Agenda Espaço Mundo
Exposição do Mês
Twitter Mundo
Links Coletivo Mundo






Moeda Solidária

Compacto.Rec lança “Caos Carma Conceito”, da banda Uganga (MG)

Por andre em 10 de março de 2010

O Compacto.Rec anuncia o lançamento deste mês – a banda mineira, formada por cinco músicos – Christian (guitarra), Thiago (guitarra e vocal) Ras (baixo e vocal), Marco (bateria) e pelo vocalista Manu “Joker”, ou seja, o Uganga.

Uganga - Encarte por Compacto.REC.

O quinteto, já chamado de Ganga Zumba, tem 15 anos de história no rock pesado feito em Minas Gerais (mesmo local que revelou grupos como o Sepultura, por exemplo) apresenta um som resultante da mistura de hardcore e metal, além do visível Groove, recebido do Hip Hop, enquanto as letras tem reflexões acerca do respeito à mãe-natureza, livre arbítrio, dilemas cotidianos e auto-conhecimento. Tudo isso esteve em seus lançamentos anteriores (Atitude Lótus, em 2003, foi o seu primeiro), e agora se faz presente neste CD, “Vol. 3 – Caos Carma Conceito”.

FORA DO EIXO AO EXTREMO

Uganga - Encarte por Compacto.REC.

Uganga – Encarte por Compacto.REC.

O Fora do Eixo ao Extremo nada mais é do que um sub-circuito criado baseado nos parâmetros do Circuito Fora do Eixo, que visa estruturar e dar ênfase a bandas mais “pesadas”, como o Hardcore, Punk, e determinadas vertentes do Metal, e ainda, aglutinar novos agentes espalhados em 10 pontos do Brasil até o momento. O lançamento está programado para ocorrer simultaneamente no período de 12 a 14 de março pelo Brasil afora, sendo uma excelente oportunidade para a circulação de bandas pelos pontos do Fora do Eixo, e ainda criando uma nova rota para essas bandas dentro do novo sub-circuito. Cada frente do FDE ao Extremo trabalha em parceria com o seu coletivo, sendo eles: Pólvora Cultural com o Palafita (Macapá – AP), o Sindicatto junto ao Espaço Cubo (Cuiabá – MT), Goma (Uberlândia – MG), BIL (Canoas – RS), Escape com o Esquina (Brasília – DF), Araribóia Rock (Niterói – RJ), PVH Caos (Porto Velho – RO), SOPA (Goiânia – GO), Pequi (Anápolis – GO) e Vilhena Rock (Vilhena – RO).

COMPACTO.REC

O Compacto REC é um projeto que teve início em 2007, com o objetivo de lançar singles virtuais em rede, através dos veículos de comunicação integrados ao Circuito Fora do Eixo. A primeira banda lançada foi a Madame Saatan (PA). Na seqüência vieram artistas de todas as regiões do país como as elogiadas Bang Bang Babies (GO) e Filomedusa (AC). Os últimos lançamentos deste ano foram Porcas Borboletas (MG), Boddah Diciro (TO), Rinoceronte (RS), Linha Dura (MT), Johnny Suxxx (GO) e recentemente Nevilton (PR). Com a liberação dos fonogramas para downloads, o projeto alinha uma iniciativa de trocas para remunerar o autor do trabalho em um sistema de economia solidária, pautado na oferta de serviços e produtos integrados ao Circuito Fora do Eixo.

SOBRE O CD

Uganga - Capa por Compacto.REC.

Uganga – Capa por Compacto.REC.

Em Vol.3: Caos Carma Conceito o Uganga continua explorando sua identidade musical, porém com uma dose extra de peso e agressividade. Nas letras, reflexões filosóficas, autoconhecimento e dilemas humanos, como a faixa “O Primeiro Inquilino” que em mais de sete minutos descreve fatos de um assassinato (essa é a primeira parte da história que contará com mais outras duas). O CD traz vários convidados especiais como o guitarrista Fábio Jhasko (ex-Sarcófago) tocando violino, o rapper X (ex-Câmbio Negro), Panda Reis (Oligarquia), Raphael Sapão (Attero), Edson “Zacca” (Seu Juvenal), Guilherme (Krow), o guitarrista Johny Murata da banda de jazz Lumina tocando Sitar, o grupo de rap 3DFato e Leospa, ex-integrante da banda.

Acesse e baixe o CD do Uganga: www.compactorec.wordpress.com

Banda sergipana The Baggios faz turnê e grava clipe em São Paulo

Por Carol Morena em 09 de março de 2010

Do site Cinform


Buscando projeção nacional, a banda sergipana The Baggios vai a São Paulo para gravar seu primeiro disco oficial na próxima terça, dia 16. O grupo irá realizar a turnê intitulada The Baggios Sampa Tour, passando pela capital paulista e mais cinco cidades do estado. Na passagem por São Paulo, a banda formada por apenas dois integrantes, Julio Andrade – guitarra e vocal – e Gabriel Carvalho – bateria -, ainda aproveitará a oportunidade para gravar o videoclipe da música Em outras, contando com participação de Rafael Costello, ex-Plástico Lunar e Rockassetes.

Esta é a primeira vez que a banda faz uma turnê pelo Sudeste do país. Antes, o grupo The Baggios tocou em festivais pelo Nordeste no ano passado, a exemplo de Festival do Sol, em Natal, Festival Mundo, em João Pessoa, Festival Big Band, em Salvador, entre outros.

“As expectativas para esta turnê são as melhores possíveis, já que o público de lá é mais amplo para o tipo de som que nós tocamos. Acreditamos na possibilidade de surgirem convites para festivais e também para um selo musical”, afirma Julio Andrade, guitarrista e vocalista da banda. O CD oficial de The Baggios contará com 15 canções, dentre as quais 11 são inéditas e quatro são regravações de músicas lançadas na demo e no EP da banda.

O disco oficial apresentará músicas novas como Pare e repare e O azar me consome, esta última, segundo o vocalista e guitarrista Julio Andrade, poderá ser o título do álbum. Já a seleção entre as músicas da demo lançada em 2007 – sem nome – e o EP Hard Time, de 2009, foi feita por cerca de 250 fãs da banda que votaram em enquete na comunidade da banda, no site de relacionamentos Orkut. As músicas escolhidas pelo público foram Pegando punga, Aqui vou eu, Ó, cigana e Candango’s bar.

Três dos shows a serem realizados pela banda The Baggios foram marcados graças à ação da rede Fora do Eixo, formada desde 2005 por produtores culturais das regiões Centro-Oeste, Norte e Sul com o objetivo de estimular a circulação de bandas pelo chamado Circuito Fora do Eixo, que abarca as cidades de Cuiabá, Rio Branco, Uberlândia e Londrina. A rede Fora do Eixo encaixou o grupo The Baggios para tocar junto com a Turnê das Porcas Borboletas, banda de Uberlândia.

A banda irá passar pelas cidades de São Paulo, Vinhedo, São Carlos, Campinas, Bauru e Araraquara.

Rock’n rose em comemoração ao dia da mulher

Por Carol Morena em 08 de março de 2010
Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, três bandas femininas da Paraíba irão se apresentar tocando rock em alto e bom som, um estilo que desde o início teve o homem como protagonista.
O Projeto é uma forma de mostrar a força da mulher e os espaços inusitados que a cada dia vem conquistando, principalmente a mulher paraibana. As bandas tocarão “covers” de grupos nacionais e internacionais e músicas próprias, compostas com a sensibilidade de uma rosa e a energia desse ritmo que agrada igualmente a homens e mulheres.
O Rock´n Rose valoriza, acima de tudo, a produção musical do nosso Estado e sua versão número dois será realizado dia 13 de Março de 2010, às 21 horas, no Espaço Mundo.
…………………………………………………………………………………….
SOBRE AS BANDAS
1) Bárbara
A banda Bárbara – adjetivo feminino – surgiu da junção de 4 mulheres destinadas a tocar Rock’n Roll, formada em junho de 2007. Com um estilo próprio e músicas embaladas de melodias simples e letras divertidas, provocativas, românticas e sociais, a banda vêm como uma proposta de expandir a cena do rock feminino.
Influências:
Luxúria, White Stripes, Cachorro Grande, Jovem Guarda, Cindy Lauper, Yeah Yeah Yeahs, Hole, Strokes.
Integrantes:
Carol Jordão – vocal
Débora Gil – guitarra (backing vocal)
Mynne da Rosa – baixo (backing vocal)
Luana Lucena – bateria (backing vocal)
………………………………………………………..
2) Andada
A Andada começou em setembro de 2009 com integrantes que já haviam tocado juntos em outro projeto: Filipe Maia (baixista), Kléber Nascimento (baterista) e Jeanne Marques (guitarrista). Foram 2 meses intensos, de muito trabalho, composição, produção de arranjos e ensaios.
No fim de novembro/09, com a base formada, foram em busca da vocalista. Encontraram Daniela Alejandra, que transformou o trio num quarteto completo, marcado por uma voz doce mesclada à energia do rock’n roll.
O som que a banda faz é um soft rock. Riffs melódicos de guitarra, batidas energéticas na bateria e um baixo criativo. Já lançou o primeiro single e em breve lançará o primeiro EP.
Influências:
The Doors, The Cure, The Cardigans, Smashing Pumpkins, Garbage, Franz Ferdinand, Coldplay, Los Hermanos, Pato Fu, Lily Allen.
Integrantes:
Daniela Alejandra – vocal
Filipe Maia – baixo
Jeanne Marques – guitarra
Kleber Nascimento- bateria
………………………………………………………..
3) Violet
A Violet surgiu em João Pessoa, no início de 2009, com sua formação atual. No segundo semestre de 2009 a banda entrou em estúdio, e no início deste ano lançou seu primeiro EP, homônimo, com 5 faixas autorais que bebem livremente em estilos como blues, jazz, rock, alternativo e experimental. As letras, em inglês e português, versam sobre a luxúria, ira e o demônio residente em cada um. Sangue nos olhos em veludo vermelho. Mesmo com o repertório em formação, a Violet já fez seu primeiro show. Em Recife, no Espaço N.A.V.3, em 31 de Janeiro deste ano. O show foi muito elogiado pelos organizadores do evento, assim como pelos proprietários do espaço e público presente.
” (…) As músicas eram para manter a embriaguez, ouvir, dançar e morder. E foi isso que aconteceu no Bronx, não necessariamente nesta mesma ordem. Em sua primeira apresentação da cidade, a banda deixa boas impressões. O público (que já era grande) no Bronx adorou a nova surpresa. É uma banda com características bem particulares e pode dar muito o que falar. O vocal feminino e o clima intimista chamou atenção. As músicas alternam da calma a euforia.” – Grito Rock CG 2010 – Natora Coletivo
Influencias:
Blues, The Mars Volta, café, Portishead, Jazz, Muse, whisky, Jimmy Hendrix, cigarro, Fiona Apple, The Cardigans, Placebo.
Integrantes:
Antônio – baixo e vocal
Daniel – guitarra e vocal
Danilo – bateria
Leonardo – guitarra
Raquel – vocal

Festival Grito Rock João Pessoa 2010

Por Rayan em 05 de março de 2010

Cobertura Grito Rock: Sábado

Por Carol Morena em 05 de março de 2010

Gritos de sábado, gritos de sempre

Por Bruno Guimarães. Fotos: Rafael Passos


Sábado, último dia de apresentações do GRITO ROCK 2010. A noite, quente e límpida de verão, colaborou para que a maratona de shows ocorresse com um público superior ao que compareceu na sexta. Este interesse do público foi, sem dúvida, um dos pontos altos do GRITO ROCK deste ano. Nesta noite, a diversidade se mostrou, novamente, um dos grandes destaques: do hardcore ao indie rock; do experimental ao pós-punk. Quem compareceu aos dois dias do GRITO ROCK ouviu um pouco de tudo. E, certamente, não se arrependeu.

No palco do Espaço Mundo, iniciou-se a série de apresentações com a pessoense Iazul. Uma sonoridade explosiva, ágil, como o bom hardcore deve ser. Nada melhor para começar a última noite do GRITO ROCK em João Pessoa.

Iazul

Na sequência, a primeira banda a se apresentar no palco da Praça Antenor Navarro foi o Noskill. A banda, formada em 2005, é atualmente composta apenas por meninas. Mas quem esperava ver algo na linha “sexo frágil” enganou-se redondamente. Não há fragilidade no som do Noskill. Mas há o inegável toque feminino, a sensibilidade feminina, em suas músicas furiosas e diretas.

Noskill

O GRITO ROCK continuou urgente e furioso com a apresentação da Elmo, no Espaço Mundo. Riffs de guitarra afiados em navalha, cruciais e potentes de uma banda que, desde 2006, se firma como uma das melhores da cena hardcore local.

Elmo

A Antenor Navarro recebeu, em seguida, Os Reis da Cocada Preta. A banda apresenta uma sonoridade repleta de referências atualizadas (como The Killers, Arctic Monkeys, e Franz Ferdinand). Mas também mostra personalidade, em letras permeadas de críticas sociais e pequenas sátiras políticas. Um show divertido e que não fez o público se decepcionar.

Reis da Cocada Preta

O palco do Espaço Mundo recebeu, então, mais uma banda feminina da cena local: Bárbara. A banda, com seu pop instigante, mostra-se em plena ascensão, após ter aberto, recentemente, um show da baiana Pitty, em João Pessoa. Animadas e contagiantes, deram espaço para a próxima banda a se apresentar na praça, o Nublado.

Bárbara

Tocando, basicamente, as músicas que fizeram parte dos seus dois primeiros EP’s (Nublado, de 2008, e Vôo Livre, de 2009), o Nublado mostrou-se competente e seguro em sua apresentação na Antenor Navarro. Com uma inegável veia pop (mas não clichê) permeando melodias diretas e guitarras bem sacadas, a banda mostrou porque é considerada uma das grandes expoentes da recente safra de bandas de rock de João Pessoa.

Nublado

Coube ao Malaquias em Perigo dar continuidade à maratona de shows no palco do Espaço Mundo. Liderada por Diego Second, a banda mostrou-se bastante empolgante. Guitarras pesadas, no melhor estilo Queens of the Stone Age, e com uma sempre excelente performance de palco, a banda está prestes a lançar o seu primeiro EP, que deve sair ainda neste mês de março.

Malaquias em Perigo

Uma das bandas mais aguardadas da noite, a paranaense Nevilton correspondeu a todas as expectativas do público na Praça Antenor Navarro. Boas melodias, e uma sonoridade que passeia entre Los Hermanos e Strokes, Nevilton se assegura cada vez mais como uma das boas revelações do rock nacional. O show foi quente e contagiou até quem não sabia do que se tratava. Nevilton desceu do palco, se pendurou na estrutura do palco, pediu conhaque, bebeu, agradeceu e não parava de falar da alegria que estava em sentir que os 4mil quilometros percorridos até chegar aqui valeram a pena. Depois do show explosivo, ainda prometem o lançamento do primeiro disco em 2010.

Nevilton

Nevilton

As apresentações do Espaço Mundo se encerraram com o show da banda Ubella Preta. Certamente, a mais inusitada dos dois dias do evento. Experimentalismo e uma certa dose de psicodelia, surpreendendaram o público que assistiu a apresentação. A banda levou o seu show em fluentes improvisações, dando uma ótima impressão e abrindo alas para a última atração da noite, o Cabruêra.

Ubella Preta

Quase 3 horas da madrugada, Cabruêra entrou em campo, no palco da Antenor Navarro. E ninguém arredou o pé de lá antes que a banda começasse o show. Quem assistiu a apresentação da banda certamente presenciou um dos seus shows mais inspirados dos últimos tempos. Público e banda totalmente integrados numa apresentação que encerrou as atividades do GRITO ROCK 2010.

Cabruêra

Sem sombra de dúvidas, o festival GRITO DO ROCK consolidou-se definitivamente como um dos melhores festivais de rock já vistos em João Pessoa. Foram vinte apresentações em apenas dois dias, sem contar os shows espalhados pelo Circuito das Praças. Um crescimento considerável de interesse e disposição de produtores, bandas e público. Todos eles envolvidos, todos eles integrados. E que este grito seja cada vez mais ouvido nos próximos anos: grito de rock, de explosão e ousadia, de energia e contestação.