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Agentes Fora do Eixo no cariri paraibano

Por hansponto em 12 de January de 2012

Leia abaixo os relatos de André Anterio:

No último fim de semana (6 a 8 de janeiro), estivemos Hans (Comunica Mundo) e eu em Zabelê, uma pequena cidade com menos de 3 mil habitantes no Cariri paraibano, para participar do Realiza Cultura, famosa Festa de Reis da cidade. O evento é realização da Associação Cultural de Zabelê (Ascuza), que há 10 anos já movimenta a cultura no município, e recebeu apresentações de folguedos de boi, shows musicais e ações de formação.

Falando um pouco da Ascuza, fiquei bem empolgado em ver o nível organizacional da associação, que deve ter certas dificuldades numa cidade tão pequena e isolada. Romério, uma liderança no coletivo, é secretário de cultura de Zabelê e puxa o bonde ao lado de Sandra Belê, quem eu já conhecia pela carreira de cantora. A Ascuza é uma associação muito bem organizada que tem um bom tempo de realização de projetos culturais locais e que agora busca desterritorizar suas ações e trocar com outros coletivos. Dá para acreditar?!

Estávamos no Realiza Cultura enquanto agentes de formação. Foi fácil ver que a Ascuza teve fortes motivações internas de sua organização nesse convite. A pauta, grosseiramente falando, era justamente trabalho em rede e ferramentas web para tal. Na nossa primeira manhã na Fazenda Santa Clara acordamos às 8h, bem mais cedo que o nosso costume, e já demos início aos debates com a Ascuza e outros curiosos.

A instiga de cada um dos 10 agentes fortemente envolvidos na associação era conhecer e passar a se relacionar com outros coletivos culturais. Daí para frente foi prato cheio! No primeiro momento uma conversa infinita sobre associativismo, nisso estávamos num discurso muito próximo, e trabalho em rede. Apresentamos o modelo Fora do Eixo e apontamos a importância da internet na concepção da rede e na velocidade de comunicação que potencializa todas as ações.

Foi interessante estar tratando sobre internet numa roda em que ainda haviam não-usuários ou não-assíduos. Chegamos a entrar, por alguns momentos, num velho debate sobre a “vilã internet que tira criança da escola e ilude pessoas com amigos imaginários”, mas superamos rápido. Caímos então num nível mais ferramental da discussão. Apresentamos nosso universo Google e todos os seus groups, talks, docs… e várias outras ferramentas que nos são tão cotidianas e ainda impressionam fácil. Hans, com seu painel de Interatividade Social na Web, foi mais a fundo nessa parte. Ironicamente não havia internet na capelinha da Santa Clara, mas foram mostrados alguns prints e deu para ser bem ilustrativo.

O fim da história é que a história não tem fim, já estamos com novo encontro agendado ainda para esse mês em Zabelê, dessa vez, Hans parte para uma oficina mais técnica de uso web. Junto a isso, já consideramos conexão feita com a Ascuza. Não tem para onde correr! Se queriam desterritório, rede, trocas, intercâmbio… acharam os Fora do Eixo, uns maluco que pira muito nisso aí!

Comunica Mundo – Primeira Reunião define Pontos importantes para o Coletivo Mundo no ano de 2012

Por hansponto em 12 de January de 2012

 

A primeira reunião do Comunica Mundo neste dia 11 foi intensa e cheia de encaminhamentos.

Tratamos do nosso novo site que está sendo encaminhado e em breve entra no ar, vamos criar uma curadoria de conteúdo, teremos vídeos e imagens postados diretamente no site e dividiremos tarefas em cima dele. Com o novo site passamos a ter reuniões semanais intercaladas entre presenciais e online, por hora, precisamos mapear como anda a disponibilidade dos nossos colaboradores. 

Isadora, que apareceu em sua primeira reunião desse núcleo, demonstrou interesse em coordenar produções da #PosTV do Coletivo Mundo. Já rolou um pequeno brainstorming de ideias para o projeto e Isadora vai abrir tópico na lista Comunica Mundo se apresentando, trazendo a ideia e iniciando conversa sobre.

Por fim nós pautamos fotografia, Rafael Passos hoje é o nosso único agente de fotografia. Pensamos em tentar, sob sua coordenação, outras ações e projetos que movimentem este cenário. Num primeiro momento, ações de formação foram as pensadas. Vamos sentar já para conversar sobre uma oficina para o edital da Funjope, além de outras ideias.

Rock Cearense Invade Centro Histórico de João Pessoa

Por Laysa em 06 de January de 2012

 

O cenário independente de João Pessoa vem com tudo pra esquentar o verão na noite da cidade.  Além de curtir MPB, pop, samba e só na brisa do mar, é chegada a hora de curtir o rock que invade o Centro Histórico.

E é na noite deste sábado(07) às 23:30hrs que o Espaço Mundo promete ser invadido por algumas das potências do rock independente Cearense e ainda melhor: FREE. Em parceria com o Fora do Eixo, o Coletivo mundo traz à João Pessoa o Invasão Rock Cearense. Contando com três bandas ( Full Time Rockers + Bonecas da Barra + Sátiros) que fazem parte do cenário independente de Fortaleza, o evento faz parte do MOVA-Ce – Tour Fora do Eixo, que é um projeto que conta com seis bandas que ficarão aproximadamente trinta dias em turnê em mais de vinte cidades do Brasil.

FULL TIME ROCKERS:  Banda cearense de stoner/hard rock contemporâneo com sete anos de carreira e  três discos lançados. Música pesada e pop na medida certa, influenciado por bandas de rock clássico e contemporâneas como Wolfmother, Velvet Revolver, Matanza, Forgotten Boys, Deep Purple, Alice Cooper, Motorhead, dentre outros.

http://www.myspace.com/fulltimerockers

 

BONECAS DA BARRA: O som da banda apresenta fortes influências do rock and roll dos anos 50 e 60 (Chuck Berry, Rolling Stones, Beatles) e o visual é inspirado no glam rock setentista (David Bowie, Iggy Pop, New York Dolls). Liricamente, as bonecas não assumem nenhum compromisso, apenas falam de seu cotidiano, amor, coisas instintivas e a decadência cada vez maior de seu local de origem.

http://www.myspace.com/bonecasdabarra

 

SÁTIROS: Reunidos desde abril de 2007. O trio apresenta uma musicalidade plural devido às várias influências de seus integrantes (que passeiam por várias vertentes do Rock até a MPB) e também devido ao timbre característico que o seu som possui. O resultado é uma música expressiva, com melodias cativantes que convidam a viajar às mais variadas sensações. As letras possuem um enfoque poético e falam sobre experiências, impressões do mundo e amores que se vive e se sente.

http://www.myspace.com/bandasatiros

 

Abertas as inscrições para o Demotape 7

Por hansponto em 04 de January de 2012

Dessa vez com uma grande novidade: Uma das bandas vai garantir vaga no Grito Rock João Pessoa 2012!! 
Dê o grau no perfil da sua banda no Toque no Brasil e se inscreva em: http://tnb.art.br/oportunidades/demotape7

Último dia de shows do Festival Mundo 2011 movimenta Espaço Cultural com variedade de estilos e manifestações artísticas

Por Renata Escarião em 12 de December de 2011

 

 

Cobertura: Eddie Nunes, Jéssica Figueiredo, Laysa Santos, Mayra Medeiros

Edição: Renata Escarião

Fotos: Rafael Passos

 

Acabou nesse domingo (11) a maratona de shows que movimentou o Espaço Cultural durante a última semana com a 7ª Edição do Festival Mundo 2011. O domingo foi marcado pelo metal, rock e rap com 09 bandas nos palcos principais além de apresentações de dança e de projetos experimentais no Planetário e mostra audiovisual no Cine Espaço Digital. O Festival segue até quinta-feira (15) quando é encerrada a exposição de artes visuais na Galeria Archidy Picado.

Confira o que rolou neste domingo:

 

Warcursed

Foi em 2010 que após a mudança de integrantes eles se consolidaram como Warcursed e em um ano já conquistaram  um público fiel. Prova disso foi a quantidade de camisas pretas que logo na primeira hora do domingo compareceu ao Festival . A banda abriu os trabalhos do último dia do Festival tocando no Mundo pela primeira vez e comentou que subir aos palcos do Festival foi a realização de um desejo antigo. Jean, vocalista da banda, disse que sempre acompanhou o evento enquanto público e que ter a chance de se apresentar cumpriu um papel simbólico em um momento em que a banda fecha um ano movimentado e se prepara para lançar o primeiro disco.

 

Thyresis

O som pesado continuou com a Thyresis, que tem uma longa caminhada pelos
palcos de João Pessoa, mas também se apresentou no Festival pela primeira vez. Formados em 2006, a banda hoje traz dois EPs lançados entre 2007 e 2008 e um disco lançado em 2009, trabalhos que apresentou no show de final da tarde de domingo.  Vitor Hugo, vocalista da banda, comentou como considera importante que o Festival tenha reservado um espaço para o metal, já que, segundo ele, não são muitos os produtores que se interessam pelo estilo.

 

Rotten Flies

De volta ao Festival Mundo, a Banda Rotten Flies, trouxe músicas do seu mais novo álbum, ‘Rota de Colisão’, lançado esse ano. A banda que no seu repertório tenta questionar, denunciar e incomodar, deseja através da música dar continuidade a uma geração anos 80 ligada ao punk/hardcore. “As letras do mais novo trabalho, lançado pelo selo Subfolk de Ilsom Barros (Zefirina Bomba), permanecem envolvidas em clima de indignação, musicalmente recheadas de boas referências da música punk/hardcore do chamado old school 77”, falou Ramsés, vocalista da banda.

 

Zefirina Bomba

Entrando no palco perto das 18h, Zefirina Bomba estarreceu o público com suas guitarras fervorosas e bateria violenta, tocando entre músicas inéditas e as já conhecidas “Eu acho” e “O que ela tem”. Mas foi só depois de tomar “um dos cinco minutos que eu tenho” para fazer uma fala contundente, na qual Ilson destacou a viagem da banda ao exterior e o  problema com a Seman que aconteceu no festival no dia anterior, que o show realmente tomou corpo. O que poderia ser visto como um protesto só intensificou a energia do público, que armou rodinhas até a última musica, marcando o show como o penúltimo da leva hardcore/metal da noite.

 

Malefactor

 

O grupo baiano Malefactor , que já tem seus vinte anos de carreira, falou antes do show da participação no festival e do lançamento do seu álbum ainda esse mês. Para Danilo Coimbra, guitarrista da banda, “estar por João Pessoa mostrando o nosso trabalho num festival desse porte tá sendo bastante gratificante, a estrutura está muito massa e a organização do evento está de parabéns”. Para quem assistiu ao show e entende do assunto, falar sobre o crescimento do metal no Nordeste fica fácil. Assim, para Rodrigo Barba, da banda paraibana Soturnus “o cenário da Bahia, principalmente o cenário do metal baiano, é um dos mais fortes do Nordeste, senão o maior. A Paraíba tá começando agora, e Malefactor tá vindo mostrar que o metal baiano conquista públicos e lugares. Todo mundo canta, se empolga”.

 

Vivendo do Ócio

Logo após a pausa para as artes cênicas e atividades culturais que intercederam os shows, o quarteto baiano Vivendo do Ócio – que agora reside em São Paulo – subiu ao palco entoando as já dadas como clássicas “Meu Precioso” e “Hey! Hey”, fazendo a cena certa para o público intenso que dançava e pulava na frente do palco. Restando apenas uma música para finalizar, a banda levou os fãs a loucura tocando “Fora Mônica”, talvez a canção de maior destaque da banda nesses quatro anos de carreira. Antes do show os caras comentaram como sempre quiseram tocar pelo Nordeste e como a oportunidade do Festival que une várias manifestações culturais foi um ótimo começo.

 

Autoramas

Arrastando a platéia para o outro palco logo após o Vivendo do Ócio, Autoramas apresentou seu rock’n’roll cru de forma performática, com dançinhas ensaiadas pela dupla Gabriel Thomaz (vocal e guitarra) e Flávia Couri (baixo e voz). Misturando o setlist, a banda tocou desde canções presentes no "Nada Pode Parar os Autoramas", disco de 2003, a músicas mais recentes, lançadas no novo disco “Música Crocante”. Autoramas fez um show fantástico, dando espaço até para um cover: “Surfin Bird”, do Ramones. Na certa, um dos shows mais eletrizantes da noite.

 

Baiana System

A banda Baiana System balançou os ânimos roqueiros da noite com seu som completamente inédito, mas que parece bater o reggae, frevo, Otto e Nação Zumbi num liquidificador de samplers, guitarras e baterias corpulentas. Ecos nas vozes e tecladinhos deram destaque as músicas hora levadas pelo rap, horas cantaroladas como antigas cantigas de roda. Um show de destaque que abriu a última atração da noite: o rapper paulistano Kamau. 

Kamau

Jogando seus versos contundentes sobre a sociedade moderna, e agradecendo com respeito e dignidade o convite ao Festival Mundo 2011, Kamau fez um show convidativo, acompanhado com fervor pela plateia no ‘gargalo’ do palco. Misturando seu rap a ritmos melódicos, o cantor entoou o peso da sua voz nos microfones, carrego o público junto nos discursos intensos e fechou o último dia de shows do Festival Mundo 2011 com atitude e protesto.

 

DANÇA e PLANETÁRIO

 

Para quem pôde repetir a dose neste domingo de Festival Mundo, a Praça do Povo e o Planetário do Espaço Cultural se mostraram palco de atrações ainda mais experimentais, tanto na música, quanto nas artes visuais e na dança.

 Enquanto no Planetário, o projeto "O melhor amigo do homem" apresentava a soma de um produto audiovisual resultante de "brincadeiras" feitas pelo VJ Felipe Spencer com trechos dos filmes paraibanos "O cão sedento" e "O plano do cachorro" –  ao som de uma trilha sonora feita ao vivo, sob os comandos de Thiago Sombra e sob os batuques de Victor Ramalho – na Praça do Povo o espetáculo Ponto de Vista foi da Acena Dança e o Experimento Pina, feito pela Paralelo Companhia de Dança foram apresentados ao público com muitas surpresas e intervenções.

 Para honrar o nome da companhia o experimento feito pelas bailarinas Lília Maranhão, Aretha Paiva, Joyce Barbosa e Vanessa Queiroga foi concretizado em dois palcos paralelos, nos quais se viu de tudo. Dede uma pin up pós moderna sair do auge para cair no buraco e dançar na lama, à uma bailarina "afogada" de cabeça para baixo em uma bacia cheia d'água.

 

Para completar o dia dos experimentos, o Planetário contou ainda com a apresentação do projeto Monotone, do músico Esmeraldo Marques (Chico Correa), com a participação de parceiros como Victor Ramalho e Cassiano Silva. Cheio de brincadeiras sonoras com repetições e improvisações, produzindo variados sons, de Monótono o projeto mostrou não ter nada, a não ser uma brincadeira com o nome.

 

 

A 7ª edição do Festival Mundo é uma realização do Coletivo Mundo e Circuito Fora do Eixo, com Co-realização da Secretaria de Cultural do Estado (Secult), Fundação Espaço Cultural (Funesc) e Governo do Estado da Paraíba. Conta com o apoio do Fundo Municipal de Cultura (FMC), da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), Sebrae, Skol, ANID, SODA, Sedes, e Imaginária. Tem ainda apoio cultural de Joana Darc, Impresso Studio Gráfico, Tintin Cineclube/ ABD-PB, Antares, Sejer, 3efe, Mix FM/Portal Correio, Handful Network e JR Óptica. O Festival é filiado a Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin).

 

Mais informações no site: www.festivalmundo.com.br

No facebook:  www.facebook.com/festivalmundo

No twitter: @festivalmundo