Como foi o show de Sacal e Burro Morto na sexta?
segunda-feira, fevereiro 8th, 2010Abaixo algumas fotos do show
Abaixo algumas fotos do show
A noite passada foi histórica e animal. Receber os amigos e parceiros do Macaco Bong e Porcas Borboletas é sempre uma festa, mas a noite de 11 de dezembro foi definitivamente especial. Com a maior bilheteria do Espaço Mundo desde sua inauguração, as bandas estavam em casa e fizeram shows inspirados. E quentes.
Além das visitas, a prata da casa Burro Morto fez também um show redondo e convidativo. Foi o momento em que o local ficou com lotação máxima e uma energia incrivelmente boa pairava no ar. Foi provavelmente o ultimo show na cidade dos meninos antes de lançarem seu CD novo, “Batista Virou Máquina”, e as faixas novas foram mescladas às musicas do “Varadouro”. O resultado foi que ninguém ficou parado, é sempre muito bom ver o que a gente tem em casa nos dando orgulho.
Rafael Passos como sempre registrou tudo o que aconteceu, confere as fotos:
Porcas Borboletas:

Burro Morto:

Porcas Borboletas na portinha do camarim:

E mandando ver no show:

Burro Morto novamente…
A casa cheia!
Macaco Bong:
Macaco Bong no fim do show:

E Kayapi:

Hoje ainda a tour passa por Campina Grande, onde Macaco e Burro juntam-se ao Sex on The Beach, no Bronx.
Desejamos boa viagem pras bandas que seguem, agradecendo e dizendo, mais uma vez, que esperamos a próxima visita.
*
O Macaco Bong esta registrando os diários de bordo da tour AQUI, acompanhem.
Pronto, está no ar o segundo episódio desta viagem feita até Natal, para assistir ao melhor festival de rock da cidade!
E com isso, encerra aqui também a cobertura do Coletivo Mundo sobre o DoSol 2009. Foram twittadas ao vivo, fotos, resenhas e vídeos sobre os dois dias do eventol! Uma semana inteira dedicada com muito trabalho e muito suor, neste calor infernal que está fazendo no nordeste. Fiquem agora com o dito:
Pronto, está no ar o segundo episódio desta viagem feita até Natal, para assistir ao melhor festival de rock da cidade!
E com isso, encerra aqui também a cobertura do Coletivo Mundo sobre o DoSol 2009. Foram twittadas ao vivo, fotos, resenhas e vídeos sobre os dois dias do eventol! Uma semana inteira dedicada com muito trabalho e muito suor, neste calor infernal que está fazendo no nordeste. Fiquem agora com o dito:
Por Diego Second
Opa, vocês lembram que comentei que o segundo dia do DoSol 2009 seria para vestir uma camisa preta e bater cabeça? Pois é, pessoal. Não estava apenas usando uma mera frase clichezinha para terminar o texto anterior. Possas crer que a GR?A também foi massa.
Enquanto o festival continuava a manter a sua pontualidade, nós, do Coletivo Mundo, curtimos tanto a noite anterior que acordamos tarde e mais uma vez chegamos à Ribeira com o rock já rolando.
Logo ao descer da van pudemos perceber que a concentração de camisas pretas por metro quadrado era enorme. De cara, já dava para ver um bom público afim de curtir as bandas mais pesadas do dia e, em especial, a lenda do punk The Exploited (UK).
Ao entrar no festival, fui de encontro ao nosso fotógrafo oficial, Rafael Passos, que nos deu um parâmetro do que já tinha rolado. Foi sincero ao dizer que os shows dos Dr. Carnage (RN), seguido de I.T.E.P (RN) e depois do Fliperama (RN) foram bem legais, fazendo todos uma boa apresentação. Porém, ele nos destacou o show do pessoal do Nervochaos (SP). Segundo Rafael Passos, eles usam uma distorção tão violenta que uma das caixas de luz caiu no chão enquanto o pessoal batia cabeça insanamente. Sensacional, hein?
A primeira banda que pude conferir foi o Deadly Fate (RN). Bons bebedores do metal clássico, o show tinha tudo oque um bom metaleiro gosta. E como todo mundo sabe, um bom headbanger curte muitos solos de guitarra e foi esse ogrande truque para o show funcionar para quem assistia.
Mais uma vez a estória de dois palcos e rotatividade das bandas caminhava bem. Mal acabou o show do Deadly Fate e o Distro (RN) já estava mandado ver dentro do bar do DoSol. Ao olhar para o palco, notei que eles estavam com outro baterista. Como assim? Cadê Arthur? Mudaram de baterista da noite paro dia? O fato é que o Arthur estava de serviço e não conseguiu mudar o horário. A banda não teve demora, ligou para o Dado ?? da banda Kentucky (RN)- e perguntou se ele sabia tocar as músicas da Distro. O cara fez o show sem ensaio nenhum. Para quem acha que essa loucura terminou em desastre, agora jogo toda a minha sinceridade: foi o melhor show da banda que eu vi. Eles estavam muito instigados, o Rafaum estava endiabrado e o baterista tocava com uma segurança incrível. Fecharam o show com a grande canção ??Mimico? e como diz a letra: ?Vai aumentar o seu sorriso.?- e de fato aumentou o sorriso de muita gente.
Chegou a hora de mais uma banda gringa subir ao palco do DoSol, era o pessoal do Pulverhund (NO). O som dos caras, pra mim, é muito bacana. Eles fazem aquele som com boas melodias, guitarras bem amarradas e um baixo simples, porém, bem presente. Lembra coisas do Brit Pop, mais contendo mais peso. Foi uma atração que despertou a curiosidade de muitos e que aposto ter deixando alguns cantarolando os seus refrões. Sim, eles têm mais esse trunfo de melodias pegajosas. Enfim, fizeram um show bem agradável.
Depois veio o pessoal do Comando Etílico (RN), um som regado ao metal dos anos 80 cantado em português. Não vou mentir que escutar metal em nossa língua nativa é algo estranho. Mas, o que importa é que eles conseguiram botar um bom número de pessoas em frente do palco e muitos estavam a curtir o que rolava. Acabei não demorando, pois estava querendo ver a próxima atração.
Eu já tinha ouvido falar da força que tem os shows do Confronto (RJ), mas, só estando ao vivo para saber. Podem acreditar. Quem acompanhou a transmissão do Coletivo Mundo pelo Twitter pode ter notado que vez por outra soltávamos um ??Brutal?, ??Detonando? ou coisa parecida. E era bem isso mesmo. A banda foi muito competente, mandando música atrás de música e o povo não parava de polgar, rodar, bater cabeça. Teve até um lado A e um lado B?? e foi o grande momento do show. O som do metalcore da banda não deixou ninguém parado e até quem vos fala estava batendo cabeça. Foi o segundo melhor show do Festival DoSol 2009, sem dúvida.
Confronto (RJ)
Sem deixar a peteca cair, o Calistoga (RN) mostrou o porque desse ano ter sido tão legal para eles. A banda que, nos últimos meses, tocou em vários festivais, botou todo mundo que estava no DoSol pra pular e cuspir cerveja. Sim, por lá o pessoal costuma fazer isso durante os shows. Enfim, Dante & Cia estavam mais do que à vontade tocando em casa e fizeram uma apresentação beirando a perfeição. ? bacana ver como a banda evoluiu com essa nova formação e como a cada show estão melhores. Um puta show instigado, foi massa.
Voltando ao Armazém Hall, já podia ver o Canibal arrumando o seu baixo. Aliás, a altura que ele usa o baixo é totalmente subversiva às teorias de uso correto do instrumento. O baixo bate quase no joelho dele, é massa. Mas, o melhor de tudo é ver como o show do Devotos (PE) funciona. E no DoSol não foi diferente. Eles tocaram os clássicos ??Eu tenho pressa?, ??Roda Punk? e fecharam com ??Punk rock hardcore Alto José do Pinho?. ?, pessoal, Devotos é punk rock, é hardcore, é Alto José do Pinho e o show foi do caralho.
Depois fui garantir uma gelada e me bato com o Rafaum do Distro que me revela que foi ajeitar o som para o pessoal do Mugo (GO) e que o guitarrista queria usar os dois amps, valvulados, de uma vez só. Tá, beleza. Eu mesmo tenho esse costume. Porém, o som do pessoal é tão pesado e a guitarra estava tão alta que praticamente não teve P.A para ela. Juro que as paredes do DoSol tremiam. Com um vocal gutural bem marcante, a banda manda um som porrada e botou muito neguinho pra bater cabeça.
E para finalizar a edição do Festival DoSol 2009, os ingleses do The Exploited. Muita gente estava por lá só para sacar o som dessa lenda do punk, inclusive algumas vans de João Pessoa. Com um moicano vermelho e cuspida para tudo que é lado, a banda colocou todo mundo na roda de polgar e fez um show para ninguém botar defeito. A loucura do show estava tão grande que, na hora que eu estava filmando a banda, um cara deu um mosh na minha cabeça. ?, já não bastava quebrar o óculos. Mas, não achei tão ruim. O DoSol foi tão rock, tão bacana, tão organizado que qualquer perda naquela hora seria fichinha comparada à grandiosidade e ao sucesso que o evento obteve.
Que venha agora o DoSol 2010. ? GR?A!