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Festa da Música acontece hoje no Varadouro

segunda-feira, junho 21st, 2010

A Fête de la Musique foi criada há mais vinte anos na França, e ocorre na data de 21 de junho, em comemoração ao solsticio verão no Hemisfério Norte. Neste dia, o país é invadido por músicos de todos os sons e instrumentos, tanto em salas apropriadas como em lugares improvisados (galpões que viram teatros, barcos que viram salas de concerto, escolas que viram palcos para apresentações e improvisações, bandas e orquestras que saem às ruas etc.), mas sobretudo nas esquinas das ruas e nos parques e praças das cidades. Hoje a Festa da Música consolidou-se e faz parte do calendário cultural da França… e do mundo! Diante do sucesso, sua fórmula foi exportada para os quatro cantos do mundo (participação de 110 paises) que fazem, cada um a seu modo, uma celebração nos moldes da Festa da Música francesa.

Em João Pessoa, a festa ocorre pela primeira vez, sob a produção coletiva do Movimento Cultural Varadouro e com apoio da Aliança Francesa, no Centro Histórico da capital, a partir das 17h, com apresentações espalhadas pelo Largo de São Pedro, Praça Antenor Navarro, Espaço Mundo e Casa de Cultura Cia da Terra.

Confira a programação:
http://coletivomundo.com.br/imagens/flyers/100621-festadamusica.jpg

Coletivo Mundo no Jornal Correio

sexta-feira, janeiro 22nd, 2010

O MUNDO E A SEMAM

Por CARLOS ARANHA

“Correio da Paraíba”, 21/janeiro/2010
http://www.correiodaparaiba.com.br

O Coletivo Mundo oferece um dos tons principais da renovação sempre necessária à cultura de João Pessoa. Ele opera uma transição para que não fiquemos somente com o que está consolidado. Com outros conteúdos e formas, de outros atos e maneiras, o Coletivo Mundo representa para a juventude pessoense desta década o que foram, em tempos e espaços diferentes, o Grupo Sanhauá, os tropicalistas, a geração do poema-processo, a turma valorosa do Piollin, os experimentalistas da Sala Preta do Decom, o Jaguaribe Carne, o Poecodebar e a Oficina do Capim. Hoje, em paralelo ao Coletivo Mundo, a Tribo Ethnos e todos os que batalham com as linguagens em torno do hip-hop.

O que de início parecia limitar-se a uma utopia de percurso curto, terminou por crescer, agregar uma geração ávida por mudanças estéticas e distante das repetições políticas, e consolidar-se como a vanguarda artística na João Pessoa de hoje. Não foi por mera semelhança e coincidência que o Espaço Mundo, numa das esquinas da Praça Anthenor Navarro, nasceu como um pungente e urgente ponto de referência para os anseios da juventude que não contenta-se apenas com o legado das vanguardas anteriores nem fica satisfeita com os modelitos modernosos ditados por “animadores culturais” que, invariavelmente, terminam servindo à linguagem dominante da tevê aberta.

(Este parênteses é para lembrar que eles estão, ano a ano, fazendo crescer um dos mais importantes festivais do Nordeste, cuja última edição foi na Usina Cultural Energisa).

Agora o Espaço Mundo enfrenta, juntamente com o Candeeiro Encantado (no Largo de São Pedro Gonçalves), um problema que pode matar mais um dos nossos necessários sonhos juvenis de mudança. Um código de meio ambiente inadequado àquilo que representam alguns espaços da cidade (como o Baixo Centro Histórico) faz com que a Semam do Município ponha em xeque a continuidade de eventos artísticos importantes. Caminhante entre mudancistas percursos artísticos, o prefeito Ricardo Coutinho pode e deve achar uma solução para o desnecessário confronto iniciado pela Semam. � tempo.