps: Fotos roubadas do TweetPhoto de Pablo Capilé! haha

Ciclo das Quartas 004

Por Rayan em 18 de agosto de 2010

http://ciclodasquartas.wordpress.com/

http://coletivomundo.com.br/imagens/flyers/100818-ciclodasquartas.jpg

Ciclo das quartas retorna neste dia 18 de agosto, no Espaço Mundo com várias participações musicais e especial enfoque na percussão. Teremos os percussionistas João Cassiano, Gustavo Miranda e Heráclito Dornelles, a pianista Norte Americana Haley K., o Tripa Trio e o grupo Ubella Preta.

Haley Kallemberg fará música livre improvisada, comandando o Trip a Trio e acompanhada pela ala percussiva.

Heráclito fará um set tocando pifes, acompanhado por Cassiano e Gustavo, “dubeados” por ChicoCorrea.

Ubella Preta com seu som viajado em versão “light”, com 4 percussionistas no lugar da bateria. Por fim, tudo junto, misturado, na jam session.

1. Haley K., + Gustavo Miranda + Tripa Trio
2. Heráclito Dornelles, João Cassiano, Gustavo Miranda
3. Ubella Preta (versão light) + percussões
4. Jam Session

Local: Espaço Mundo
Couvert: R$ 2,00
A partir das 21 hrs.

Realização:
ChicoCorrea
Coletivo Mundo

Por que pagar couvert artístico?

Por André Anterio em 17 de agosto de 2010

Por André Anterio

Todo mundo adora música ao vivo. Muitos procuram saber toda a programação da cidade antes de escolher onde vai curtir a noite. Os bares que oferecem atrações musicais são os mais badalados e fazem questão de expor em primeiro plano as atrações de cada noite, porque sabem que cerveja é essencial mas não é o diferencial, então não é o que vai trazer o público. A música que se toca certamente escalona toda a movimentação de uma noite, e isso em qualquer lugar. Mesmo assim, na hora de ir para casa, é comum se  pensar que aplausos são o suficiente para gratificar o músico.

Mesmo pagando ingresso para um show, a impressão que se tem é a de que uma boa parte do público não entende que aquela taxa simboliza uma valorização do trabalho artístico que lhe é apresentado. Pessoas pagam, mas em suas cabeças aquele pagamento é mais pelo acesso ao espaço físico do que ao produto artístico. Isso fica claro quando se tem um ambiente aberto e o ingresso se transforma no couvert. Vira uma cobrança “abusiva, arbitrária e absurda”, passiva das mais diversas reclamações, questionamentos jurídicos e pechinchas. É justo?

Precedido por anos de uma cultura em que o público prefere ficar bebendo na porta à pagar pra entrar e o artista local tem que achar ótimo ganhar apenas umas latinhas de cerveja, o Coletivo Mundo abriu sua casa disposto a combater hábitos que são reais inversões de valores no cenário autoral de João Pessoa. Independente de quanto se arrecada, o artista tem sempre uma fração da bilheteria da noite. Independente do baixo volume de público, o evento pago não terá suas portas abertas, afinal a baixa procura não pode ser motivo para que se ceda gratuitamente seu produto, certo? E a música é o produto que o Coletivo Mundo quer vender, mais que qualquer outro do bar.

Sendo coerente às suas ideologias com relação à valorização do artista e formação de público, o Coletivo Mundo está numa campanha de conscientização, experimentando práticas de couvert artísticos em realizações que antes seriam gratuitas no Espaço Mundo. A iniciativa se propõe justamente a abrir os olhos da audiência de que aquela produção musical que tanto nos atrai ao Centro Histórico é também um produto a ser consumido, portanto remunerado.

Pague o couvert artístico. Valorize o músico que trabalha muito para preparar aquele show. Dê sua contribuição, independente de conhecer, ser fã ou não ter visto o show inteiro. Entenda que, no mínimo, os músicos são os responsáveis por atrair todas as pessoas a sua volta e tornar este o agradável ambiente que você escolheu para se divertir.

Logo do Festival Mundo 2010

Por Rayan em 16 de agosto de 2010

Por sodavirtual.com.br

O conceito de mundo é trabalhado nesta logomarca a partir do ambigrama formado por ela. Ou seja, ao girarmos o desenho em 180º ele terá exatamente a mesma leitura.Podemos assim dizer que, não importa se cada pessoa olha o mundo de um ponto de vista diferente, pois ele será sempre algo igual para todos. Concebemos também a palavra “mundo” utilizando uma fonte propriamente desenhada para esta marca, seguindo formas esféricas, que também lembram o formato circular de um planeta, mas sem apelar para um elemento global propriamente dito.

logo-festival-mundo

Como o festival tem esta proposta de universalização, quisemos trazer isto também para a logomarca. Ela é versátil e poderá ser usada ao longo dos anos sem se desgastar, possível de ser usado na internet, avatares, em lugares reduzidos, etc.

icone-festival-mundo

Movimento e integração é a idéia para a o ícone do Festival Mundo. A integração de propostas, manifestações artísticas e principalmente de pessoas. A forma dos elos é baseada na fonte utilizana no logotipo, mas possui a forma semelhante a um balão de fala, como os dos quadrinhos, mostrando a pluralidade de vozes do Festival. A união entre os elos, que são as vozes, é enfatizada. Mas de uma maneira diferente, as pontas unidas representam a convergência de idéias e afinidades. Enquanto a parte externa se expande, trazendo este sentido de crescimento contínuo do festival.

composicao-festival-mundo