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O pop-psicodélico do Gauche

quarta-feira, dezembro 9th, 2009
Balaio Contemporâneo
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Vamos mostrar hoje uma banda talentosa que foge dos padrões regionais. Como assim? Pois é, vem direto da Paraíba para fazer um Folkrock no Balaio Contemporâneo.

Balaio Contemporâneo – Como surgiu a banda?

Banda Gauche - A banda começou no final de 2003, quando eu (Bruno Sérgio, vocalista, violonista e tecladista) fui apresentado ao baterista (Paulo Alves) por um colega em comum chamado Pablo, que queria iniciar um projeto. A princípio, as músicas eram de Pablo e todas elas em inglês. Depois, em meados de 2004, é que a banda começou a se encaminhar para o que ela é hoje. Apareceram as minhas primeiras composições em português, as quais quase todas ainda fazem parte do nosso atual repertório. Mais ou menos nessa época, Pablo saiu, e a banda passou por várias formações, sempre contando comigo e com Paulo, até chegarem Luís (guitarra solo) e Berg (baixista).

Balaio Contemporâneo – Por que escolher um nome francês para titular a banda?

Banda Gauche – Bom, eu confesso que, quando escolhi o nome, desconhecia a sua origem. Não sabia que era francesa. Muita gente acha que foi tirado daquele famoso poema de Carlos Drummond de Andrade, o ?? Poema das Sete Faces? em que há os versos: ??Quando nasci, um anjo torto/desses que vivem na sombra/ disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida. ?? Na verdade, encontrei a expressão numa resenha sobre Little Richard. A princípio, achei estranho, e um pouco ofensivo. Mas depois vi que este nome não poderia definir melhor- não apenas a sonoridade e o conteúdos das letras- mas até mesmo as peculiaridades dos integrantes da banda.

Balaio Contemporâneo – Como é fazer canção no estilo folkrock no estado em que a música regional (Forró) é predominante?

Banda Gauche – Evidentemente, há muito mais espaços para uma banda de forró tocar aqui do que uma banda de rock. As rádios são dirigidas para este filão e o público que ouve forró, naturalmente, é maior. Mas qual lugar no Brasil em que o rock predomina? Na Bahia, manda o Axé. Em Goiás, o Sertanejo, e por aí vai. Não é tão diferente de outros lugares. Acho que fazemos um som através do qual podemos encontrar público aqui mesmo ou em qualquer outro lugar. O problema é chegar a este público. Este é o maior desafio para uma banda independente: conseguir atingir as pessoas certas, sejam elas quais forem.

Balaio Contemporâneo – Lendo o perfil da banda no trama virtual, percebemos que vocês se definem como “Combo pessoense de pop-psicodélico”. Por que?

Banda Gauche – O pop psicodélico é a grande referência da banda. Como pop psicodélico, tomamos as principais influências: The Zombies, Byrds, Beatles, Beach Boys. Nós, particularmente, tentamos mesclar o experimentalismo, a diversidade de timbres e climas do psicodélico em uma estrutura de canção, com melodias e um bom refrão, o que seria o lado mais “pop” da coisa.

Balaio Contemporâneo – Quais as influências musicais da banda?

Banda Gauche – Além das bandas que citamos na resposta anterior, ouvimos muito Pink Floyd, King Crimson, Love, Kinks, Mutantes, Secos & Molhados, Ronnie Von (fase psicodélica), Violeta de Outono, Echo & The Bunnymen, Stone Roses, Kula Shaker. Posso ter esquecido alguns, mas acho que esses são os essenciais.

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Onde Encontrar:
Myspace
DownloadOrkut

O Gauche acaba de lançar o seu segundo EP, homônimo. Vale muito a pena conferir, então acessa os link acima e ouve logo!