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Por que pagar couvert artístico?

Por André Anterio

Todo mundo adora música ao vivo. Muitos procuram saber toda a programação da cidade antes de escolher onde vai curtir a noite. Os bares que oferecem atrações musicais são os mais badalados e fazem questão de expor em primeiro plano as atrações de cada noite, porque sabem que cerveja é essencial mas não é o diferencial, então não é o que vai trazer o público. A música que se toca certamente escalona toda a movimentação de uma noite, e isso em qualquer lugar. Mesmo assim, na hora de ir para casa, é comum se  pensar que aplausos são o suficiente para gratificar o músico.

Mesmo pagando ingresso para um show, a impressão que se tem é a de que uma boa parte do público não entende que aquela taxa simboliza uma valorização do trabalho artístico que lhe é apresentado. Pessoas pagam, mas em suas cabeças aquele pagamento é mais pelo acesso ao espaço físico do que ao produto artístico. Isso fica claro quando se tem um ambiente aberto e o ingresso se transforma no couvert. Vira uma cobrança ??abusiva, arbitrária e absurda?, passiva das mais diversas reclamações, questionamentos jurídicos e pechinchas. ? justo?

Precedido por anos de uma cultura em que o público prefere ficar bebendo na porta à pagar pra entrar e o artista local tem que achar ótimo ganhar apenas umas latinhas de cerveja, o Coletivo Mundo abriu sua casa disposto a combater hábitos que são reais inversões de valores no cenário autoral de João Pessoa. Independente de quanto se arrecada, o artista tem sempre uma fração da bilheteria da noite. Independente do baixo volume de público, o evento pago não terá suas portas abertas, afinal a baixa procura não pode ser motivo para que se ceda gratuitamente seu produto, certo? E a música é o produto que o Coletivo Mundo quer vender, mais que qualquer outro do bar.

Sendo coerente às suas ideologias com relação à valorização do artista e formação de público, o Coletivo Mundo está numa campanha de conscientização, experimentando práticas de couvert artísticos em realizações que antes seriam gratuitas no Espaço Mundo. A iniciativa se propõe justamente a abrir os olhos da audiência de que aquela produção musical que tanto nos atrai ao Centro Histórico é também um produto a ser consumido, portanto remunerado.

Pague o couvert artístico. Valorize o músico que trabalha muito para preparar aquele show. Dê sua contribuição, independente de conhecer, ser fã ou não ter visto o show inteiro. Entenda que, no mínimo, os músicos são os responsáveis por atrair todas as pessoas a sua volta e tornar este o agradável ambiente que você escolheu para se divertir.

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116 Responses to “Por que pagar couvert artístico?”

  1. Jansen Says:

    ? isso ai!
    Um covert sério, barato e que vai diretamente pro bolso do artísta.

  2. andreia Says:

    Olha, eu pessoalmente sou a favor do couvert artístico, não me incomodo em pagar qdo a “atração” me agrada. Mas a questão é que nem sempre as bandas, ou djs, são pensadas para agradar a todo mundo, nem devem, por isso são “alternativos” culturamente falando. Nem tudo que é alternativo é consumível, certas “atrações” são bem repelentes… é bem relativo isso. O que quero colocar aqui é que a organização do lugar junto à galera que vai tocar tenha sempre o compromisso e qualidade musical que todos saíremos satisfeitos em pagar o couvert. Portanto, qdo me agradar eu pagarei com o maior prazer, qdo não, procuro outra coisa pra fazer…

  3. Flávio Correia Lima Says:

    Eu acho que a valorização do artista, que no contexto dessa discussão quer dizer a valorização monetária, deve partir também do contratante e até mesmo do artista. O próprio autor do post fala que trazer uma atração musical legal vai aumentar as vendas no bar (e consequentemente o lucro do dono do bar). Além disso, vai associar a imagem daquele bar a uma coisa legal e ajudar a marca a se tornar mais conhecida, etc. E qual investimento o bar fez pra isso? Nenhum? O próprio consumidor é quem financia esse investimento do bar? Não concordo não. Acho que se for pra cobrar couvert tem que ser como opcional. Quem do público do bar quiser pagar, como forma de valorização, paga. Quem não quiser não paga.
    O artista se desvaloriza ao aceitar tocar apenas pelo que receber do couvert, e não um valor fixo pago pelo bar complementado por esse extra que viria do couvert. Isso sim seria valorizar o artista. O artista valorizaria seu trabalho cobrando o que achasse justo pra tocar. O bar reconheceria a importância daquele artista para atrair o público e pagaria o que o artista merecia. E o público ficava livre para valorizar ainda mais o artista pagando o couvert quando quisesse.
    Um bar é um ambiente diferente de uma casa de show ou uma boate. As pessoas que vão ao bar, não necessariamente estão ali pra curtir a música. Pra alguns pouco importa se tem uma banda tocando ou um som ambiente. Se a intenção é que a música esteja em primeiro plano e o bar em segundo, então já não estamos mais falando de um bar e sim de uma casa de shows ou de uma boate.

  4. Rayan Says:

    Flávio, é justamente pq o Espaço Mundo não é apenas um bar e sim um centro cultural.
    O ideal é realmente que os artistas só trabalhassem por um cachê certo, mas até para sair de um cenário de shows gratuitos é um processo bem difícil, e por isso o texto pra tentar conscientizar público e artistas.
    Concordo com muito do que vc falou, mas quando se fala no cenário pessoense e no Espaço Mundo o buraco é mais embaixo, e esse texto vem pra jogar o tema na roda mesmo e refletirmos bastante sobre isso.

  5. Ardesson Says:

    Bem, acho que o couvert artístico ( desde que realmente vá para o artista) é importante para que o artista sinta-se valorizado. O Espaço Mundo, é hoje, o único espaço no Centro Histórico para realizações de shows de bandas independentes, e acho que devemos Apoiar tanto os artistas como também as pessoas que formam o Coletivo Mundo.

  6. hansponto Says:

    Flávio, acho que eu batia palma pra o teu discurso se não estivessemos falando de um coletivo. Essa seria a primeira frase do que eu iria digitar até ler o que Rayan colocou ai em cima.
    Acho que o coletivo ganha com tudo, ganha o Varadouro, ganha o Espaço, ganham as bandas que são faladas, twittadas, blogadas e por ai vai.
    As bandas também meu querido, são associadas a Espaços Legais, ou você acha que eu vou ver outra coisa no Varadouro se não Chico Correa, Totonho, Burro Morto, ou ouvir o PB Pop com o CD do Sacal zunindo enquanto a galera fica na escadaria, com um som massa, num lugar de boa!
    Coletivo, o nome acho que já diz e tem nem o que reclamar não.

  7. Anselmo Says:

    se é uma campanha de conscientização de todo o público que frequenta o espaço mundo, seria interessante haver debates acerca do assunto, distribuição de algum panfleto durante os shows, tocar no assunto no microfone durante a apresentação do artista, etc. e não somente postar texto na internet e linkar no twitter pra dizer que divulgou (estando a par que MUITA GENTE não tem nem computador) se for viável, claro.

    lutar contra essa tradição de achar ruim pagar couvert, (afinal, como se escreve essa palavra?) que tenho certeza que a grande maioria das pessoas que constroem o coletivo mundo ja se recusaram a pagar alguma vez (por inúmeras razões, que vão do puro liséu, ao desgosto auditivo durante a refeição ou bebedeira) é bem complicado e o “buraco”, que é como muita gente se refere ao varadouro, é embaixo mesmo, porque numa área que ja é desvalorizada (apesar de tombada como patrimônio do brasil) pelo senso comum das pessoas, alguém querer fazer a mesma prática de bares, casas culturais ou como queira chamar, da orla, é “querer brigar com cachorro treinado”.

    cobrar couvert e esperar que todo mundo entenda não é a solução, mas em momentos de uma certa estagnação dos eventos em que o que realmente faz as pessoas irem pro varadouro é a VONTADE DE BIRITAR e não a de ouvir as mesmas bandas de sempre (prova disso é a tenda do reggae tocando mp3 e a galera completamente louca dançando na frente da tenda) tem que se procurar outros meios de fazer o bar vender bem, mantendo assim o espaço mundo no canto aonde deve estar e ainda assim dar uma graninha pro cara que tira um som.

    Agora, falar aqui no site que é valorização do artista, quando na verdade é manutenção do espaço cultural (que realmente precisa de todo tipo de atitude pra se manter com clientes sempre circulando), é foda. Não ta mudando em nada a grande “valorização” que todos os bares de joão pessoa ja fazem!

    enfim…espero que não role alguém tocando “chão de giz” num banquinho com um violão. ninguém aguenta mais isso em todo restaurante.

  8. Ivan Says:

    Fala sério!!! No mínimo cada pessoa deveria pagar uns R$10 pra entrar… Esse povo nao tem nocao do quanto se gasta com instrumentos, ensaios, deslocamentos pra se fazer um show, Claro que ninguem é Obrigado, pode ficar do lado de fora. Mas uma vez assumindo a posiçao de ficar do lado de fora, estará deixando claro sua posição mão-de-vaquista, espírito-de-porco, que quer curtir sem ônus, sem incentivar o objeto do seu prazer noturno. Quem ama não deixa morrer….Depois não reclamem da falta de opções nesta cidade!

  9. Ingridy Says:

    Eu acho que a consientização vai de cada um. O Espaço Mundo ta ali oferecendo um bar e couvert obrigatório, se você nao quiser ir pagar pelo couvert simplesmente não vá. Mas você sairia de casa e pagaria 5 reais pra vê um show de bandas locais sem abrir mão do seu consumo no bar? creio que não!

    O couvert não é nem por baixo uma valorização, mas pelo menos é uma forma de ajudar o artista a não tocar apenas para os amigos, o que é a realidade bem crua em algumas situações.

    A casa precisa se auto sustentar, e esse é o diferencial dela parar atrair a clientela. ? apenas uma opção e não uma
    imposição. Muitos bares já fazem isso e são criticados por isso? creio que não!
    Eu acho válido qualquer tipo de manifestação que ajude os artistas locais que além de espaço precisam de público, que infelizmente só sabem criticar e fazer algo que é bom nada.

  10. elmon palmeira Says:

    Sem duvidas é um assunto bastante polêmico…

    Eu acredito que qualquer tipo de valorização do profissional da musica sendo ela em espaço, ajuda de custo, cachê etc. é de extrema importância para que o artista tenha oportunidade de um dia crescer profissionalmente seja com a sua banda ou não.
    Mas é importante deixar clara a questão do couvert, de como esse dinheiro é retornado pra banda/artista ou não, se 100%, se 80%.

    Vejo o espaço mundo hoje como uma empresa que estar investindo para possíveis lucros lá na frente e isso não é errado, o errado seria explorar as bandas sem ao menos ajudar de forma em que todos ficassem gratos.
    Eu particularmente não acho uma boa saída o covert para o espaço mundo, até porque caracterizava de vez o espaço como um bar, e as bandas que tocassem ia ??apenas tocar?. Sem tamanha importância pra sua apresentação, principalmete para as bandas que estajam começando suas atividades.

  11. Christiano Says:

    kk Anselmo falou e disse…ta afinado o rapaz, uma metralhadora de indignações. Eu assino embaixo em tudo que ele disse!

  12. Lídia Says:

    Por que não reverter uma porcentagem do lucro do bar para banda?! Utilizar os tais princípios da Economia Solidária, aos invés de simplesmente forçar o pagamento de um couvert, repartir as sobras. Uma vez que, como já foi dito, “os músicos são os responsáveis por atrair todas as pessoas a sua volta”, consequentemente consumidores do bar.

  13. tatiana sales Says:

    Totalmente a favor! Tb trabalho para me divertir… e meu dinheiro tb circula na mão dos artistas.
    *

  14. tatiana sales Says:

    Tb ñ tenho problemas em investir no Espaço Mundo. Sou cliente*

  15. Rayan Says:

    Anselmo, meu velho, parece até que você não conhece os trabalhos do Coletivo Mundo e do Espaço Mundo. Você fala como se fossemos um bar qualquer como os que existem pelo resto da cidade. Acha mesmo que só pq estamos falando em couvert vai rolar banquinho e violão no Espaço Mundo? Teus comentários estão sendo negativos e não to vendo acrescentarem em nada na discussão.
    ? óbvio que não achamos que um texto no blog é uma campanha de conscientização e isso foi apenas o ponta-pé inicial.
    Agora não reconhecer que uma prática de couvert já é um avanço num cenário independente onde cansamos de ver artistas se apresentando de graça, é fechar os olhos pra tudo que acontece nessa cidade. E ainda insinuar que estamos falando em valorização do artista por pura demagogia pra na verdade fazer manutenção do espaço é demais! Me admira muito ler essas palavras vindo de vc, meu amigo. A prática de couvert no Espaço Mundo se diferencia de qualquer outra a partir do momento que estamos falando do único espaço para apresentação de artistas independentes e autorais da cidade, onde o público não frequenta apenas pela cerveja gelada, mas tb pela programação que apresentamos e deve compreender que a prática de couvert artístico existe em muitos outros ambientes e que pode acontecer no Espaço Mundo também.
    Pergunte a qualquer banda se prefere sair ao fim da tocada com o couvert arrecadao na noite ou tocar totalmente free, a resposta é óbvia né! Isso é valorização do artista sim! Público que quer ter acesso a música tem que pagar por ela, é um produto cultural assim como um ingresso de cinema. Agora se não quer pagar pq a atração não agrada, é simples, não saia de casa ao ver nossa programação, ou de meia volta da porta do Espaço Mundo.
    Não dá pra comparar NUNCA o Espaço Mundo com qualquer outro “bar” da cidade. E eu não preciso dizer aqui da importância do Espaço Mundo pro cenário cultural independente e autoral da cidade e do estado, né? De quantos artistas já passaram por lá, de quantas discussões já encabeçamos, de quanto respeito já conquistamos junto a mídia, poder público e público em geral para a cultura independente, desmistificando um monte de preconceitos no nosso estado.
    Eu espero, Anselmo, que ao invés de nos retaliarmos e pormos em cheque iniciativas como essa através de questionamentos tão cegos, possamos é nos aliar e seguir em frente para uma verdadeira campanha de conscientização do público. Apesar de tão recente, mas vc vem acompanhando as movimentações no ultimo ano dentro da cidade, tem banda e sabe bem da realidade que estou falando aqui. Artista precisa sobreviver e precisa ser pago de alguma forma, se nem sempre dá pra fazer bilheteria, também não dá pra tocar de graça, e a prática do couvert é uma solução viável, desde que todos entendam dessa maneira.

    Abraço e vamos juntos.

  16. Anselmo Says:

    O tema ta jogado na roda e estamos refletindo sobre o assunto. Penso eu que isso tem a intenção de ceder espaço a opiniões e não retalições, bixo. Justamente por isso que comentei sobre o tipo de atitude de que uma casa de cultura que tem um bar precisa tomar pra fazer a manutenção de seu espaço, como você mesmo falou, rayan, é uma solução viável.

    ? de surpreender que uma pessoa que sempre foi frequentadora dos shows do centro possa olhar para a idéia jogada na roda e simplesmente se expressar a respeito dela? Penso que não.

    Me expresso querendo frisar que isso não é uma atitude revolucionária e inovadora, simplesmente isso, lendo esse texto postado aqui interpretei a intenção dele de uma forma demagógica sim, (acho que quem olha torto pro fora do eixo também possa ter visto assim) e justamente por ter banda, participar, fazer vídeos, pogar, beber e tirar onda nos shows de joão pessoa e do varadouro que sei que esse tipo de atitude é tomada por QUALQUER BAR (o que não quer dizer necessariamente que todos os bares são iguais ou que seus donos pensam iguais) como uma solução viável pra manter tudo funcionando. Só.

    Porra, se a proposta é gerar debate, fazer as coisas acontecerem, botar as bandas pra tocar e conversar entre elas, incluindo ai também todos os frequentadores e produtores culturais paralelos da cidade, vocês do coletivo vão ter que conviver com opiniões divergentes (e não retaliações!) e numa cidade tão pequena como a nossa, quanto mais, melhor! Ou seja, não precisa pensar igual pra fazer alguma coisa junto! o que significa dizer que uma crítica, um ponto que pra alguém é um defeito e um problema a ser resolvido, não quer dizer que essa crítica abrange TODA A IDEALIZA??O DO COLETIVO e da coletividade de uma forma geral!

    Tenho muita noção do quanto o espaço mundo e a idéia de coletivo tem de importante, principalmente numa cidade carente de organização na parte de cultura como é joão pessoa a bastante tempo e uma das coisas que tem feito isso ser importante de verdade são essas conversas, debates ou se preferirem, retalições (escolha o que te agradar melhor!). Criar “caos” também é movimentar. Discordar também é construtivo.

    Pra mim, a grande merda de se expressar em um espaço como esse é estar sujeito a todo tipo de interpretação. E é difícil você ser consiso e direto de uma forma que todo mundo entenda o que você ta querendo dizer e não escrever demais, deixando muita gente que poderia contribuir bastante por aqui com preguiça de ler hahahahaha.

    Enfim…vamos juntos, discordando a qualquer momento.

  17. Anselmo Says:

    Que onda. Percebi agora que houve algumas mudanças no texto. Interessante. :)

  18. Esmeraldo Marques Says:

    Quarta feira, arrumo o equipamento antes de sair para aula e para o trabalho, pois o tempo é curto, junto os cabos, confiro mixers, fontes dos pedais, levo uma case pesando mais de 20 kg, 2 mochilas e uma guitarra. Peço carona à mãe, que vai buscar cassiano com suas percussoes, enquanto vou assistir metade de uma aula, saio no meio da aula pro carro entupido de coisas, descarrego equipamento no Espaço Mundo, agradeço a carona, agora é montar tudo, bancar o técnico de som, mais de 1hr tentando achar a melhor configuracao pra ligar os instrumentos com o equipamento disponível (que ainda nao é o ideal mas é o que se tem), ajusta aqui e ali, energia eletrica, tomadas, sempre faltam, pedir pra alguem trazer amplificadores pesados la do estudio de ensaio do outro lado da rua(ainda bem que é do outro lado), montar o piano eletrico, vibrafone, set de percussoes, mexe de novo no espaço que nao coube, auxilia cada musico que chega pra organizar melhor, torcer que o experimento de hoje seja positivo, sorriso no rosto, é bom fazer o que se gosta com pessoas que gostamos, Second é um auxilio muito agradavel, boa vontade de ver tudo funcionando no espaço mundo, Haley esta aqui de ferias do trabalho em Dubai animadíssima em tocar, Gustavo ansioso por estrear o vibrafone, Thiago na felicidade de sempre, stpehan liga querendo participar também, os demais vao chegando, daí lembro que passei uma semana pedindo ao Jonathas pra fazer a arte do flyer (free) que ficou linda, que todos nós divulgamos com maior prazer, convidando amigos e público para comparecerem, compartilharem, se divertirem, tomar uma cerveja, mas também curtir uma proposta musical, buscando fazer algo novo, diferente, todo mundo aqui sempre reclama que isso ou aquilo nao presta, que aqui é provinciano, que a difusão da música é só reprodução, xerox malfeita de porcaria, que tem mesmo que sair por que nada dá certo, que o bom sempre é o que nao está aqui, em parte nunca dá pq nao queremos, porque temos o retorno do que somos e de como tratamos a nossa localidade , mas o que temos mesmo é vontade nula de que algo efetivamente aconteça, é sempre comum o orgulho de algo que foi enxotado e deu certo “lá fora”, isso pra mim não é orgulho, mas…cada um é cada um na sua grandeza ou na ausência da mesma…o projeto de hoje rendeu R$ 56,00 em couvert (vai pagar as fotos que o Rafael fez e sao sempre muito legais, além de serem uma documentacao da producao musical local deste periodo), 28 pagantes, deve ter tido um fluxo de pelo menos o dobro disto, uma cerveja no bar é 3,50 long neck e uma de 600 ml 3,00 , o couvert é 2,00, nem esquento com o fato de se pagar ou não ou couvert, se estivesse trabalhando unicamente por isso, seria bem melhor estar em casa tocando com meus amigos, mas gostaria que as pessoas se embriagassem de arte, por que isso estimula a inteligência, a nossa maneira de ver e sentir o mundo, mas estão todos bêbados (literalmente), e discutindo sobre pagar um valor de 2,00 reais de couvert para poder inteirar mais um copo de cerveja, eu estou tocando, por que faço o que gosto, com convicção e paixão, e através de meu trabalho tive e tenho a possibilidade de ter acesso a diversos outros recantos do meu país e do mundo, nota-se visivelmente a diferença da prosperidade cultural, da qualidade, da infra e da alta média de cultura em lugares onde se consome e se prestigia a arte, onde o mercado, público e artistas funcionam em sinergia, de qualquer forma voces todos estao convidados a ir prestigiar, pagando couvert ou não, gostando ou não, afinal não se deve esperar retorno aqui, quem sabe fique mais fácil nos surpreendermos com algo bom por aqui, visto que o que há (ou nao) já basta, então vamos tomar cerveja!!!

    Ah, antes que alguem diga a célebre frase “entao te muda!”, gostaria de dizer que eu adoro minha cidade, estou fazendo a minha parte como artista e cidadão.
    —–
    Vamos refletir sobre o valor das coisas em vez de ficar acusando e achando desculpas, essa é a parte mais fácil e nunca soluciona nada, por que na hora que as portas se fecharem, vai voltar o marasmo e o velho problema de auto-estima local, sem novidades, se bem que cerveja tem em todo canto nao é? ;)

  19. Emanuel Américo Says:

    Muita coisa que o Flávio falou procede, acho que o músico deveria ser valorizado, e todos, o local, seja o bar, casa de show ou similares, e os frequentadores, que curte o som a ser apresentado, ter a consciência que o músico tem custos e seu trabalho é como outro qualquer, e merece uma remuneração, pois além de tudo não tem direitos algum, como plano de saúde, 13º salário, férias e essas coisas que já conhecemos. Então deveria haver um valor minimo acordado entre o musico e o local da apresentação, e, se a arrecadação do couvert não cobrisse, o local complementaria para se chegar ao valor acordado. O importante é que nem o local nem o músico saiam prejudicados, e, consequentemente haja uma satisfação para ambos.

  20. Flávio Correia Lima Says:

    ? mesmo, Anselmo. Fiquei confuso quando li o post novamente agora e também acho que teve umas modificações.

    Rayan, assim que postei o comentário fiquei pensando nas palavras que escrevi no final: ‘Se a intenção é que a música esteja em primeiro plano e o bar em segundo, então já não estamos mais falando de um bar e sim de uma casa de shows ou de uma boate.’
    Depois fiquei pensando que não era obrigado ser uma dessas três coisas: bar, boate ou casa de show. Pode ser uma coisa nova, diferente. E pelo que eu entendi pelo seu último comentário e pelas alterações no post, a proposta do lugar é ser essa coisa nova e diferente (não conheço o lugar, fiquei com vontade de conhecer), que você chamou de centro cultural.

    Conhecendo melhor a proposta do espaço, acho que vocês não deviam cobrar couvert. A própria idéia de couvert remete a uma coisa opcional e já tem todo esse desgaste em torno dela. Ontem fui ao show do Renato Braz. No Projeto Seis e Meia. Me custou R$ 20,00 e valeu cada centavo. Não vi ninguém lá dizendo que não pagaria o ingresso. A idéia de um show já está condicionada a um ingresso para entrar. E na verdade o que o Espaço Mundo leva ao seu público são shows mesmo.

    Imagine que naquele banner, no topo do site, que está anunciando a atração de hoje tivesse o seguinte: Quinta, 19/08 – Show de Ted McNeely com participação de In The Mood e Hard Blues Band. Ingressos R$ 2,00.
    Alguém teria coragem de dizer: Que abusrdo, cobrando dois reais por um show? Dois reais!!!? Um décimo do valor do ingresso do Projeto Seis e Meia!? Menos da metade do ‘valor simbólico’ cobrado em algumas atrações no Fenart (teatro e cinema)!?

  21. Ardesson Says:

    Acho que o problema não é pagar ou não pagar o Couvert, e sim é quantas pessoas vão aguentar o calor dos Infernos dentro do Espaço Mundo. Eh foda lá dentro chefe, principalmente noite de casa cheia.

  22. Marcondes Orange Says:

    Brothers… muito boa essa troca de idéias!
    Acho que deve ser cobrado SIM o couvert artistico, por varios motivos que ja foram comentados aqui…
    Eu acho que realemnte é foda “quebrar”, a “cultura” que uma parte da galera tem, de querer que todo show seja de graça, ja ví muito a galera “xiando” do lado de fora, pedindo desconto ao querer entrar nos shows fechados (sei das condições R$ tb), realmente pra quem ta na luta e escuta uma coisa dessas é foda, e garanto que a MAIORIA que vai no Espaço Mundo vai por causa da boa musica.
    ? óbvio que o artista tem que ser valorizado, se vc de alguma forma “consome” o trabalho dele, de alguma forma ele merece o recebimento por isso, pode ser 1, 2, 3… de alguma forma o artista recebe por isso, de alguma forma que ambas as partes estejam “satisfeitas”, quem não quer pagar couvert pq não gosta das atrações aí é problema de cada um, tem várias opções por aqui, mas no empenho cultural igual o Espaço Mundo, EU desconheço.
    Não precisa nem falar no trabalho que o Coletivo Mundo vem desempenhando, quem não conhece apareça, troque idéias, conheça o movimento!
    Não sou muito bom de descrever o uqe acho escrevendo… mas acho que vai dar pra entender, rsrs!

  23. Esmeraldo Marques Says:

    Flávio, projeto seis e meia além de cobrar 20,00 já é bancado sabia? já tem apoio pro cachet do artista e a infra, é bem diferente e ainda cobra bilheteria. Sempre pagou muito pouco aos artistas locais.

    Outra coisa o Fenart até hoje não pagou os artistas locais.

    A ideia de cobrar couvert começou no projeto das quartas, para nao ter de ser fechado e nao como cachet mas como uma forma de minimizar os custos dos músicos, pelo menos o gasto com transporte, além duma forma de atentar pro lado do artista também. Há um parceria entre o local e os músicos neste sentido, proporcionalmente veja o tamanho do bar do Espaço Mundo, imagine que nao tem como arcar com cachet de banda so pela cerveja, voces tb nao estao levando em conta que la fora ficam varios ambulantes vendendo latao de schin, ou seja, o buraco é mais embaixo mesmo, mas a gente está lá, fazendo: http://ciclodasquartas.wordpress.com/
    chega lá pra prestigiar.
    grande abs

  24. Anselmo Says:

    Ou seja, é uma atitude que QUALQUER BAR tomaria pra se manter funcionando. ? algo que é preciso fazer, não quer dizer que a atitude é simplesmente valorizar o artista, mas sim manter a frequencia de clientes do bar continuar, mantendo assim o maravilhoso lugar que é o Espaço Mundo!

    Da pra se entender perfeitamente isso. O que não da é tentar vender isso de outra forma. Simplesmente isso.

    No mais, que o espaço mundo NUNCA FECHE e que garanta a gréa de todos envolvidos!

  25. Marcondes Orange Says:

    Anselmo… MUUUITO mais do que manter o bar aberto, ? MANTER O MOVIMENTO “ACESO”… pense assim cara!
    Não é todo bar, como vc o chamou, que mantém-se virado diretamente para cultura!

  26. Bia Cagliani Says:

    Acha que primeiramente quem precisa se valorizar é o próprio artista. A ideia de tocar por prazer, por amor a causa, por cerveja ou por aplauso é ridícula. Artista também trabalha, pô! Gostaria de saber se algum médico, advogado ou arquiteto trabalha em troca de grades de cerveja, apenas porque ama a profissão ou para receber um “bom trabalho” daquele que o contratou! Prazer, amor à causa, cerveja e aplausos terão aqueles músicos ou artistas que forem atrás, que fizerem um bom trabalho, independente de onde e quando.

    ? triste chegar num espaço de shows e ver que apenas dez pessoas estão lá dentro, simplesmente pelo fato de que o ingresso custava R$5! E do lado de fora estar cheio!! Todo mundo curtindo a música que vazava e tomanto uma cervejinha dos ambulantes que ficam na porta de entrada.

    Entendo (e concordo) toda a discussão de que o próprio espaço ou casa de shows deveria se responsabilizar pelo cachê dos músicos (ou pelo menos por parte dele), afina de contas o público do show que entra e paga o ingresso também movimenta o bar e isso gera certo lucro que, às vezes, está diretamente relacionado com a banda ou o artista que se apresenta nesses locais. Mas vir dizer que o couvert é ultrapassado, ou que só pagaria caso o som agradasse é balela! O couvert coloca nas mãos do público a capacidade de raciocinar. Sim, é uma agrado, opcional, gorgeta ou como queiram chamar. Mas você sai da sua casa ou trabalho porque viu ou soube num lugar que teria um show qualquer num lugar onde o couvert custa R$2, chega no lugar, assiste ao som da banda, e volta pra casa sem pagar apenas pq era opcional!!

    Foi mal, gente, isso se chama oportunismo. ? a mesma coisa de entrar numa loja pra comprar um chocolate, comer dentro da loja e sair sem pagar pq o caixa não viu!

    Sou artista e sei das dificuldades de sê-lo! No momento em que se respeita o trabalho dos outros, também se percebe que, independente de ser bom ou ruim, você esteve lá no tal aqui e agora de Benjamin e aproveitou. Por quê não pagar por isso? Principalmente pelo fato de ser tão ridícula a taxa de R$2!!!

  27. Antônio Flávio Says:

    Anselmo,

    “Ou seja, é uma atitude que QUALQUER BAR tomaria pra se manter funcionando.”

    Errado. O espaço mundo não depende desse couvert, até porque esse dinheiro vai pras bandas. Como esmeraldo bem falou aí em cima, esse dinheiro é pra minimizar o gasto das bandas.

    Acredito que com ou sem couvert as bandas que hoje tocam no espaço mundo continuariam a tocar numa boa. Esse couvert deve ser encarado como uma forma de você (espectador) ajudar DIRETAMENTE a banda que você foi lá ver. O espaço é responsável só por recolher e repassar.

    “Da pra se entender perfeitamente isso. O que não da é tentar vender isso de outra forma. Simplesmente isso.”

    A idéia está sendo vendida da forma correta, a de ajuda às bandas, de fomento cultural e acho totalmente válida por tentar iniciar, de alguma maneira, uma melhoria na ajuda de custo às bandas.

    Acho totalmente válida a idéia.

  28. Erick de Almeida Says:

    Flávio, concordo com todas as questões que você levantou no primeiro post.

    A cada dia admiro mais a batalha de Esmeraldo… Ele é a figura que tem o poder de aglutinar todas as pessoas de boa vontade que querem impulsionar a cena local. E o Ciclo das Quartas é a prova disso…

    Não podemos negar também o espaço que o Coletivo Mundo conquistou. E o trabalho de divulgação e formação dos grupos mais ligados ao rock alternativo, movimenta a cidade. E vem ganhando destaque na imprensa… Isso é muito bom.

    Porém…
    Rayan, entendo perfeitamente que você enxerga o Espaço Mundo como um centro Cultural… Mas infelizmente o público não está interpretando desta forma. Quando tem show fechado a galera não entra, e preferem comprar duas cervas a mais com a grana do ingresso. Vocês vendem mais cerveja do que ingressos entende? Percebo que para o público, tanto faz ter uma banda tocando, ou ter um som ligado… Eles vão lá pra encontrar a galera, pra tomar uma e jogar conversa fora… e não para consumir cultura.

    Sugiro que faça uma pesquisa com o os clientes do Espaço Mundo questionando como eles enxergam o local. Tipo assim: defina o espaço mundo! O espaço Mundo é?
    Pois não importa se você acha que uma coisa é uma coisa e o público interpreta de outra forma.

    Quero dizer, que reconheço a atuação do Coletivo Mundo na Cena Cultural local. Isso é inegável… E não percebo qualquer movimentação cultural no Centro Histórico sem a participação efetiva de vocês. Sem falar a abertura e reconhecimento que vocês obtiveram em todos os níveis. Imprensa, instituições estaduais, municipais e etc. O Coletivo Mundo é uma marca que abre portas hoje em dia. Mas discordo dessa percepção que você tem do Espaço Mundo.

    Bem, falando especificamente do espaço mundo. Eu percebo o ambiente como de um bar que rola música autoral… Muito parecido com o papel que o Parayba Café exercia até pouco tempo atrás. A configuração física e logística do ambiente remete a isso, não tem como fugir.

    E também acho que o espaço mundo deveria sim, contribuir financeiramente com os artistas que se apresentam por lá. Ajuda de Custo inicialmente.
    Vamos ao Ciclo das Quartas: nesta ultima quarta feira arrecadou 56 reais do público, acho que seria justo o Espaço Mundo entrar com mais 56 entende? Era uma iniciativa do espaço interessante… Nos músicos ralaríamos bem mais para promover o evento e até o próprio espaço. Seria um gesto interessante…

  29. Rayan Says:

    EBia, Esmeraldo e Antônio colocaram várias coisas que eu ia dizer. Mas depois volto com calma pra tecer melhor sobre cada comentário.
    Erick, você ou outras pessoas podem não enxergar assim, mas o Espaço Mundo não é apenas um bar. Nosso principal produto não é a cerveja, nunca foi e nunca será. Ajuda a pagar as contas, mas não é o motivo de nossa existência. Assim como os shows não são nossas únicas ações culturais ali, recebemos exposições de artes, debates, oficinas, encontros e mostras audiovisuais.
    Se algumas pessoas não vêem isso deve ser falha de publicidade, mas não tira a essência do Espaço Mundo e o que ele realmente é.

    Abraço

  30. haley Says:

    hmm… ótima discussão…

    tô com muita alergia agora então vou evitar ler tudo, pra que além da coriza, não brotem lágrimas.

    uma coisa é certa, ou as pessoas que frequentam festas nessa cidade entendem que entretenimento custa dinheiro e começam a pagar ingressos, assim como pagam pras redes de cinema e empresários milionários de hollywood, ou todos os artistas começarão a migrar cada vez mais cedo e a programação cultural, definitivamente, se resumirá a puro amadorismo.

    Se os bares precisam cobrar o menor preço possível nas bebidas, pra que ninguém compre nos ambulantes, se os ingressos precisam ser mínimos ou opcionais, NUNCA fomentaremos um mercado de arte na cidade. Nunca os artistas poderão se dedicar apenas ao aprimoramento de sua arte e assim enobrecer os eventos.

    sinceramente, eu nunca vi tanta pechincha junta em nenhuma outra cidade.
    Quando comecei a tocar, há mais de dez anos, um ingresso barato custava 5 reais. Hoje, tudo aumentou de preço, a moeda se desvalorizou e os ingressos continuam custando o mesmo, ou até menos. Estamos numa campanha em prol de um couvert de R$2,00 opcional! bicho, isso é menos que uma dose de cachaça.

    Quando penso no valor do equipamento que usamos pra tocar, no risco que ele corre durante cada apresentação e no retorno financeiro que vou ter… tem que segurar a onda pra continuar tocando feliz. Só com muito amor mesmo.

  31. Diogo Says:

    Sabe, eu acho que a palavra “couvert” soa meio negativa pelo que a galera ja falou ae e tudo, ela remete muito mais a uma atitude de bares do que de um espaço, dando mais atenção que ali vai ser um bar com musica, do que um espaço musical com bar. Deu pra entender né? Acho que música tem que ser valorizada como todos aqui acham e concordam, mas ao ver o lance do couvert, aparenta ta estimulando as atividades de bar do espaço e quem va beber, pague pela música. ? uma solução, acredito que sim, mas tomara que seja momentanea e que os shows acabem gerando mais receitas de bilheteria pro espaço do que o bar. De qualquer forma, é um passo bem dado, e vida longa ao coletivo e aos artistas de nossa terra.

  32. Diogo Says:

    “Esse couvert deve ser encarado como uma forma de você (espectador) ajudar DIRETAMENTE a banda que você foi lá ver. O espaço é responsável só por recolher e repassar.”

    Aquela divisão de quem é quem. Músicos também sao espectadores, mas não se põe como tal também, por isso a discussão vai se prolongar ainda por muito tempo.

  33. Raffa Says:

    interessante esse tipo de manifestação visando não apenas a manutenção do espaço, mas pensando também nos artistas, que atraem público, estão lá pra trabalhar e nada mais justo que serem pagos por isso…

    em relação ao couvert, acho que essa saída não é satisfatória pois restringirá demais a circulação das pessoas e o consumo no espaço, pois só vai pagar quem realmente gosta da banda que vai tocar, o que não é bom nem pro Espaço Mundo nem pro artista…

    talvez uma participação nas vendas do espaço seja mais interessante, juntamente com uma campanha de conscientização tipo “tá no centro histórico? vai tomar uma cervejinha? consuma no espaço mundo, onde a cerveja é gelada, o preço é bacana e você ainda ajuda a produção cultural dos artistas e o espaço a se manterem e continuarem fazendo a festa pra você”… não sei se esse sistema é viável, mas se o cara tá com 15, 20 conto no bolso pra cerveja, não quer pagar o couvert porque não gosta da banda ou por qualquer outro motivo, que ele gaste essa grana comprando sua cerva no espaço mundo, mesmo que ele prefira ficar do lado de fora, mas já tá ajudando tanto o espaço quanto o artista…

  34. Flávio Correia Lima Says:

    Esmeraldo, comparei com o Projeto Seis e Meia e com o Fenart pra mostar a diferença entre os valores pagos por cultura nesses outros eventos que tem muito mais apoio. Justamente concordando que o valor que vocês cobram é muito baixo e acessível a todos.

    Acredito que o problema está no conceito do couvert. Na palavra couvert, que muita gente já vê como riscada da conta. A minha sugestão foi que se passasse a cobrar INGRESSO ao invés de couvert já que, aparentemente, todos estão mais acostumados a pagar um ingresso pra ver um show.

    Achei legal a idéia de Erick. Fazer uma pesquisa pra saber a visão que os frequentadores tem à respeito do espaço. Dessa forma vocês vão saber se estão atingindo o público que gostariam, se precisa trabalhar melhor a divulgação, essas coisas.

  35. Rayan Says:

    To vendo que ta rolando uma má interpretação de tudo aqui.
    O COUVERT no Espaço Mundo não substitui o INGRESSO. ? apenas uma medida para acabar com as apresentações gratuitas!

  36. André Anterio Says:

    Andréa,

    Não podemos achar que o couvert é como um prêmio ao artista, um bônus de alguém que foi cativado com o trabalho. Ninguém volta à bilheteria de um show pedindo reembolso por não ter gostado do show, volta? Aliás, seria normal o contratante voltar atrás no acordo por não estar satisfeito com a performance do músico? Pois alegar insatisfação com o músico para não pagar couvert me parece o mesmo pensamento.

    Se você foi cativada pelo artista, aplauda muito, comprimente-o após o show, elogie-o, compre seu disco e divulgue-o. Isso sim é um grande prêmio, muitíssimo gratificante. O couvert é o que se paga por ter consumido do protudo artístico.

    Flávio,

    Concordo muitíssimo quando diz que a casa tem que valorizar o artista. A casa tem que valorizar também o público, assim como o artista tem que valorizar o público e a casa, e por fim o público à casa e ao artista. Note que estamos falando de um tripé, tire qualquer um desses agentes e nada mais acontece.

    Entrentando, e agora estou falando especificamente do Espaço Mundo e de casas no mesmo perfil, o público é o que mais está demorando a entender que ele é fundamental, mas somente tanto quanto os outros dois. Isso é visto quando muitos acham que a casa tem que pagar o artista e pronto. Que o público vai lá, curte o show, bebe um bocado e já fez sua parte. Bobagem. Os três agentes têm que entender que estamos no mesmo barco. O artista tá ali se lascando para ganhar um trocadinho e divulgar seu trabalho. A casa tá ali se lascando para manter vivo o espaço que aquele artista ainda tem para tocar. Enquanto isso, o público continua achando que é uma entidade a parte e dificultando muito a sobrevivência de toda essa movimentação.

    Se para alguns pouco importa se tem uma banda tocando ou não, qual o atrativo que ele encontra naquele ambiente? As pessoas que ali estão? Os amigos que ele ali vai encontrar? Pois reafirmo que ainda assim o produto artístico é o centro de tudo. Nenhuma movimentação existiria no centro-histórico hoje se não em torno das manifestações musicais autorais. Sem isso as pessoas não estariam ali, nem os amigos teriam escolhido aquele o lugar para se reunir. Fim de tudo.

    Anselmo,

    Sabemos da dificuldade de se mudar hábitos antigos da cultura do público. Sabemos que é complicadíssimo fazer todo mundo estar consciente e começar a pagar pra ver show. Sabemos que é mais complicado ainda acabar com essa imagem negativa que muita gente ainda tem sobre o centro-histórico. Mas é para isso que estamos aqui. Para isso estamos nos dedicando full time pela causa. Para isso abrimos mão de meios muito menos desgastantes de ganhar a vida. Que venham todos os ??cachorros treinados? então.

    Você acha mesmo que não é o cenário de música autoral que movimenta o centro-histórico hoje? Acha mesmo que se o Espaço Mundo passa a ser um bar com cerveja gelada, sinuca e uma TV de LCD rolando shows de rock a movimentação naquela praça se sustentaria? Porque alguém se deslocaria para o centro para ver o que tem facilmente no Bebe Blues por exemplo?

    Entenda, meu amigo, que se o cara saiu uma noite de casa apenas por vontade de biritar e escolheu o Varadouro, o motivo para aquele ambiente estar bombado a ponto de trazê-lo é a movimentação de música independente, que é o que sustenta a vida noturna do centro-histórico desde antes do Espaço Mundo. Mesmo assim, no texto eu falo de quem frequenta a casa e consome o produto cultural. A galera que quiser ficar na tenda do reggae ou ir para a escadaria fumar um não tem nada a ver com o couvert.

    Quanto aos dois últimos parágrafos do seu primeiro comentário, foi bastante incômodo para mim ler isso de alguém que parecia estar se aproximando de uma maneira lúcida às ações do Espaço/Coletivo Mundo. Em poucas linhas você nos acusa de tentar ludibriar o nosso público, de colocar interesses financeiros acima de tudo que é nossa ideologia e ainda nos coloca na categoria de outros estabelecimentos que são verdadeiras empresas que visam unica e exclusivamente o lucro. Triste por ler isso.

    Lígia,

    Ninguém tá forçando coisa alguma. Ninguém força você a frequentar um estabelecimento. Se o Espaço Mundo simplesmente faz eventos abertos e paga um cachê ao músico, não estaremos caminhando nada no sentido de uma reeducação do público. Mais uma vez: o tripé é artista-casa-público, todos importantes e igualmente importantes. O público não pode então ficar bebendo e olhando. Nossa iniciativa, nesse primeiro momento, é muito mais de conscientização do que qualquer outra coisa. Afinal, nem de longe uma taxinha de R$ 2 supriria coisa alguma.

    Anselmo e Flávio,

    Não houve mudança substancial no texto. A única que rolou foi uma mera correção de termo e digitação:

    ??…a música é o produto que o Coletivo Mundo quer vender mais que qualquer outro espaço.? virou ??…a música é o produto que o Coletivo Mundo quer vender, mais que qualquer outro do bar.?

    Depois respondo os outros.
    Vamos debatendo.

  37. André Anterio Says:

    Erick,

    O Espaço Mundo é, independente da opinião de quem quer que seja, um estabelecimento focado em abrir espaço para realizações de cultura independente. No caso de shows, nós vendemos entretenimento baseado em música autoral. Não entendo o porque de achar que o fato de muita gente ficar do lado de fora desviaria esse entendimento. Aquelas são simplesmente pessoas que optam por não comprar o que estamos vendendo. Aliás, aqueles não compram o produto cultural e menos ainda nossa cerveja, né?

    O Varadouro sim pode ser visto como ambiente freqüentado para os mais diversos fins. Apesar de a movimentação na praça de certa forma depender dos eventos, podemos ver gente ali que não está nem um pouco interessada no que está rolando dentro da casa. Mas isso não contamina nossa atuação. Quer entrar para ver o show? Quer consumir a arte que está rolando em nosso estabelecimento? Pague por isso. Quer apenas biritar com os amigos? Infelizmente não vai entrar, mas aí fora tem um monte de vendedor ambulante.

    ? importante que o Espaço Mundo consiga vender seus produtos do bar? Claro. Inclusive abrimos em dias que não temos shows no intuito de vender mesmo. Isso acontece porque é importante para a sustentabilidade da casa e do nosso coletivo. Infelizmente ainda não nos apareceu nenhum bom velhinho endinheirado e engajado que bancasse nosso aluguel e estrutura.

    Você acha mesmo que nosso formato é o de um simples bar com música autoral? O Parahyba Café abria espaço para exposições de artes visuais e audiovisuais? O Parahyba Café promovia debates e oficinas dentro do cenário pessoense? Eu não sou do tempo do Parahyba Café. Responde isso aí pra mim.

    Em pouco mais de um ano de existência, o Espaço Mundo já promoveu quase 500 realizações diretamente ligadas ao cenário autoral e independente de João Pessoa. Temos um relacionamento estreito e transparente com os músicos da cena local e com o público (esse debate por exemplo). Não nos preocupamos apenas com os shows e o faturamento, mas com o mercado de música independente da cidade. Somos um ponto de circulação nacional conectado com o circuito de música independente de todo o Brasil. Se o Parahyba Café tinha esse perfil, errado está você em chamá-lo de um simples bar com música autoral.

  38. Jansen Says:

    O coletivo mundo é uma rede associada de músicos e produtores culturais e está ligada numa rede nacional independente chamada Circuito Fora do Eixo.

    Isso tudo é pra dizer que somos um grupo sério e não somos empresarios da cultura independente por que trabalhamos de graça pela manutenção do bar. Ou vocês acham que temos grandes lucros com ele? O espaço mundo só funciona por que seus funcionarios trabalham de graça e como alguns de vocês devem saber, também são artistas e possuem suas respectivas bandas.

    Eu concordo com Anselmo quando fala de divulgarmos melhor a idéia e levantar um debate sobre o assunto, só que o processo está andando e precisamos as vezes tomar posturas com o carro em movimento. Não dá pra esperar que todos que usufruem do Espaço Mundo tome consciencia das necessidades da cena pra começarem a se inserir nesse processo, que tem uma demanda financeira sim.

    Discordo de Lidia quando diz que a responsabilidade pela valorização do artistas tem que partir da casa, por que acredito que quem faz o artista não é uma casa de show e sim o público que frequenta o ambiente e por que não dividir a responsabilidade (diferente de chamar de onus)com os que construem a cena? Por que uma cena músical depende de 3 coisas: Artistas, Espaços onde possam tocar e Público que consuma aquela música. Não podemos esquecer que música é tão consumo quanto cerveja, pagamos pelo que gostamos, então se voce curti Skol não vai comprar Kaiser e ninguém pode ser obrigado a muda de opinião porque no bar só tem Kaiser.

    A proposta do Couvert é dar um insentivo financeiro ao músico já que não temos (Espaço Mundo)condições de pagar cach? pra todo mundo e nem acho que a questão é essa. Somos um bar sim, como falou Elmon, mas não é só uma bar. Temos nossas bandas, produzimos ações culturais com demandas de divulgação, criação de cartazes junto a designers ligados ao coletivo, ligações pra fora do estado pra convidar e fechar shows com artistas, um escritorio com internet e telefone pra pagar e tudo isso conseguimos com o lucro do Espaço Mundo.

    Não se iludam, nós não vamos ficar ricos com aquele lugar, nem temos essa ambição. O que queremos é ter um lugar onde possamos tocar, um lugar nosso, um lugar que temos orgulho de trabalhar pela cena local, esse sim é o nosso objetivo com Espaço Mundo.

    Temos um festival (FESTIVAL MUNDO)que tem uma visibilidade nacional já e isso graças ao trabalho de Rayan e Carol que dividem isso com o Coletivo Mundo pra que possamos ter uma Cena viva e ativa na cidade.

    A prática do couvert é uma saída pra não fazermos shows com a casa fechada que para nós estava sendo ruim. Poucas pessoas entravam e logo a consumação no bar era pouca que consequentemente diminuim os investimentos que temos em tudo que já falei.Não é melhor ter a casa aberta, cobrando um couvert mais baixo do que seria um ingresso (R$5,00)e a galera lá consumindo tanto a bebida quanto a banda que curte? Eu acho que é bem melhor.

    Vejo ser uma questão de conscientização. Tenho uma banda e já participei de varias desde 1997 (sim sou velho.kkkkk) e nunca nesse meio tempo vi ações independentes como as que vejo e desenpenho hoje com o Coletivo Mundo. Vamos discutindo que a coisa tá boa!

  39. huayna Says:

    Em todo canto tem couvert. Eu aprovo.

  40. Bruno Hanover Says:

    Li o post mas não li todos os comentários. Couvert é uma prática plenamente aceitável em vários estabelecimentos do país. Se for uma norma da casa, a mesma não te abriga a frequentar o ambiente. Isso é uma escolha individual. Da mesma forma ninguém vai ficar proibido de ficar na praça em dia de shows.

    Só sei de uma coisa, se a banda for eu ruim, eu prefiro pagar pra ela parar de tocar.

  41. tatiana sales Says:

    Esmel, ninguém melhor do q tu pra falar. Concordo com tudo que disseste, pq já compartilhei momentos contigo e sei geral da tua persistencia capricorniana. E é como vc falou mesmo, o caminho é cada um perceber o valor das coisas. ? lamentável que as pessoas que moram em joao pessoa (eu moro em campina) ainda ñ tenham percebido a oportunidade maravilhosa de se assistir a bons shows, rever amigos e investir em um espaço bacana, com uma proposta divertida e interessante de lazer….
    O tal lazer. Direito constitucional.
    Como já havia dito, torno a dizer. Eu trabalho pra caralho, quem me conhece sabe a minha luta e a dos meus parceiros. Sempre que posso (nem sempre dá, quem me conhece sabe) faço questão de curtir um bom show. E nem sempre dá.. quem mora em campina sabe.
    O meu dinheiro circula sim na mão dos artistas. Dos que tocam, dos que cantam, dos que dançam, que tecem etc etc etc.
    E esse mesmo dinheiro continua circulando. circulando. Dinheiro muda de mão minha gente. E só é seu aquilo que vc dá.
    E por fim… temos “uma porção de coisas grandes para conquistar”.
    Os cães ladram, mas a caravana não pára.

  42. Aline Myrtes Says:

    Lidia,

    Os princípios da Economia Solidária não deixam de existir se as pessoas que forem ao show tem a intenção de contribuir de alguma forma com as bandas, a Economia Solidária deve agregar bem mais pessoas do que as que em tese querem expandir isso. Aí sim se fortalece a esfera de cooperação entre todos, claro, se for desejo de cada um contribuir e participar.

    Acho válido pensar assim e não responsabilizar o lucro do bar para o que significa o show de uma banda. Porque se fosse o lucro do bar o responsável pelo reconhecimento do artista e da música estaríamos perdidos.

    Concordo com Diogo quando ele falou que tá havendo uma confusão do termo “couvert”… tudo também tem dois lados, o que é interessante é chegar a uma conclusão de como seria melhorar a ideia…

  43. L. de Liuba Says:

    já me coloquei pro povo do Mundo em duas ocasiões e volto aqui pra dizer que sou a favor da idéia do couvert (escrito assim, mesmo). acho que tem que ter os shows pagos, com a casa fechada, mas também a opção de ter a galera tocando, o espaço pra experimentação, a opção do espaço mundo aberto, com a liberdade pra gente circular lá dentro, ouvir bem a boa música – ainda que de vez em quando não agrade, aí a liberdade de ir embora sem pagar nada, mesmo quando o show é com ingresso, e aí só paga quem quer entrar pra ver/ouvir…né não? como sempre foi em todo canto, ninguém é obrigado a entrar se não quiser, ninguém é obrigado a ficar e ouvir som que não gosta, ninguém é obrigado sequer a pagar o couvert. mas acho uma ótima, tranquilo dar os 2 reais e se sentir ofertando uma mínima garantia de que aquilo pode continuar a acontecer, e a gente pode comprar a cerveja que quiser, dentro ou fora, e pode usar o banheiro, e pode sentar no sofá, e pode ficar no balcão, e sair pra passear na escada da igreja, e…

    mas bora nessa, o debate é salutar demais e decerto que quando um tema é proposto muita coisa que não se esperava ‘ouvir’ vai surgir, mas é isso, meu povo, aproveitar a chance de trocar idéia, esclarecer umas dúvidas e umas rusgas, abrir ainda mais o espaço. virar assim um… espaço-mundo. ;)

  44. Diogo Says:

    Eu acho valido fazer uma campanha pra isso, agora só que, se vai fazer pra couvert, por que nao fazer antes com ingressos e bilheteria? Por que razão abrir um bar e ter musica ao vivo é mais interessante que um evento pago? Pelo facil acesso a birita claro, um evento com bilheteria, fechado assim por dizer, nao tem esse retorno ao bar, tiro pelos shows de hardcore que a gente fez no espaço, onde o consumo geralmente é baixissimo.

    O bar é fundamental pro espaço mundo pagar as contas, gera mais receitas dos que os eventos, sabemos disso, e nao vejo problema em ele arrumar um jeito do bar abrir e ainda assim fazer shows e pagar aos artistas por isso, sou totalmente a favor. Mas como ja disse, que nao se torne uma cultura do espaço acabar tendo mais atividades aberta cobrando ao couvert, porque dae creio que va ser um tiro no pé, a construção de um vicio cultural, pra quando a galera precisar pagar algum evento que va depender da bilheteria, nao compareça.

    Eu concordo com Jansen quando diz que a valorização da arte parte do público, mas sem esquecer que quem constroi a cena juntamente é o musico e a casa/produtores. Mas enfim, acho tudo isso paliativo, a galera tem que se conscientizar e começar a pagar mesmo, começando pelas casas e pelos artistas que frequentam show, pq nao tem como querer valorizacao onde muita gente nao quer pagar pra ver o show de outra banda, a dos amigos, e quando fica ali mesmo no Espaço, fica bebendo la fora, ou pede so pra entrar no Mundo pra comprar uma cerva e sair, e diz “to ajudando o coletivo”. Esse tipo de mentalidade tem que mudar, de todo mundo, a cena é ciclica e depende da valorizacao, educacao e profissionalizacao(de duas das tres) dessas figuras atuantes que compoe uma cena local.

    Mais uma vez, parabéns e vamos da continuidade ao trabalho

  45. Rayan Says:

    Diogo, longe de nós a intenção de fazer mais shows sem bilheteria. A idéia é primeiramente pararmos de vez com apresentações gratuitas.
    O ingresso ainda é a forma mais interessante e justa de pagar o artista, mas não é a única. ? importante experimentarmos outros formatos, como Liuba mesmo falou.
    Sabemos de todas as questões que cada um colocou aqui e vamos debater, planejar e agir para criar um mercado cultural independente profissional.
    Estamos nesse momento na Feira da Música de Fortaleza e no Congresso Regional Nordeste Fora do Eixo, representando a Paraíba e trocando experiência com o país inteiro. Hoje podemos afirmar com toda a certeza de que a Paraíba existe dentro de uma cena de música independente brasileira e vamos lutar para que seja da CULTURA independente como um todo, em todas suas formas!

    Abraço e vamos juntos.

  46. Helena Says:

    Fala sério..pagar couvert artístico pra ver burro morto, sacal, caronas do opala, totonho e etc tocando as mesmas músicas desde sempre é um abuso sim.
    preparem shows diveresificados e quem sabe as pessoas terão vontade de contribuir.

  47. Carlos Aranha Says:

    Música é uma atividade profissional, completa, totalizante, prazerosa para quem faz disso o seu viver. Por isso, não gosto da expressão “independente”, como não gostava do termo “teatro amador”. Mesmo à distância, concebo o Espaço Mundo como a real, correta alternativa em João Pessoa para o início da profissionalização das bandas. Afinal, o mercado é necessário, pelo respeito que deve ser nutrido entre palco e platéia, pela dignidade e (em casos como os de capitais médias, a exemplo de João Pessoa) coragem de “viver de música”, “viver pela música” e não somente de “viver por viver para a música”. Não interessa se na forma de ingresso ou de “couvert”, mas o Espaço Mundo tem de cobrar, sim. A cobrança não o configura como mais um local de comércio. Define-o como alternativa para “encher a bola” em direção ao mercado consolidado e ao mercado que vem sendo criado, mesmo com o sacrifício de alguns e os conflitos deles com familiares ou com amigos ditos “normais” (aqueles que integram o “coro dos contentes”). Os políticos cobram ingresso dos eleitores, por exemplo, e ninguém reclama. O voto é ingresso, sim. Afinal, a gente tem o trabalho de ir à urna e garantir o bem viver dos políticos. Se alguns deles dão retorno à sociedade e outros não, virá a mesma discussão de se a música da banda presta ou não presta.Por outro lado, qual a diferença entre um tênis e um CD? Nenhuma. Os dois são produtos. O que acho absurdo é querer que um CD custe absurdamente menos que um tênis e ainda tem quem reclame. Se não baixam o preço do tênis, então tem que subir o preço do CD. Não dá pra nivelar por baixo, pois “vicia o cidadão”. Aceita-se tranqüilamente o preço do motel, da gasolina, das prestações da moto, da “velha roupa colorida” tão bem expressa por Belchior, mas reclama-se de 2 reais de um “couvert”? O público tem de ser tão profissional quanto os artistas. ? profissional entrando numa revendedora para comprar uma moto, aceitando as regras de mercado? Seja profissional ao sair de casa para curtir cultura ou lazer. Pagou pelo livro, pelo açaí ou pela camisa, pague também pelo som. Quem tem pouco dinheiro, basta organizar, anotar no papel no início do mês, como vai gastá-lo, colocando o Espaço Mundo (que é o assunto desta discussão) na mesma prioridade das outras despesas.

  48. haley Says:

    Pois é, só o couvert de 2 reais tá longe, muito longe, de resolver o problema… serve apenas como parte do processo.

    Em qualquer cidade onde há um mercado de música e arte(devemos nos inspirar onde as coisas funcionam, né?), as pessoas pagam pra ver o show, pra gostar ou não. E ainda pagam um valor altíssimo na bebida, reconhecendo que o lugar agrega valor a ela.

    Imagina você ir ao cinema e só pagar se gostar do filme, ou assinar tv a cabo e só pagar os programas que gostar. Não existe! e ninguém deixa de consumi-los.

    Por isso que eu acho que o problema é a brecha que se dá. Outras formas de entretenimento são cobradas com mais rigidez e distanciamento, aí todo mundo paga. porque é o jeito.

    Nos shows, porque todo mundo é amigo, fica sempre aquele clima de choradeira. O músico, que é o mais quebrado de todos, precisa sempre ter compaixão da suposta falta de dinheiro do público. No entanto você vê as pessoas torrando dinheiro em bebida e outras cositas mucho mais caras, na sua frente.

    Se não houvesse shows gratuitos, as pessoas deixariam de ir para shows? ou finalmente entenderiam que, assim como em todo lugar, precisam pagar pra entrar?

  49. Eliseu Lins Says:

    Acho válida a discussão, mas temos que analisar alguns pontos de vista do local a ser discutido. Muitas vezes, o couvert está embutido no preço da cerveja, refrigerante, e outros produtos… Defendo que os artistas sejam remunerados, mas cada caso é um caso. Valeu pelo coletivo fomentar esse tipo de discussão…e vamo que vamo!!!

  50. haley Says:

    eu já acho que todo caso é o mesmo caso… todos precisam ser pagos, porque toda apresentação exigiu gasto do equipamento, gasto físico, mental, exposição, gasolina e etc. Além de ser, ou dever ser, a profissão daquele que se apresenta.

    criando-se o costume de que toda apresentação precisa ser paga, começa-se a procurar atrações que agreguem mais pessoas, ou seja, melhores atrações, pra fazer sentido pagar e assim tudo começa a se encaminhar no sentido de um mercado de música tradicional.

    quando tudo é de graça, tanto faz colocar qualquer banda pra tocar, pois no fim não vai ser necessário ter uma quantidade X pra pagar os músicos. acaba gerando uma programação limitada às bandas que estão dispostas ao trabalho beneficente.

    aos poucos os grandes shows, ou bandas grandes, de outras cidades, vão se afastando da agenda(indie) da cidade. isso já acontece.

  51. Esmeraldo Marques Says:

    Vamos inverter este argumento: “Fala sério..(…)(…)é um abuso sim.
    preparem shows diveresificados e quem sabe as pessoas terão vontade de contribuir.”
    para
    “Fala sério…ficar tocando sempre de graça ou brigando por causa dum couvert mínimo, é um abuso, vamos parar de tocar aqui, pois ninguém valoriza”

    Não quer ver o mesmo show do totonho, burro, etc, tem-se opcoes outras(domus hall quem sabe…), é só não ir ver.
    Será que ninguém nota como aumentou o volume de produção musical local e de grupos de outros lugares tocando aqui em João Pessoa? isto não faz diferença?
    Fala sério!!!

  52. Raffa Says:

    a idéia do couvert é faca de dois gumes, por um lado é maravilhoso pelo artista, que vai levar seu troco pelo serviço prestado, o que é justo por demais; por outro lado, como falei antes, pode restringir o público do local, pois quem não curte a banda, não paga couvert e consequentemente não consome no local, prejudicando não só o músico como o espaço…

    interessante seria que o músico tivesse participação no consumo do local, sei lá, combina-se uma porcentagem do consumo total da noite para pagar os artistas… desse jeito, mesmo que o cara não goste da banda, o seu consumo vai ajudar tanto o artista quanto o espaço, e o público não será obrigado a pagar uma quantia, mesmo tão baixa quanto os dois reais propostos, por uma música que não o agrade e que lhe permita acesso ao local pra comprar sua bebida…

    a grana do artista imbutida no preço do produto vendido, ao meu ver, seria a solução mais democrática e proveitosa para o tripé casa-artista-público…

  53. Helena Says:

    não é o caso de não haver valorização. eu mesma frequento, gosto e prestigio a cena alternativa que surgiu em João Pessoa, mas convenhamos que as músicas estão por demais repetitivas, o que faz o show ser monótono muitas vezes, por mais legal que o artista/show seja.
    sair para o único local da cidade que abre as portas para este tipo de show já é um saco, todas as vezes a pessoa vai bater no centro histórico e ainda por cima para ouvir as mesmas músicas que há 5, 10 anos??
    por quê não há variação? fica enjoativo!
    e, esmeraldo, desculpe se te ofendi, não foi a intenção, ok?

  54. helena Says:

    quero dizer com isso que o artista também precisa dar uma mãozinha na hora de apresentar seu show, se querem valorização, valorizem seu trabalho, mostrem coisas novas, as pessoas só pagam pelo que as agradam!
    ;)

  55. Esmeraldo Marques Says:

    Helena, voce nao me ofendeu, apenas contrargumentei.
    A questao é a seguinte, se nao há sustentabilidade, nao há novidade, eu até evito fazer shows constantes da ChicoCorrea&ElectronicBand em J.Pessoa (assim como n faço show da mesma por couvert pois valorizo o meu trabalho), pois acaba sendo o mesmo público e os mesmos lugares e fica repetitivo, isso é uma postura e escolha do artista, o público vai quando quiser, mas nao quer dizer que n se valorizem.
    Mas o argumento de “vou e só pago se for legal”, eu acho negativo, já se sai de casa sabendo o que vai haver, você paga 1 real pro flanelinha guardar seu carro, se sua noite nao for boa, diz pra ele que nao vai pagar por isso, e argumenta com ele.

    Este argumento é a base desta problemática, é muito simples pra várias pessoas assumirem esta postura, de tanto faz, mas acabamos nao criando a possibilidade de que haja um crescimento local, até com viabilidade de trazer outros artistas de fora, pq aqui nao sai deste ponto.

    Voce fala, o unico lugar, quem sabe pode ser o último, mas sabe porque é o unico atualmente? nao há co-participacao, nao há retorno, nao há sustentabilidade, ou seja, vai acabar todo mundo no Domus Hall ver Axé(com todo respeito, sao musicos profissionais e que muito $$$ valorizam seu trabalho), por que é o que vai sobrar no final das contas.

    O espaço mundo além de bar é um coletivo com várias atividades culturais, o espaço pras bandas se desenvolverem, é importante pra elas estarem tocando sempre, atuando e interagindo com publico, daí que saem as novidades duma cena.

    Tenha orgulho do sacal, do totonho, burro morto, eles sao muito bem apreciados, valorizados fora de joao pessoa, estao sempre criando coisas novas pros seus trabalhos. Mas há sempre novidades acontecendo no espaço, também.

    Também n se sinta obrigada a pagar couvert(que é alternativa para coisas menores e informais), mas n reclame depois da inércia e do marasmo daqui.

    Também compareça se puder no http://ciclodasquartas.wordpress.com/, é sempre algo diferente, seja bem vinda! ;)

  56. Lídia Says:

    Aline,
    quando falo dos princípios da Economia Solidária me refiro a gestão. Distribuição igualitária de capital, tanto para expositores, bandas, “funcionários”, etc. Por que falar apenas da valorização do musico e as demais pessoas que agregam valores ao Espaço?

    E no meu entendimento, as vendas do bar podem ser uma referência sim para saber a significância de um show. Se um show é “bom”, atraí um público maior, as pessoas se sentem a vontade para curtir a festa e consumir no bar, comprar os cd expostos. Claro, que o é o único indicador, mas é um dos mais palpáveis.

    Sou COMPLETAMENTE a favor de pagar ingresso, couvert e até 10% pro garçom, desde que os serviços prestados sejam de qualidade e que o faturamento do bar também sirva pra custear o trabalho de todos os envolvidos.

    Jansen,

    “Discordo de Lidia quando diz que a responsabilidade pela valorização do artistas tem que partir da casa, por que acredito que quem faz o artista não é uma casa de show”

    Pense bem, se os próprios gestores, que são músicos e produtores, não tendem a valorizam o trabalho da sua classe, imaginem os demais? Creio que essa valorização deve partir em primeiro momento da casa e posteriormente esse conceito vai se expandir para o publico e demais agentes. ? um processo lento

  57. Aline Myrtes Says:

    Lidia, também me referi a gestão quando disse que “a economia solidária deve agregar bem mais pessoas do que as que em tese querem expandir isso”.
    Por isso esse debate de toda a galera envolvida, no fim das contas tudo se soma para alternativas melhores dessa distribuição igualitária,
    como você falou.
    Pra mim essa distribuição também deve ser feita pelo público, já que o bar e os músicos oferecem diferentes serviços. Por esse motivo não acho que o bar seja a forma mais interessante de reconhecimento dos músicos.
    Acho massa você ser a favor da qualidade dos serviços prestados, mas ainda assim acho que os músicos devem ser valorizados pelas suas próprias apresentações…

    Abraço!

  58. André Anterio Says:

    Eliseu,

    Podemos sim levantar o preço dos produtos embutindo ali uma fração para o artista. Mas não é interessante, porque a idéia aqui é justamente fazer o público entender que a música é um produto cultural que deve ser remunerado. O pagamente disso tem que ser explícito e claro para o público. Aluguel, energia, manutenção de equipamentos, isso sim tá incluso no preço de nossos produtos.

  59. André Anterio Says:

    Raffa,

    Será que as mesmas pessoas que se recusam a pagar couver aceitariam tranquilamente pagar por uma cerveja um valor mais alto que o de mercado? Será que essas pessoas não iriam simplesmente comprar dos ambulantes lá fora e ficar curtindo os shows de lá mesmo, já que as portas estão abertas?

    E mesmo que essas pessoas aceitassem de boa e continuassem consumindo nossos produtos, ainda assim não interessa para nós. Estamos numa campanha de conscientização do público em relação ao produto cultura. A troca tem que ser explícita. Mas isso eu já argumentei no comentário anterior.

    Controverso você não achar que deve haver uma contribuição direta entre público e artista e no fim citar a idéia do tripé. Você quebra o tripé quando quer que a casa se vire (aumentando preço ou o que quer que seja) para pagar o artista. Um dia a casa cai.

  60. André Anterio Says:

    Helena,

    A escolha e a qualidade do produto é algo relevante sim, mas não é essa a discussão aqui. Se você acha que o Espaço Mundo repete muito as atrações ou os artistas não têm inovado seus shows, essa é uma avaliação que VOC? tem que fazer para escolher frequentar ou não. A campanha aqui não é “frequente nossa casa”, e sim “pague pelo que consome”.

    Num restaurante, o cardápio serve para você escolher o que vai consumir. Se nada ali te agrada, levante e vá procurar outro. A programação do Espaço Mundo está disponível online e é divulgada fortemente em todas as nossas mídias. Se ainda assim você não tem acesso, na porta da casa você pode saber o que tá rolando. Taí seu cardápio. Mas se pedir o prato, gostando ou não, pague pelo que consumiu.

    Aliás, se isso tivesse rolando massa, certeza que muito mais bandas estariam disponíveis para tocar, taí a diversidade, e muitas bandas conseguiriam profissionalizar cada vez mais seu trabalho, taí a qualidade.

  61. Raffa Says:

    André

    ae é que tá, a idéia não seria acrescentar a parte do músico no valor do produto e sim dividir o lucro já ganho… não é o ideal pois tiraria um pouco do que a casa leva pra sem manter, E ISSO PODE N?O SER VIÁVEL, como coloquei no meu primeiro post lá atrás… acredito que o lance do couvert pode restringir o público cara, tendo em vista que a galera não vai pagar pra consumir um som que não a agrade, e isso seria ruim para a casa que venderia menos e ruim para o músico que nesse caso ganharia pouco se não for uma banda popular, digamos assim… uma campanha de conscientização seria uma ótima tentativa pra ajudar o esclarecimento do assunto…

    e cara, eu acho que o público deve contribuir diretamente na parte financeira do artista, mas depender da boa vontade da galera é perigoso demais pra qualquer coisa na vida, nem todos tem consciência de que o couver (para o público) é um mal necessário…

    eu pagaria de boa o couvert de dois reais ou mais para ver uma banda que eu gosto (aliás, antigamente viva no teatro de arena pagando 5 conto aos domingos pra me divertir ouvindo som autoral e inclusive bandas cover também) mas gostaria também de consumir cerveja no local caso a banda que tivesse tocando não me agradasse, porque sei da importância do Espaço Mundo e que a manutenção do espaço depende também da rotatividade do bar…

    enfim, uma concessão de uma parte aqui, de outra parte ali, visando sempre o melhor pra todos e tentando não prejudicar nenhum dos 3 lados seria o ideal, mas acho que o caminho que tá sendo feito é o correto, a discussão séria sempre leva à soluções satisfatórias para todos… e se a melhor solução for o couvert, terá meu apoio…

  62. André Anterio Says:

    Raffa,

    “tiraria um pouco do que a casa leva pra sem manter, E ISSO PODE N?O SER VIÁVEL.”

    Não é viável mesmo.

    “uma campanha de conscientização seria uma ótima tentativa pra ajudar o esclarecimento do assunto”

    ? isso que estamos fazendo. Começando por esse debate aqui. Vão rolar outras ações.

    “depender da boa vontade da galera é perigoso demais pra qualquer coisa na vida”

    Isso, cara. Mas nós queremos nos sacrificar por essa campanha. Não só a casa, mas também os músicos que aceitam estar participando disso. ninguém aceita tocar por couvert hoje achando que será uma opção sustentável. Esmeraldo e os outros com o Ciclo das Quartas e qualquer artista que têm aceitado isso estão junto conosco nessa luta.

    No mais, acho que estamos do mesmo lado nessa discussão. Só afinando as idéias.

  63. Raffa Says:

    “No mais, acho que estamos do mesmo lado nessa discussão. Só afinando as idéias.”

    exatamente…

  64. helena Says:

    Esmeraldo,

    “Mas o argumento de ??vou e só pago se for legal?, eu acho negativo, já se sai de casa sabendo o que vai haver…”

    é exatamente isso que estou dizendo. porque não há variação no repertório? por quê somos “obrigados”(calma, não me venham de novo com “não gostou não vem”) a sempre ouvir as mesmas músicas? por enquanto não falo de artistas de fora e sim dos locais. claro que sei que se não gostar, posso me levantar e ir embora, mas não é isso que eu quero.
    eu quero poder contribuir com o couvert artístico de 2, 5 ou 10 reais com algo que me agrade, que traga experiências novas, que me faça ter vontade de aprender a cantar as músicas novas, que me faça ter vontade de entrar no myspace/twitter/blog das bandas para entender mais sobre elas, que me faça ter vontade de sair de casa pra encontrar algo novo. infelizmente é assim e isso não acontece de uns tempos pra cá.

    eu não quero ter que ir ao domus hall ouvir axé, até pq jamais faria isso, eu quero que a cena alternativa mostre a força que tem contribuindo com coisas novas e não com as mesmas músicas de sempre. sacal só apresenta o repertório do gangsta jegue há um tempão. já tá ficando chato e isso não quer dizer que eu não o admire, assim como não quer dizer que eu não admire burro morto, a sua chico correa ou totonho, jaguaribe carne… gosto muito de todas. mas vcs precisam entender que a variação é importante e vai atrair mais expectadores empolgados e com mais vontade de ver a cena crescer!

    André,

    Ninguém vai a um restaurante pra comer arroz todo dia. Ninguém vai pagar se pedir um refrigerante e ele vier sem gás, se pedir uma sopa e ela estiver com um fio de cabelo, se pedir uma salada e ela vier mal-lavada. E quando qualquer um desses fatos acontecem é provável que a pessoa nunca mais queira voltar ao lugar e é muito fácil convencer outras pessoas a não irem. Entende?
    Me parece cômodo para você o argumento de “não gostou procura outro lugar”. Acho que não funciona assim, não é isso que eu busco aqui e falar sobre o que se apresenta tem tudo a ver com o pagamento do couvert sim. Pra ficar na mesmice e atrofiar o cérebro a gente pode ir a um show de chiclete com banana que cantam as mesmas músicas há 15145487 anos! e acredito que as pessoas que gostam de frequentar o espaço mundo tanto quanto eu sabem que a cena está parada, que ninguém mais aguenta ouvir as mesmas coisas. Façam uma pesquisa e terão a confirmação, não sou eu que afirmo isso, são as pessoas que frequentam a cena alternativa de João Pessoa e que formam um grupo na cidade onde todo mundo acaba se conhecendo é que sempre dizem. Já houveram noites em que eu e um grupo de amigos de umas 15-20 pessoas N?O optamos por ir ao centro histórico justamente pelo motivo que venho expondo aqui: REPETI??O. Se tivesse sido numa noite em que a cobrança de couvert já estivesse funcionando, 20 pessoas a menos no evento seria prejudicial, né?
    Então não venha dizer que isso não precisa ser discutido antes da cobrança do couvert. Pode até ser que o couvert comece a ser cobrado antes da mudança de repertório das bandas, mas isso precisa ser pensado com a máxima urgência. Quem tem que querer mostrar qualidade, diversidade antes de receber a grana são os artistas.
    Primeiro se trabalha, se atrai o público com coisas novas, depois se ganha dinheiro. Não é assim com todo mundo?

    E não, obrigada. eu não quero me levantar e procurar outro lugar.
    grata pela atenção e educação :)

  65. helena Says:

    Esmeraldo,
    conheço e frequento o ciclo das quartas. gosto muito. taí uma coisa diferente que eu torço muito para ver dando certo! ;)

  66. haley Says:

    massa que a discussão tá fluindo…
    queria acrescentar uns pontos,

    primeiro, sobre que valores estamos falando? parece-me que estão todos dando sugestões a fim de se conseguir uma ajuda de custo, e não um cachê, uma remuneração séria, digna de um profissional. Eu particularmente, desejaria ver cachês de verdade sendo pagos. Assim poderíamos ter sempre excelentes shows na cidade.

    Talvez nem todo mundo perceba, mas as bandas maiores só tocam no circuito independente de joão pessoa por amor, por amizade e quando estão dispostas à enfrentar toda a missão que é carregar seu equipamento, tocar geralmente com limitações técnicas e no fim receber ajuda de custo ou nada. Assim como as bandas de fora muitas vezes desejam vir pra cá, mas não há santo no mundo que consiga achar uma maneira de bancar a vinda deles, porque nenhum show gera grana suficiente.

    Eu acho que o problema é bem sério. Não é o caso de estarmos tentando viabilizar 200, 300 reais. Eu sinceramente não vejo como tirar R$800,00, R$1000, R$3000 de couvert, ou imbutir isso no preço da cerveja. E se não falamos nesses montantes, continuamos sendo superficiais, sonhando com um circuito que não viabiliza o trabalho do músico profissional. Se queremos qualidade e bons eventos, precisamos acordar pro real valor dessas produções.

    (…)

    Sobre a diversidade dos shows e o repertório das bandas.
    Todo artista trabalha alternando entre produção e divulgação/apresentação. Produz-se um disco e vende-se aquele show, até que haja outro disco pra se fazer. Nem Roberto Carlos muda seu repertório a cada show. Compor não é fácil e não se faz isso às pressas. Ensaiar e montar um show é caro e trabalhoso. Então eu acho, com todo respeito, falta de noção esperar um repertório novo à cada show. Isso é inviável. Ainda mais se não há o mínimo incentivo pra que as bandas se profissionalizem.

    Acho falta de respeito esse argumento de que o artista deve se virar, inventar toda vez um show novo, pra que mereça ser pago.
    Ora, nós já estamos com um déficit a partir da primeira nota tocada. Já estamos gastando baquetas, cordas, expondo um equipamento CARÍSSIMO à bêbados e acidentes, e ainda temos que provar que merecemos receber? Vejamos bem, não estamos falando de garotos buscando por atenção, ou praticando seus hobbys.

    Todos os shows são divulgados. Sabe-se perfeitamente que show cada artista irá apresentar. Se é novo, se é antigo, etc. Entra quem quer.

    Acho muito triste ver como os artistas são recebidos em outras cidades e outros países e a pechincha que enfrentam em sua terra.
    Fico pensando, uma banda como a Cabruêra, que já rodou o mundo inteiro, que os músicos tocam há uns 20 anos, que têm casa e família pra sustentar com dinheiro de shows, como deve ser difícil ainda se deparar com essa questão: “pagar ou não pagar”, ou “se EU gostar, pago”.
    Deve rolar um feeling que nem viagra resolve.

  67. Raisa Agra Says:

    Gente, o que é 2$? O Espaço Mundo não é um bar caro, pelo contrário, além disso, é pela valorização das bandas locais que garantem a nossa diversão. Pago sim, com o maior prazer. :*

  68. Jão Says:

    Se a música é um produto, o público o consumidor, a casa que quer fornecer esse produto deve contratar o fornecedor, no caso o artista.
    Existe desvalorização por parte do público, do produtor e também do artista. Aposto que tá cheio de banda querendo tocar no Espaço Mundo de graça, porque gosta de tocar, ama o que faz e isso é muito bom, mas se os produtores fizessem questão de pagar por esse serviço eles estariam valorizando o artista independente se o público enxergasse isso também. Não sei se isso é economicamente viável no caso do Espaço Mundo e como ninguém tá aqui de brincadeira acho o couvert muitíssimo válido. Só acho que couvert da forma que está sendo tratada soa um pouco como caridade.
    O que não deve acontecer é artista tocar de graça, ir pra integração com a guitarra nas costas esperando o ônibus voltar a passar quando amanhecer, mesmo que ele não se importe com isso.

  69. André Anterio Says:

    Helena,

    Dei uma vasculhada em nossos registros de eventos aqui. Nos últimos 4 meses tivemos 66 artistas DIFERENTES passando pelo Espaço Mundo num total de 84 apresentações ou participações. Desse montante, quase 25% foi de artistas de fora de João Pessoa.

    Com relação à novidades dentro dos trabalhos de cada artista, só pensando aqui enquanto digito, me vem uma lista de bandas que lançaram ou estão em estúdio para lançar disco novo em 2010: Cabruêra, Burro Morto, Os Reis da Cocada Preta, Ubella Preta, Malaquias em Perigo, Violet, Sem Horas, Noskill, Iazul, Bárbara, Elmo, Afetamina, Gauche, Dalva Suada, Divina Comédia Humana…

    Enfim, eu realmente não consigo ver estagnação na diversidade nem na produção (no sentido de fabricação) musical da nossa cena. Pelo menos não se consideramos que ainda temos um cenário bem desfavorável no que diz respeito à sustentabilidade e profissionalização do movimento.

    “Ninguém vai a um restaurante pra comer arroz todo dia.”

    Mas se for, tem que pagar, não tem?

    “Ninguém vai pagar se pedir um refrigerante e ele vier sem gás, se pedir uma sopa e ela estiver com um fio de cabelo, se pedir uma salada e ela vier mal-lavada.”

    Não tem como fazer uma avaliação desse tipo de um produto artístico. A única situação que consigo pensar que se compare com isso seria um equipamento quebrado ou a ausência de um músico que impedisse o show de acontecer. Mas não gostar de um show é como não gostar da sua sopa ou sua salada. Não peça denovo, mas essa que você consumiu, tem que pagar, né?

    ? claro que temos uma preocupação com nossa agenda. ? importantíssimo discutir os artistas de nossa programação. Mas continuo achando que queixar-se disso não é argumento para consumir e não pagar. ? claro que queremos que você consuma, não queremos que você levante e vá embora. Mas infelizmente não podemos oferecer cerveja nem batata frita de graça para que você fique. Música ao vivo também não.

  70. hansponto Says:

    Sinceramente, acho que a viagem da galera tá tensa, então come essa, no ano passado, na mesma época eu via neguinho reclamando que não tinha pra onde ir no centro de JP, eu era o neguinho, eu via o povo se espremendo todo dia na feirinho ouvindo um som de merda tocado num rádio. Hoje eu vejo um centro movimentado, eu posso beber nas noite de semana no Varadouro e ouvindo música boa, hoje temos uma qualidade que não se via e uma diseminação de informação vinda e indo pra o Varadouro que não se via na mesma época do ano passado!

    Eu vejo mudança, movimento, diversidade musical(tem dia que eu vou lá e escuto metal, hardcore, rock e reggae, e isso só no centro), vemos um preço acessível, com R$15 dá 2 cervejas, a passagem e o couvert.

    E por favor, vamos apelar com argumentos que ao menos venham valer 30 segundos de leitura, VALORIZEM OS ARTISTAS DA TERRA DE VOCES, VALORIZEM O BAR, CRES?AM COM ELES. Affe, R$2 conto gente? Se aumentar eu até entro na rod mas nan, por hora eu acho bom parar que tá ficando feio demais.

  71. hansponto Says:

    Se fosse banda de fora neguinho tava colado. Povo pra desvalorizar da porra! Minha gente, o bar nem é caro, dá pra se divertir com 15 conto e olhe que eu ando de ônibus.

  72. André Anterio Says:

    Jão,

    Seria ótimo se pudéssemos acertar um valor fixo com o artista. O cachê seria realmente a maneira ideal de gratificar o trabalho do músico. Mas infelizmente isso é inviável. O que acontece no Espaço Mundo, e em várias casas do mesmo perfil espalhadas pelo Brasil, é uma espécie de parceria com o músico na realização do show. A casa entra com a estrutura e o músico com o produto. Se o evento bombar, ambos se dão bem, senão, ambos se dão mal. Essa é a única maneira de manter o movimento vivo, uma vez que a casa, assim como o artista, está numa briga diária por sua sustentabilidade.

    “acho que couvert da forma que está sendo tratada soa um pouco como caridade”

    ? exatamente aí que a nossa campanha ataca. O couvert não é caridade, não é prêmio, não é bônus, não é opcional. O couvert é uma abordagem diferente do que é o ingresso, simplesmente isso. Nós apenas queremos poder fazer eventos num ambiente mais agradável, onde se circula livremente e não se passa calor. Mas não queremos, para isso, ter que andar para trás numa luta que temos desde a nossa abertura contra a cultura do show de graça.

    ? verdade que tem uma porção de banda disposta a tocar de graça. Isso na verdade nem é tão absurdo se pensarmos que quando a banda é nova, é preciso, antes de começar a vender, dar uma primeira amostra de seu trabalho. ? como dar um pedacinho do queijo antes de vender o quilo. Mesmo assim, essa não é política habitual do Espaço Mundo. O trato é, no mínimo, fração da bilheteria da casa, seja isso R$ 10 ou R$ 1000. E acredite, isso já foi uma grande mudança no independente de João Pessoa.

  73. Lídia Says:

    hansponto,

    “Se fosse banda de fora neguinho tava colado. Povo pra desvalorizar da porra!”

    Discordo totalmente de você nessa afirmativa, já fui a shows de “bandas de fora” no Espaço Mundo que dava para se contar o público nos dedos. Pensar assim é deveras preceituoso. Porque quantas vezes já vi Sacal, Burro Morto, Os Caronas do Opala (entre outras bandas da cidade) lotarem a casa…

  74. Esmeraldo Marques Says:

    Um video do C Cesar, que de certa forma tem a ver com este assunto, do consumo cultural:
    http://www.youtube.com/watch?v=pVEHSZmZcY4&feature=related

  75. Esmeraldo Marques Says:

    Blog do Nassif:
    http://advivo.com.br/blog/luisnassif/raio-x-da-mpb-paraiba

  76. Wander Says:

    Couvert artístico não é caridade. Mas infelizmente o que acontece na cidade é que realmente, em sua maioria, as pessoas não valorizam os artistas, sejam eles daqui ou não. Já vi muitas noites o E. Mundo com uns 10 gatos pingados e o lado de fora lotado, apenas porque estavam cobrando ingresso – e não muito caro, notem. Acontece que as mesmas pessoas que evitam participar de eventos “pagos” são aquelas que reclamam de que nada acontece na cidade. Sentiram o ciclo vicioso? Esse tipo de atitude nada acrescenta. Seja com ingresso ou couvert. E, na boa, se a pessoa não gosta ou acha que não vale a pena, não apareça! Ir e ficar reclamando é, no mínimo, grosseiro. Acho que é mais uma questão de educação.

    Ninguém é obrigado a pagar couvert, mas também não vale reclamar depois que as coisas não acontecem por aqui.

  77. Thaïs Says:

    Assistir show de graça é bom? ? ótimo! Mas a gente tem que deixar o lado Poliana de lado e se conscientizar que para que o Espaço não feche as portas o público deve sim pagar pelo que consome.
    Eu faço questão de contribuir com o couvert e mesmo quando rola show fechado (e consequentemente aquele calorzinho mais o som vazando pra praça).
    Eu faço isso porque eu sou boazinha? Porque sou amiguinha? Porque sou estribada (longe disso!)? Faço isso porque eu quero que o Espaço Mundo continue funcionando e continue oferecendo ótimas atrações.
    E olhe que eu sou do tipo que se sente lesada quando chega num bar com aquele voz-e-violão à lá Ana Carolina, Zé Ramalho e afins e lê no cardápio “cobramos couvert”. Porque nesses lugares o meu interesse é realmente, única e exclusivamente, a cerveja.

  78. hansponto Says:

    Lidia

    Quis dizer com o meu comentário que o publico de João Pessoa Valoriza artistas da casa pagando um couvert até porque já vimos e vemos tantos shows pagos com essa galera lotar casa, assim é em shows de Chico Correa, assim com Totonho, com Escurinho, Cerva Grátis, Os Reis da Cocada Preta, porque não pagar essa quantia simbólica pra manter a galera na ativa?

  79. Géssica Says:

    Assim? não li o que colocaram nos coments pq tô sem tempo agora, mas ? a minha opinião é que bares que chamam musicos pra tocar no bar deles, tem a obrigação de pagá-los. O público paga SE quiser.. bares são diferentes de shows. Se o músico atrai clientes, nada mais justo que o dono do bar lhe dê uma recompensa.
    Ps: não vou em bares que cobram couvert. :/
    h sim, se for um show, tudo bem.. existe ingresso? mas se eu for beber num bar e tiver um músico que talvez eu nem queria ouvi-lo, só queira beber cerveja mesmo.. vou odiar ter que pagar.

    Minha ideia de Couvert parace ser diferente da que vocês tão falando aí…
    e pra mim no ciclo das quartas devia ter “entrada” e não “Couvert artístico 2 conto”
    enfim.

  80. Igor d'Angelis Says:

    Opa! Me chagando na discussão agora… e já tomando isto como crítica à cobrança de couvert como “concientização”, pois só fiquei sabendo hj desta discussão aqui. Quando se chama isto de pontapé inicial discordo, pq o pontapé inical foi a cobrança na quarta passada sem discussão nem aviso prévio. As portas do Espaço Mundo estavam abertas e qndo fui comprar algo pra minha namorada beber q vi um papel riscado dizendo do covert, ou seja, a “banda” ficou com meu troco.
    ??Precedido por anos de uma cultura em que o público prefere ficar bebendo na porta à pagar pra entrar? (Do texto)
    Será o cover uma preocupação em valorizar ou fazer a galera pagar mesmo do lado de fora (portas abertas)?

  81. André Anterio Says:

    Géssica,

    Fica realmente complicado entrar na discussão sem estar por dentro do que já rolou no debate.
    Dezenas de comments já argumentaram e contra-argumentaram isso que você tá defendendo.

    Vou tentar não ser repetitivo e te indicar que tire um tempinho para ler o que já foi falado.
    Ficamos no aguardo.

  82. Rayan Says:

    O Coletivo Mundo investe para manter o Espaço Mundo, investe para receber a demanda dos artistas e investe para produzir os eventos.
    Os Artistas investem para produzir sua arte e investem procurando o EM para apresentá-la.
    O Público é contemplado com um cenário diferenciado, vai até o EM ter acesso a arte independente/alternativa de qualidade, mas não quer pagar por isso??

    Quero ver alguém indo ao cinema e querendo entrar de graça! ou pedindo reembolso ao fim do filme pq não gostou! Isso é absurdo.

    ? exatamente o que Haley falou lá em cima, todos precisam ser pagos sempre! Tem que acabar com essa história de apresentações de graça, e o primeiro passo que tomamos foi aplicarmos o couvert.

    Raffa e muitos outros,
    a participação nos “lucros” do Espaço Mundo é algo totalmente inviável. Primeiro porque o EM trabalha com valores bastante acessíveis, pois nosso público não tem um poder aquisitivo alto e ainda temos ambulantes na praça Antenor Navarro, portanto não existem grandes lucros, a casa se mantém e isso já é uma vitória. Segundo que são coisas totalmente distintas, vc quer tomar uma cerva? pague por ela. vc quer ver um show? pague por ele!

    Helena e demais,
    se a programação musical não te agrada, vc não vai ao Espaço Mundo e assim não tem que pagar. Agora, dizer que os artistas que se apresentam no EM são os mesmos que há 5, 10 ano atrás, mostra no mínimo que vc não frequenta assíduamente, pois em pouco mais de 1 ano de existência passaram pelo Espaço Mundo cerca de 300 artistas diferentes! (nem to falando em número de ações[shows, expos, mostras etc], pois ai chega perto de 500).
    Agora se ainda assim vc quer frequentar o EM, mas acha que nossa cena não está apresentando coisas novas nos últimos 2 anos (olha que perigoso esse comentário. quem realmente acompanha, sabe muito bem que vivemos um momento diferente e único em nossa cena), o público como um agente cultural pode abordar esses artistas e fazer suas críticas, mas não dá pra ferir a liberdade artística.
    Helena says:
    “Primeiro se trabalha, se atrai o público com coisas novas, depois se ganha dinheiro. Não é assim com todo mundo?”
    Primeiro não estamos nem querendo “ganhar dinheiro”, mas pelo menos sair no zero a zero! O que acontece hoje é Produção e Artistas investindo pesado na construção de um cenário (e mais tarde um mercado, ai sim com todos ganhando dinheiro) e o Público só “venha nós”.
    Isso tudo é um processo longo, “recuar, resistir e avançar” como diria um amigo meu. Estamos resistindo para poder avançar!

    Esmeraldo Marques aka Chico Correa disse:
    “Também n se sinta obrigada a pagar couvert(que é alternativa para coisas menores e informais), mas n reclame depois da inércia e do marasmo daqui.”
    ? isso aí mesmo. E não é uma questão de serem bonzinhos e ajudarem o espaço a se manter, é uma questão de cumplicidade entre os vários agentes de cadeia produtiva da nossa cidade e isso inclui o público também. Produção, Artistas e Público têm O MESMO peso e valor, por isso a mesma responsabilidade pela continuidade desta cena. Quando A MAIORIA aqui nessa discussão não consegue entender nem essa premissa, o debate não tem como andar.
    No fim das contas a maioria ta querendo dizer: “Eu quero ter opções de qualidade em cultura independente/alternativa na minha cidade, mas não quero pagar por isso”. Assim realmente não dá!

    No mais, a discussão é importante mesmo, nós já cobramos couvert e essa é só uma primeira etapa. Não vamos mais apresentar shows gratuitos no Espaço Mundo. O público precisa entender, mesmo que seja a força, que tem que pagar por um produto cultural.

    Abraço e vamos juntos

  83. Esmeraldo Marques Says:

    Géssica, a proposta do ciclo das quartas nem é de show, sao experimentos com musicos convidados, portanto seria legal manter o espaço aberto, é até mais legal pras pessoas circularem à vontade e ser mais convidativo pra quem não conhece o espaço.
    Mas se cobra ingresso, reclamam, se a gente busca um meio termo através de couvert, público reclama…sabe, é complicado fazer as coisas aqui, to achando até melhor não fazer mais, ou fazer bem raramente (músico também tem direito de reclamar).

  84. Igor d'Angelis Says:

    Agora, depois de uma janta, um banho e sem querer entrar na discussão com tanto entusiasmo inflamando-a, proponho para a discussão:

    O fato de ter seu pagamento atrelado diretamente à quantidade de pessoas dentro do bar, automaticamente, também joga para o músico a responsabilidade de levar clientes para o lugar. Então, além de entreter o público enquanto este estiver se apresentando, o músico tem que ser o responsável pela divulgação para garantir o seu?!

    Quero poder valorizar sem ter obrigação de pagar, pois nem sempre tenho dinheiro pra isso. O valor ao músico não tem que ser atrelado apenas ao lado financeiro! Nunca! Que é indispensável é, mas é só isso? Se fosse, estaríamos todos tocando coisas plásticas e nos rendendo à indústria cultural. ? por isso que o cenário alternativo sofre, por não se render e ter que bolar alternativas pra se sustentar. Porém, o couvert não é uma delas justamente por todas as suas contradições.

    Quem nunca se queixou de ter que pagar um couvert em um bar qualquer que atire a primeira moeda. Se o espaço mundo não quer ser um bar qualquer, por favor, não haja como tal!

    “Enquanto o produto artístico-cultural pode ser entendido como um meio de comunicação de idéias e visões de mundo, a atividade de consumo indica o contato com essas idéias, que podem ou não ser aceitas/incorporadas pelo consumidor.” (Sibelle Cornélio Diniz)

  85. Igor d'Angelis Says:

    Só deixando claro que não sou a favor de shows gratuitos sem incentivo público, mas couvert não é valorização… proponhamos algo que realmente valorize!!

    Toda discussão é louvável, e sejamos no mínimo pacientes com “os que não entendem alguma premissa”. Este “não entender” pode ser apenas não concordar com tais.

  86. Rayan Says:

    Igor, então como vc quer valorizar o artista? com aplausos e sorrisos? do caralho! mas isso não sustenta ninguém! não é pelo fato de fazermos arte independente/alternativa que temos que morrer de fome né! Isso é sustentabilidade!
    Quando vc vai a um bar qualquer, vc tem que aguentar um voz e violão na maioria das vezes muito do medíocre, que S? toca covers horríveis e muitas vezes vc só sabe disso depois que está lá. No caso do Espaço Mundo sempre disponibilizamos nossa agenda nas nossas mídias sociais e no site. Não é pelo fato de aplicarmos o couvert que estamos nos igualando a qualquer outro bar, nosso trabalho é MUITO diferente.

    Outro fato que ninguém tocou aqui é que quando se fala em CULTURA não devemos nos ater simplesmente as linguagens artísticas. Cultura é comportamento e é justamente isso que estamos discutindo, uma mudança de comportamento!

  87. haley Says:

    “Quero poder valorizar sem ter obrigação de pagar, pois nem sempre tenho dinheiro pra isso.”

    ? perfeitamente compreensível que nem todos tenham dinheiro sempre. Mas porque nunca é o contrario?
    por que aquele que não tem o dinheiro no dia não consegue compreender que não vai usufruir do TRABALHO do músico gratuitamente? que o músico também já tem seus problemas com dinheiro?

    Eu também gostaria de ter um monte de coisas que a falta de grana não me permite. No entanto não vou às lojas cobrar por compreensão.

  88. Esmeraldo Marques Says:

    O curioso é tanta teoria e embate sobre… dois reais?
    é engraçado isso,

    flanelinha na praia: 1,00 em dia de evento chega a ser 5,00
    passagem de coletivo: 1,90
    estacionamento no shopping center: 2,00
    1 kibe: 2,50
    4 Paes frances
    2 Halls
    Uma coca em lata.
    1 sopa

    Onde chegamos?

    ? um problema econômico ou cultural?

  89. Géssica Says:

    Gente, que exagero. =[

    Olha só, acho que quem está começando agora com banda, solo, seja lá o que for, QUALQUER artista começando do zero, não pode se garantir só dos shows que fazem não, por favor né..? Até porque, como está sendo discutido, não tem muita gente pra valorizar e você só vai conseguir viver disso, se conseguir, depois de um tempo. Foi mal =[
    Eu pensei que a galera gostasse também de tocar por prazer, acho sim que aplausos valem muuuito… você faz música só pra ganhar dinheiro, Rayan? Ah.. essa foi… enfim.
    anyway, eu valorizo o artista do meu modo, não acho que por não pagar 2 reais eu vou valorizá-lo menos.
    E pago sim, se for necessário, pra ver o artista que gosto.
    Fim.

  90. Felipe M Magalhães Says:

    Dei uma boa lida nos primeiros comentários e nos últimos. E acho super válida a cobrança do couvert, ainda mais pelo fato do EM divulgar as atrações do dia antes mesmo do dia do evento.

    Pelo que entendi, a função do EM ao estar cobrando couvert é, especificamente, repassar o dinheiro para a banda(artista). Sendo assim, não há sentido em mudar o nome da cobrança de couvert para ingresso(percebi que muita gente pagaria o valor do ingresso ao estabelecimento, mas quando se fala em couvert, se recusam a pagar).

    O problema é que na maioria dos bares o couvert não vai 100% para o artista(acho que é até por isso a recusa a pagar couvert). E a galera tem que entender que o EM não é como a “maioria dos bares”. O couvert é exatamente o valor pelo qual você está pagando pela VALORIZA??O do artista(essa é a função do couvert).

    Se o EM é um espaço diferenciado dos demais. Se você sabe previamente das atrações que vão rolar, e mesmo assim vai pro EM no dia do show que você queria curtir, então porque diabos você não vai querer pagar o couvert? Até onde sei, a idéia de um couvert opcional é justamente quando há a possibilidade do cliente não curtir o som que tá rolando. Se você, cliente, curte o som que tá rolando, não há nada mais justo do que remunerar o tão querido artista que está te proporcionando esse momento de gozo.

    E apoio a idéia de conscientização do pagamento do couvert. Não faz sentido cobrar ingresso. Se o valor é totalmente repassado ao artista, o nome da cobrança é e sempre será couvert artístico.

    Vale ressaltar que se alguém acha que pode usufruir de algo gratuitamente, apenas pelo fato de ser “cultura”, então é bom pensar em mudar de país, afinal, vivemos em um capitalista.

    Peço desculpas se tiver repetido apenas o que alguém supostamente possa ter comentado(novamente, não li todos os comentários)

    Só pra finalizar, não sou frequentador do Espaço Mundo, estou apenas dando meu parecer perante o assunto.

  91. Wander Says:

    Músicos tocam por prazer, com certeza, mas para eles, a música além de prazer, é a profissão. Do mesmo jeito que outros profissionais também fazem seu trabalho porque gostam.

    Não acho que façam música apenas para ganhar dinheiro, mas também não dá para sobreviver de luz, entende? Nenhum profissional trabalha SEMPRE de graça. Acho que falta entender que a galera que está tocando não está ‘brincando’ ou apenas se divertindo…

  92. Rayan Says:

    Olá Géssica,
    Pegando o exemplo da banda iniciante que vc deu, antes de tudo ela tem de ter um bom trabalho pra almejar viver disso. Fazer sua autogestão, bombar na internet, mandar discos pros festivais, estar presentes em feiras fazendo contatos etc. Todo mundo segue mais ou menos esse caminho, tocando na sua própria cidade pra 10 amigos, que viram 20, 50, 100 admiradores da banda. Rodando país a fora, tocando pra 10 curiosos, que viram 50, 200 fans! ? um caminho longo porém necessário. Banda é que nem faculdade, no sentido de ter que investir anos pra conseguir ter um retorno e é literalmente uma empresa, necessitando de administração.
    não discordei que aplausos não valem, valem demais. a indicação pro amigo que ficou em casa, vale. toda forma de incentivo ao trabalho do artista vale muito, mas não é o bastante.

    respondendo a tua pergunta:
    não, eu não faço música só pra ganhar dinheiro, até pq se o fizesse estaria trabalhando com música de massa e não de forma independente. Aliás se eu ou muitos artistas independentes do país inteiro colocar na balança os investimentos e retornos, vcs choram! kkkkk E nem por isso deixamos de fazer o que gostamos. Fazemos por prazer sim, mas precisamos criar mercado e sobreviver dele.

    Como dissemos no twitter, “Repetição é parte da didática”, então:
    Música é produto cultural assim como o filme que vc assiste no shopping e o público deve pagar para poder consumir! O Espaço Mundo adotou o couvert como iniciativa para banir os shows gratuitos que ainda rolavam, experimentar novos formatos (ao menos na cena independente), remunerar os artistas (mesmo que minimamente) e assim apontar para um mercado onde todos saiam ganhando!

    Abraço e vamos juntos!

  93. Esmeraldo Marques Says:

    A discussao vai além de banda começando ou banda com mais de 10 anos, claro que todo mundo toca por prazer e isso em 90% das vezes nao é o meio de vida. Mas o que se discute são alternativas pra dar mais suporte a uma cena local, e não esmolas, como em alguns momentos foi colocado. Mesmo para fazer um evento por curtiçao, vai haver o custo do taxi, por exemplo, por que nao fazer parte desta curtiçao?
    Foram tantos argumentos contrários em funcao de algo tao simples, que, nao acho que seja exagero não, estamos discutindo formas de viabilizar programacao e producao cultural independente, isso é vital pra que as coisas mudem um pouco.
    Ao que parece o debate sobre couvert foi bom pra ver que nao o mesmo nao será viável.

  94. verabidu Says:

    Bem, após umas 3 horas lendo cada comentário, um por um, sem pular absolutamente nada, posso comentar aqui, pois, na minha opnião é necessário entender o ponto de vista de cada um para poder argumentar… Enfim, vamos ao meu comentário:

    Vou falar pouco, porque muito do que eu falaria para defender o couvert artístico como forma de valorização, sim!, valorização! já foi defendido aqui por várias pessoas.
    Não é manutenção do bar, não é caridade… tudo isso já foi falado. A arte deve ser remunerada e eu nem quero prolongar falando sobre isso, afinal, já foi muito bem argumentado aqui.

    As únicas coisas que eu quero ressaltar aqui são:

    Seres humanos são mutáveis, o mundo é mutável… tudo muda. A cena cultural de João Pessoa está mudando, isso é notável. Mas, o que eu estou vendo aqui em vários comentários são atitudes fechadas, “cabeças-duras”, pessoas que querem que o Brasil mude, que os artístas se renovem com frequência… e não se movem, não aceitam mudanças, não querem sair do comodismo. Vejo muito egoísmo também… e isso chega a doer em mim, ver que as pessoas querem sempre o melhor, mas não contribuem com isso e até disponibilizam um pouco do seu tempo para escrever textos enormes (e muitas vezes sem coerência alguma) para defender, simplesmente, o ato de não valorizar o artista, passando a bola para os produtores, a casa, enfim…
    Música é um produto artistico, assim como cinema, literatura, teatro…
    Mas, assistir uma apresentação ao vivo de um artista que passou anos de sua vida se preparando, se dedicando para produzir algo autoral, independente… gastou dinheiro para comprar seu material, gastou paciência, quebrou a cabeça para aprender mais sobre música (que não é fácil), dentre diversas outras coisas, não merece remuneração como um couvert de R$2? Todo esse debate por causa de um couvert artístico. Para mim é tão simples entender a importância disso… Muito mais simbolicamente do que com relação a remuneração, pois, R$2 é pouquíssimo e mesmo eu não sendo musicista ainda e não vivendo disso, imagino que não pague nem 5% dos gastos que o cara teve para estar ali, fazendo aquela apresentação ao vivo e autoral.

    Se uma a palavra “Couvert” está sendo visualizada de forma errônea por causa da má aplicação do mesmo em outros lugares, cabe a nós, que temos consciência do que realmente significa o couvert, reestruturarmos o real significado desta palavra. E não deixar de fazer porque já é visto de forma errada. O Couvert aplicado pelo Coletivo Mundo, no Espaço Mundo é único e exclusivamente (propositalmente redundante)destinado ao artista, não sendo destinado nada, NENHUMA PORCENTAGEM, desta quantia para manutenção do Espaço de Cultura, nem para a parte do Bar, nem para pagar segurança ou coisa do tipo.

    Bem, o que eu quero dizer é todas essas formas de arte que eu citei a cima merecem reconhecimento, valor não só moral mas financeiro também… é como se a arte não valesse nada, mas sem ela não conseguiríamos viver. A arte, no geral, é onde nos encontramos, nos satisfazemos, é a maior forma de expressão que o ser humano já experimentou…

    Imagine o mundo sem arte.

    Apois TOTALMENTE o Couvert Artístico aplicado pelo Coletivo Mundo de Cultura Independente.

  95. Lídia Says:

    como vai ser feita essa cobrança de couvert? porque pelo que tou entendendo as portas não vão ser fechadas! vai ser cobrado para aqueles que estiverem em suas mesas? simplesmente eu posso entrar no bar, comprar minha cerva, ficar em pé ali curtindo o som e depois ir embora sem pagar nada ao artista?

  96. Ivan Says:

    Tem que ser formado um público que pague por estes eventos e que estes sejam de qualidade (avaliem quem vai tocar lá, criem uma comissão), se a banda estiver verde, digam a ela pra ensaiar mais e voltar depois pra tocar. Esta qualidade tem que ser imaculada, pras pessoas irem e saberem que sempre vai ter algo realmente bom assim elas se interessarão em pagar. Promover educação musical no espaço mundo, na cidade, talvez crie este público. Criem projetos de educação e valorização através da Lei Rouanet de incentivo a cultura e busquem apoio de empresas que queiram ter o nome delas associado ao Coletivo Mundo.

  97. Carlos Says:

    Concordo totalmente com o que a Vera disse aqui em cima. Sou músico, toco em banda, e sei que enquanto existir isso tocar de graça, a coisa vai ficar sempre com jeito de diletantismo, de gente que não se leva a sério, só “passatempo de jovens bem-nascidos”. Nesse aspecto o que o Espaço Mundo tá fazendo é benéfico, tem que enfiar mesmo na cabeça do povo que o público também faz parte do processo, da sobrevivência de todo esse universo, não só as bandas e os lugares. Mas a compreensão disso pode levar muito tempo…

    O que eu ia falar mesmo é que, em relação ao Espaço Mundo, não dá pra cobrar o couvert da forma que a gente conhece simplesmente por causa da própria estrutura do lugar. Diferente de bares/pizzarias/quiosques, em que o pessoal senta em mesas, fica pelo menos duas horas lá dentro e no fim vem uma conta/comanda com o que o pessoal tem que pagar, no Espaço Mundo as pessoas na maioria das vezes entram, compram alguma bebida, falam com os amigos, vêem uma música e saem (isso em dias que não há o ingresso formal). Então, como cobrar couvert de cada pessoa que faz isso durante a noite inteira? Não tem como ficar patrulhando cada um. ? por isso que eu acho que, se for pra entrar no Espaço Mundo, tem que pagar um ingresso simbólico, que seriam os 2 reais que se pagaria na hipótese de ficar lá dentro. Aí baixaria o preço da bebida, inventaria outros atrativos, principalmente em relação aos vendedores de bebida que tem lá fora.

    Independente de ser couvert ou ingresso, o artista merece nem que seja uma fração mínima de tudo o que investe pra conseguir subir num palco pra tocar, visto que o que muitas bandas conseguem ganhar acaba investido na própria banda (fotos, demos, equipamentos).

  98. Rafael Says:

    Eu acho que, por 2 reais, não da nem pra comprar um derby.

  99. André Anterio Says:

    Lídia e Carlos,

    Realmente a estrutura dos eventos do Espaço Mundo impedem a prática do couvert nos moldes mais comuns. A idéia que temos até agora para a aplicação é a de cobrar o valor na primeira consumação de cada pessoa no bar. Estaremos com um carimbo (que muito em breve será daqueles visíveis apenas com luz negra) para marcar cada um no momento em que paga. A partir dali, ele pode consumir à vontade, sempre se deixando checar com nossa lanterninha UV.

    Claro que tem um monte de maneiras de se esquivar, mas acho que disso nunca iremos escapar. Daí vem a preocupação em estar conscientizando o público da importância da medida. Daí vem esse longo debate em que aqui estamos.

    Vamos experimentando.

  100. Raffa Says:

    Raffa e muitos outros,
    a participação nos ??lucros? do Espaço Mundo é algo totalmente inviável. Primeiro porque o EM trabalha com valores bastante acessíveis, pois nosso público não tem um poder aquisitivo alto e ainda temos ambulantes na praça Antenor Navarro, portanto não existem grandes lucros, a casa se mantém e isso já é uma vitória. Segundo que são coisas totalmente distintas, vc quer tomar uma cerva? pague por ela. vc quer ver um show? pague por ele!

    Rayan

    cara, quando sugeri a participação nos lucros seria apenas para, caso alguém não queira ver o show, pelo menos compre sua cerveja no EM, que de alguma maneira você vai tá contribuindo com a manutenção do lugar… mas como o próprio André já falou, ? INVIÁVEL… e em momento algum falei em curtir o show e não pagar por isso, só acho que quem não quiser fazê-lo, deve poder comprar sua cerva no EM, apenas isso…

  101. Felipe lima Says:

    Bem parei no comentário 57, e antes que continue lendo os posts percebi até então um seguinte questionamento em comum pra todos. Pagar ou não um COUVERT.(E antes que eu esqueça meu raciocinio nesse exato momento). Como Galvão até comentou, Couvert soa pesado pra todo mundo, pq temos a cultura de ir pra um bar e ter um cara tocando um violão musicas batidas de outros artistas, e pagar por algo não agradável a vc é totalmente fora de questão. A ideia do Espaço Mundo de impor o Couvert mesmo sendo como opcional é ótimo, quero saber qual é o bar que faz isso, obrigam vc a pagar mesmo não gostando da música.

    O raffa falou uma parada que penso da mesma maneira, mas isso é vazio, pq se isso ocorrer o EM será obrigado a por comanda para os frequentadores(talvez seria uma solução ou não), dai acarretaria impor o minimo de consumação, isso fica muito fora da ideia inicial.

    Se o EM manter essa linha do couvert opcional estão no caminho certo, impossivel comparar com qualquer outro bar.

    vou continuar lendo os comentarios que estão ficando interessantes.

  102. André Anterio Says:

    Felipe,

    O Espaço Mundo não está defendendo couvert opcional. Continua lendo aí que talvez ainda não te tenha ficado claro.
    Reescrevendo o que já soltei no comentário 72:

    “O couvert não é caridade, não é prêmio, não é bônus, não é opcional. O couvert é uma abordagem diferente do que é o ingresso, simplesmente isso.”

    Vamos debatendo.

  103. Nildo Says:

    SOU BATERISTA DE DIVERSAS BANDAS AQUI DA CIDADE, DALVA SUADA, ESCURINHO E SONORA SAMBAGROOVE E SEI O QUANTO ? DIFICIL FAZER COM QUE AS PESSOAS PAGUEM VALORES JUSTOS A N?S MUSICOS, ESSA ID?IA DO COUVERT ? BASTANTE INTERRESSANTE EMBORA EU ACHE “2 CONTO” MUITO POUCO.

  104. Renato Says:

    Pessoal, longe de mim ser contra a valorização do artista que toca no espaço mundo, respeito demais trabalho desenvolvido lá e sei de sua importância. Venho acompanhando a discussão desde o início e acredito que a proposta não é válida. Acredito que ao tratar como couvert artistico isso dá para o cliente a decisão de pagar ou não:

    O art. 39, inciso I do CDC, determina, às claras, a proibição do fornecedor de condicionar o fornecimento de um produto a determinado serviço:

    ?Art. 39 – ? vedado ao fornecedor de produtos ou serviços:
    I – condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;?

    Minha sugestão é que o pessoal trabalhe com um ingresso e que esse seja totalmente pago para o artista.

  105. elmon palmeira Says:

    bar é bar, casa de show é casa de show…
    até que ponto o espaço mundo seria bar ou casa de show!?

    é muito complicado manter esses dois seguimentos tendo em vista que as bandas precisam ser “ajudadas” e o bar precisa obter seus lucros para se manter funcionando, assim:

    vejo que tudo que for aceito por ambas as partes quando respeito a “sustenção” do espaço e das bandas, eu sou de apoio, vamos pensar num todo, no COLETIVO.

    ficaremos felizes.

    elmon palmeira

  106. Alexia Says:

    Li só alguns comentários, porque é muita coisa.
    Mas, eu acho que o maior problema é, o EM não é uma casa de show comum, nem um bar comum. De onde voces tiraram isso?
    Acho que a maioria das pessoas que frequentam e que estao aqui comentando são pessoas que tem noção disso, que o EM, o Coletivo é uma ideia totalmente diferente. Mas aí eu nao sei, vai de cada um. Pelo menos eu acho que a ideia do EM é totalmente diferente de outros bares, não consigo comparar eles com os bares que “contratam” as bandas pra divertir a galera e subir os lucros, ou como simplesmente uma casa de shows que tem um bar. Acho que enquanto as pessoas continuarem com a ideia de que o EM é como os outros bares, vão continuar com essa ideia errônea do couvert. A galera não ta entendendo o que realmente o Coletivo quer com isso.

    Concordo com tudo que a Vewra falou:
    “Se uma a palavra ??Couvert? está sendo visualizada de forma errônea por causa da má aplicação do mesmo em outros lugares, cabe a nós, que temos consciência do que realmente significa o couvert, reestruturarmos o real significado desta palavra. E não deixar de fazer porque já é visto de forma errada. O Couvert aplicado pelo Coletivo Mundo, no Espaço Mundo é único e exclusivamente (propositalmente redundante)destinado ao artista, não sendo destinado nada, NENHUMA PORCENTAGEM, desta quantia para manutenção do Espaço de Cultura, nem para a parte do Bar, nem para pagar segurança ou coisa do tipo.”

    Ela falou tudo!
    Mas aí depende de cada um né? Se tão reclamando de dar 2$, cara? Se quer ir simplesmente pra um abr toamr cerveja, é uma coisa. Agora, se voce quer ir pra um lugar onde voce pode ajudar com a cultura independente da sua região (nao só da cidade) acho que não vai se importar de pagar 2$ – achoq ue seria até um motivo de satisfação por tá ajudando a cultura local.

    Mas vamo aí, vamo debater!
    Adorei essa ideia de cada um expor sua opinião.
    Coletivo sempre inovando e acertando!
    Beijos!

  107. L. de Liuba Says:

    cacete, mais de 100… eu comentei lá pelo 40 e já achava que tinha rendido muito! ó, muito bom isso de abrir o debate. a gente vê cada coisa… não agrada sempre, muita coisa se mostra distorcida… muita opinião rasa, também. muita mesmo. parece que tem gente vindo falar aqui só pra alimentar a polêmica. quando isso tem um propósito construtivo, massa, mas quando não é preocupante. mas eu tava ficando agoniada e me divertindo ao mesmo tempo. e li tudo – uns com mais e outros com menos atenção, só.

    acho que o problema foi com a palavra couvert, mesmo, sabe? vamos criar outra. sei lá, qualquer uma. uma nova. lobscavum. tananóie. sei lá. o fato é que é uma campanha de conscientização que está começando. é uma tentativa. é uma busca que se dá assim, fazendo ao mesmo tempo que propõe. não vejo enganação, não vejo despropósito nenhum, vejo uma vontade de continuar agindo, atuando num mercado difícil pra danar, que a cultura aqui na cidade. rica, porque a gente que produz e que faz circular e que divulga, a gente insiste. persiste. vai de novo e cava e faz. e é reconhecido, muitas vezes, mais fora do que dentro. ou ganha fama e apenas ela, aqui. eu realmente nunca vi um lugar mais pirangueiro do que João pessoa, é parte da cultura desse lugar! ingresso de show a 15 reais é absurdo! 5 reais, eu procuro um conhecido que me coloque pra dentro. agora, 2 reais… eu prefiro discutir que é baboseira, porque não cobra logo 15? sei nhão.

    o que sinto é que é pouca compreensão, mesmo. problemas de hoje, de ler e interpretar – já me diziam meus professores, ‘a interpretação do quesito faz parte da prova’. então vale mesmo repetir, dizer de novo, e ir aplicando a regra até as pessoas entenderem e finalmente funcionar, ou não entederem e arranjarem já o jeitinho de burlar, ou não concordarem e daí surgir uma nova proposta, nova tentativa. e vamos nessa.

    o caso é que de grátis total não rola. concordo. e 2 reais é pouco pros músicos, concordo. então o espaço mundo fechado é quente, é mesmo, mas é a única maneira de cobrar ingresso. funciona, os ventiladores (pessoalmente deteesto, mas sei que funcionam) dão o help, tem artistas e shows que não rolam de outra maneira. mas tem outras experiências (ciclo das quartas, por exemplo) que podem rolar com as portas abertas, tão bom… aquele espaço é ótimo, circular é ótimo, a liberdade é ótima. faz mal entrar e, na primeira cerveja, pagar 2 reais a mais? não pra mim. e quem quiser não pagar? ouve a música e compra a cerveja lá fora. ou pede pro amigo que já tem carimbo comprar a heineken lá dentro. é, burla. isso acontece com coisas tão mais graves, né não? frauda o sistema, mesmo. dá pra fazer. aí é que entra a campanha. se você QUISER, se achar correto, se achar que vale, vai lá, ouve a música e, mesmo sem comprar nada (olha que essa é mais difícil) paga os 2 reais. nessa hora o coletivo será um fato. e esse momento será a belezura instaurada.

    pronto, fiquei com a boca seca de tanto falar…
    beijos

  108. Anselmo Says:

    não sei se alguém reparou, mas praticamente todo mundo que postou aqui é envolvido com música de alguma forma. e só nesse espaço as opiniões divergiram bastante.

    se tem gente ficando triste por conta de um simples texto aqui, pode começar a comprar os anti-depressivos e a marcar consulta com terapeuta, porque quando esse debate abranger para o pessoal que tem preguiça até de clicar em um link e muitas vezes quando clica nem sequer lê o que tem dentro, a coisa vai ficar feia!

    propostas:

    1 – bota um enorme painel falando sobre a valorização do artista através do couvert.

    2 – faz um vídeo entrevistando as pessoas que frequentam o espaço mundo, perguntando o que elas acham da atitude do couvert (frequentadores, não amigos). aqui ja pode abranger sobre o que ela acha do movimento cultural no varadouro e consequentemente do espaço mundo.

    3 – um caderno onde as pessoas possam escrever o que acham do espaço mundo (como ja sugeriram anteriormente) ou até mesmo simplesmente um caderno para dar aos clientes bêbados, e ver o que sai hahahahaha.

    4 – distribuir panfletos falando sobre o que é o espaço mundo e o coletivo. (é verdade que não da pra estar se divulgando em todos os lugares do mundo, mas pode ter certeza que toda a ideologia do coletivo mundo precisa ser mais divulgada, principalmente em quem N?O é músico, produtor, etc.)

    PS: não vejam quem discorda de vocês como um inimigo.

  109. Géssica Says:

    Quero saber como vai funcionar, finalmente.
    Eu continuo achando que não é necessário colocar a palavra “couvert” nesse meio e apenas cobrar entrada e parte dela ser do artista e fim de papo.

  110. Géssica Says:

    Quero saber como vai funcionar, finalmente.
    Eu continuo achando que não é necessário colocar a palavra ??couvert? nesse meio e apenas cobrar entrada e parte dela ser do artista e fim de papo.
    Inclusive que achei que já fosse assim O.o

  111. Géssica Says:

    ou melhor, dá a bilheteria pra banda e fica com o lucro do bar.

  112. haley Says:

    ? bem isso que Liuba e André falaram, o couvert não é opcional, ele apenas não é cobrado na entrada. ? uma aposta na educação e compreensão daqueles que frequentam o Espaço.
    Todos devem pagar, mas não serão cobrados, ficarão livres pra cumprir ou aproveitar as diversas maneiras de burlar.

    Acho que é a melhor solução para os dias em que a entrada era free.

    Após isso precisamos discutir o problema dos ingressos tradicionais. Mesmo cobrando na entrada, lotando o espaço, ainda é pouca grana pra bancar os custos de uma produção maior.

    Os tradicionais ingressos de 5 reais não viabilizam um mercado profissional na cidade e não possibilita a vinda de outras bandas pra cá também.

  113. verabidu Says:

    Géssica, cobrar ingresso é massa, mas vai ter que ser fechado, quando rola bilheteria.
    A idéia do couvert (ou seja lá qual nome vamos dar a esse projeto) é valorizar o artista mesmo quando o evento for aberto. Afinal, ele está lá, mostrando o produto dele, A M?SICA.

    Seria assim Géssica: Na primeira consumação a pessoa pagava o couvert (ou seja lá qual nome vamos dar a esse projeto [2]), recebia uma carimbada e continuava consumindo de boa, mostrando o carimbinho toda vez que fosse consumir. Como quando a pessoa sai do Espaço e entra de novo. Simples demais :)

    E Anselmo… sinceramente…

    Acho que é totalmente normal se entristecer com certos comentários e certas opiniões. Isso é natural do ser humano. Não tente ser um super saiadin, fala sério. Se entristecer com algo é totalmente normal, principalmente quando aquilo é importante pra você. E acho que a valorização do artista independente é importante pra MUITA gente.

  114. Thaïs Says:

    Géssica,

    Não sei se alguém vai te responder antes de mim, mans…

    Nos dias que está rolando o couvert o EM não fica fechado, então não tem como cobrar ingresso, entrada.

    E o legal desses dias de experimentação é justamente a liberdade de ficar um tempo lá dentro, um tempo lá fora, ver quem passa. ? bom ter a opção de ouvir música ao vivo sem necessariamente estar num ambiente hermeticamente fechado ;)

  115. Igor Says:

    A discussão é válida mas é importante frisar certos erros de interpretação de ambas as partes e argumentos desnecessariamente radicais em alguns momentos. Não creio que quando foi criticada a programação por ser repetitiva houve a intenção de desmerecer o trabalho das bandas, mas de sugerir outras atrações do coletivo ou de outros ligados ao Fora do Eixo ou até mesmo gente de fora dos coletivos que também tem o seu trabalho autoral e que pode sim fazer algo de qualidade e bem produzido sem fazer parte de um determinado grupo ou ter ligações a algum movimento. Talvez a não tenha rolado também a ideia bem colocada, e o correto seria não criticar a repetição, que eu como frequentador do EM posso garantir que não é uma rotina de bandas toda semana, não são a mesmas bandas mas talvez seja previsivel o leque de opções de bandas que tem se revesado como atração.

    ? bom que fique bem claro que eu não estou aqui questionando a qualidade musical de ninguém nem seu valor artistico pois eu pago ingressos, compro eps, bebo o máximo que posso e pago e pagarei o couvert numa boa gostando ou não das atrações porque mesmo não concordando com todas as ideias colcadas pelo Coletivo Mundo eu acho de extrema importância a existência do grupo e do lugar para a movimentação independente local e para manter o contato com o resto do país.Em hipotese alguma estou aqui pra jogar qualquer merda sem saber do que falo e li tudo antes de comentar além de estar sempre presente nos shows e nunca ter apelado pra ser colocado pra dentro ou implorando pra fazer a entrada por menos.

    Saio de casa a pé ou de ônibus(moro em Jaguaribe) e mesmo não sendo a maior distância que eu ja tenha percorrido em vida, eu não chego ali com a intenção de ficar na frente, tendo ficado poucas vezes porque não tava afim de ficar em casa e uns amigos me chamaram pra beber, mas ainda chego la e tento convencer eles a tomar a bebida e entrar pra ver os shows e se possivel pagar a minha entrada ja que na ocasião eu estava liso hehehe nas poucas vezes que fiz isso eu so consegui convencer os mesmos uma vez o que eu acho uma merda e sinceramente, o que rola com mais frequência é que quando to com grana eu gasto a minha passagem bebendo dentro do show porque se fosse sair so pra beber era melhor fazer isso em casa porque quando eu to num show, mesmo não gostando ele é uma motivação pra pegar mais uma cerveja ou uma dose e não o contrário até porque cervejas não fazem música e muito menos conseguem me entreter e ao mesmo tempo me expor uma nova informação que gostando ou não vai acrescentar em algo pra mim. Grana curta pra beber? eu peço umas doses de cana mas não deixo de entrar no evento e pagar o valor justo pelo mesmo. Uns anos atras eu tava na bilheteria de um evento que produzi com um pessoal e um cara me perguntou se eu podia fazer a entrada pela metade do preço e se ia ter mulher no lugar hehehe eu n sou cafetão e pedir metade do preço por algo que ja é barato é uma piada.

    Vale salientar também que a conscientização não so sobre o couvert mas quanto a pagar entrada nos shows e comprar eps,camisas e e demais materiais relacionados a música, a arte independente, eu acredito que deve partir também dos artistas e produtores uma interação com outros artistas e produtores que também compõe o cenário, ou seja, vamos comprar os discos a venda no Espaço Mundo e comparecer aos shows pagos assim valorizando o trabalho autoral mas vamos também seja do Coletivo ou não comprar e prestigiar os shows de quem ta de fora porque o espaço não deve ser restrito e ideias,sonoridades e formas diferentes de encarar o meio alternativo geram discussões e as vezes rixas mas também geram produção e debates relevantes que podem se converter em ações ou reações que so tendem a favorecer todas as partes que formam esse todo que vivenciamos. O ponto de igualdade são justamente essas diferenças que podem ser trabalhadas de forma ampla somando e tornando a movimentação cultural forte e continua.

    Finalizando, pra mim isso vai até além da coisa profissional, isso é o que vivo, são as coisas que gosto e quero viver e realmente me importam portanto é importante que público,bandas,produção e demais interessados se sintam parte de algo porque quando e fala em cultura independente você não ta so indo num lugar ter um entretenimento banal como qualquer show indiferente com intuito meramente lucrativo. ? sua vida e um tempo gasto com entretenimento e informação e participar disso ativamente deveria ser algo espontaneo até porque eu acredito que ninguém aqui se coloca como gado ou quer ser taxado como o “insatisfeito de braços cruzados” acredito termos capacidade e dissernimento pra que mesmo que não concordemos com algo como o couvert(que é avisado e inclusive tendo as atrações divulgadas antes) no valor de miseros 2 reais, “esmola” essa que pode não ser significativa pra você mas que é sim não uma caridade mas um apoio digno que mesmo pouco ajuda a pagar gastos(um ensaio de 2 horas pago num estúdio pode garantir sua diversão futuro com uma banda apresentando músicas novas que te passem algo que vale mais do que qualquer grana possa pagar). Entendo alguns pontos levantados pelo público, concordo com Anselmo em certos pontos e achei engraçado a sugestão de um caderno para bebados hehe mas em resumo eu pago 2 reais gostando ou não do que to vendo pois se sai de casa e cheguei la é mais interessante entrar e ver algo que eu ache ruim ou não do que ficar na frente so bebendo e reclamando como tantas outras vezes, estagnado e achando ter a solução pra tudo, criticando uma suposta mesmice e sendo parte dela pois eu não to tomando nenhuma atitude.

    Quando não não der pra pagar 2 reais ou eu quiser gastar essa grana interando algo pra beber eu me junto com uns amigos na casa de alguém e coloco uns dvds pra rolar. O nome couvert assusta? então vamos chamar de pedágio? heheheh a casa poderia pagar? a casa precisa se sustentar? claro! mas como a casa vai pagar quando o consumo não é satisfatório ainda mais levando em conta que o movimento de uma quarta feira não é o mesmo de uma sexta ou sábado quando o pessoal geralmente não tem trabalho ou curso no outro dia. Se o bar não tem um lucro satisfatório pra pagar o artista uma quantia que cobrando o couvert se consegue um valor de ajuda de custa mais justo, qual o problema em pagar 2 reais se você for e estiver la? quem questiona ja esteve la na situação de ter que pagar ou não? se as atrações são divulgadas antes você ja sai de casa ciente que vai pagar 2 reais. ? simples! 2 reais não é caro e isso é fato!que é liso como eu que estou desempregado no momento vai quando pode e paga esse valor quando for porque vai estar ajudando mesmo não sendo frequente, ta ali quando pode sem fazer questão de desembolsar uma quantia tão absurdamente alta hehehe

    Lembrando que não vamos ser politicamente corretos e limitados ao ponto de vomitar o certo aqui negando o direito de outros discordarem porque de ambos os lados da discussão algumas vezes se fala certas coisas que soam como desdem e pra dialogar a gente tem que exercitar a paciência e saber ouvir o outro, o que é diferente.

    Abraço e que a vida além do óbvio continue no Espaço Mundo e fora dele porque ideias precisam ser expostas exercendo diversidade, cada uma impar e válida, com falhas e peculiaridades. Caminhar junto não precisa girar em torno de uma única ideia ditando e limitando o diferente a amarras.

  116. Anselmo Says:

    vera,

    relaxa o bigode, fia. não to dizendo que se entristecer não é normal, nem to dizendo que sou melhor que ninguém, que sou um et ou que to tentando ser um super herói de um desenho japonês.

    so comentei pra todo mundo se preparar pra quando essa discussão abranger ainda mais, a quantidade de idéias diferentes, absurdos, frases sem sentido que todo mundo vai ouvir é imensa. preparem-se para ainda mais embates, confrontamentos das idéias que o coletivo defende, como está acontecendo aqui.

    se o jeito que escrevi te pareceu ofensivo, me desculpe. não quis ofender ninguém, apenas fiz um comentário, seguido de algumas propostas.

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