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Posts Tagged ‘resenha’

Como foi? – Lançamento dos EP’s da Dalva e Malaquias

Monday, May 17th, 2010

Texto e Fotos por rafael Passos

Neste último sábado, dia 15 de maio, tivemos no Espaço Mundo dois bons lançamentos de EPs: o da Dalva Suada e do Malaquias em Perigo. As duas bandas estão divulgando os seus trabalhos pelas cidades vizinhas e já passaram por Recife, Campina Grande, Natal e deixaram João Pessoa para fazer a festa de encerramento dessa mini tour.

A banda Bárbara foi convidada para compor a festa. Com o EP Espetáculo para sair nesses dias, às meninas fizeram um excelente show, bem instigado, como merece ser a noite.
A Dalva veio com suas figuras mais que carimbadas, mostrando que as produções musicais paraibanas não param. Todos têm ou já tiveram outros projetos bem diferentes e hoje mostram que o funk e o rock podem se misturar e funcionam muito bem. O show deu pra dançar, pogar, pular… Dá pra pirar com o som, não é Piras (vocalista da Dalva)?!
Já com o Malaquias a história é outra. ? Rock! Com o som com bastante pegada e toda a instiga do Vocalista Diego Second, o Malaquias veio na sequencia para mostrar o que vos esperar neste EP. As bandas tinham se apresentado na mesma noite em Natal, mas, apesar da viagem, eles não mostraram nenhum cansaço.
Com problemas incessantes em encontrar mais um guitarrista para a banda, neste show eles mostraram Anderson (Divina Comédia Humana) como mais novo componente (torço para dar certo).
Com a festa de lançamento feita, agora é colher os frutos destes trabalhos produzidos com bastante sinceridade.

Violet + Gauche + Nublado – Resenha

Tuesday, March 23rd, 2010
Por Diego Second

Pois é, querido público da gréa paraibana. Nesse último sábado quem foi ao Espaço Mundo pode conferir  três puta shows  e voltar para casa com a sensação de uma noitada bem aproveitada.  Estou falando da já tradicional: ??Noite do Coletivo Mundo?.

Era o lançamento oficial dos EP`s das bandas Violet e Gauche, tendo também a participação dos meninos da Nublado para completar o rock. E foi com o pessoal da Nublado que os primeiros acordes da noite foram disparados. E que acordes, heim?! Com uma timbragem mais pesada do que o habitual, a banda mandou um show mais denso e com as guitarras do Alberto e do Fábio bem distribuídas. O baixo do Andrei estava no talo e distorcia naturalmente, casando muito bem com as batidas frenéticas da bateria, magistrada pelo Rayan. Eram 23:30h da noite, e logo na primeira música ?? ??Suas Asas? ?? podíamos reparar que a banda tava a fim de tocar fogo no público, que, já se aglomerava a frente do palco e cantarolava junto com eles. Mesclando músicas do primeiro EP e do segundo, a banda foi mandando canções já conhecidas como: ??Amanhã?, ??No Ar? e ??Insônia?. Muito bem humorados, a banda ainda brincou sobre um possível desencontro de afinações durante a apresentação e alguém gritou: ??Relaxa, parece o Pavement!?. No mais, uma coisa que ajudou demais o show ter funcionado bem foi terem tocado na parte de baixo (no chão) do Espaço Mundo, deixando a energia natural da banda contagiar quem estava por lá. Sem dúvida, um showzão pra incendiar o começo da noite.

Logo em seguida, veio a primeira banda que está lançando EP, a Gauche.  Imaginem um violão folk com dozes cordas + guitarra com timbragens psicodélicas + um baixo bem ficado na batera. Imaginou? Espera, ainda tem um teclado para completar a viagem! ? assim que podemos perceber a banda. Na ativa desde 2003, essa galera é feito vinho. Serio mesmo! Com o passar dos anos vão ficando melhores e conquistando mais atenção. Com um disco novo e mais pesado, a banda chamou atenção de muita gente e arrancou bons aplausos. Os caros têm uma música chamada ??Mágica? e parece ser o hit da banda, já que levou os presentes há um estado de êxtase e euforia. Vale destacar a total instiga do Berg, baixista da banda, que ao final da música quase surfou em cima do baixo. Isso é rock, cara! Assim, os meninos do Gauche mantiveram a vibe boa da noite e fizeram a lição direitinha.

Para fechar a noite, o show mais esperado desse lançamento, creio eu. Quando o pessoal da Violet aprontou tudo, a frente do palco já estava cheio. A banda é relativamente nova, e esse foi o segundo show aqui em João Pessoa, porém, o material que foi lançado anda despertando a curiosidade de muitos e sendo bastante comentado pelas redes sociais onlines. Logo nas primeiras músicas podíamos notar que a banda gosta de fazer rock alto, bastante potencializado por bons riff´s e arranjos seguros. As vozes são bastante intercaladas, porém, é no misto de doçura e sensualidade, da voz de Quel Medeiros, que a banda vai se guiando. O som é meio rock, blues, trip hop, jazz e experimental, sem parecer bagunçado. Pode acreditar. Entre goles de Jack Daniel`s e cigarros, a Violet foi botando todo mundo para dançar e pular. A gréa no Espaço Mundo não podia ter terminado melhor, afinal, a Violet fez um show que a colocou de vez como uma das grandes promessas da cena roqueira de João Pessoa

Cobertura Grito Rock: Sábado

Friday, March 5th, 2010

Gritos de sábado, gritos de sempre

Por Bruno Guimarães. Fotos: Rafael Passos


Sábado, último dia de apresentações do GRITO ROCK 2010. A noite, quente e límpida de verão, colaborou para que a maratona de shows ocorresse com um público superior ao que compareceu na sexta. Este interesse do público foi, sem dúvida, um dos pontos altos do GRITO ROCK deste ano. Nesta noite, a diversidade se mostrou, novamente, um dos grandes destaques: do hardcore ao indie rock; do experimental ao pós-punk. Quem compareceu aos dois dias do GRITO ROCK ouviu um pouco de tudo. E, certamente, não se arrependeu.

No palco do Espaço Mundo, iniciou-se a série de apresentações com a pessoense Iazul. Uma sonoridade explosiva, ágil, como o bom hardcore deve ser. Nada melhor para começar a última noite do GRITO ROCK em João Pessoa.

Iazul

Na sequência, a primeira banda a se apresentar no palco da Praça Antenor Navarro foi o Noskill. A banda, formada em 2005, é atualmente composta apenas por meninas. Mas quem esperava ver algo na linha ??sexo frágil? enganou-se redondamente. Não há fragilidade no som do Noskill. Mas há o inegável toque feminino, a sensibilidade feminina, em suas músicas furiosas e diretas.

Noskill

O GRITO ROCK continuou urgente e furioso com a apresentação da Elmo, no Espaço Mundo. Riffs de guitarra afiados em navalha, cruciais e potentes de uma banda que, desde 2006, se firma como uma das melhores da cena hardcore local.

Elmo

A Antenor Navarro recebeu, em seguida, Os Reis da Cocada Preta. A banda apresenta uma sonoridade repleta de referências atualizadas (como The Killers, Arctic Monkeys, e Franz Ferdinand). Mas também mostra personalidade, em letras permeadas de críticas sociais e pequenas sátiras políticas. Um show divertido e que não fez o público se decepcionar.

Reis da Cocada Preta

O palco do Espaço Mundo recebeu, então, mais uma banda feminina da cena local: Bárbara. A banda, com seu pop instigante, mostra-se em plena ascensão, após ter aberto, recentemente, um show da baiana Pitty, em João Pessoa. Animadas e contagiantes, deram espaço para a próxima banda a se apresentar na praça, o Nublado.

Bárbara

Tocando, basicamente, as músicas que fizeram parte dos seus dois primeiros EP??s (Nublado, de 2008, e Vôo Livre, de 2009), o Nublado mostrou-se competente e seguro em sua apresentação na Antenor Navarro. Com uma inegável veia pop (mas não clichê) permeando melodias diretas e guitarras bem sacadas, a banda mostrou porque é considerada uma das grandes expoentes da recente safra de bandas de rock de João Pessoa.

Nublado

Coube ao Malaquias em Perigo dar continuidade à maratona de shows no palco do Espaço Mundo. Liderada por Diego Second, a banda mostrou-se bastante empolgante. Guitarras pesadas, no melhor estilo Queens of the Stone Age, e com uma sempre excelente performance de palco, a banda está prestes a lançar o seu primeiro EP, que deve sair ainda neste mês de março.

Malaquias em Perigo

Uma das bandas mais aguardadas da noite, a paranaense Nevilton correspondeu a todas as expectativas do público na Praça Antenor Navarro. Boas melodias, e uma sonoridade que passeia entre Los Hermanos e Strokes, Nevilton se assegura cada vez mais como uma das boas revelações do rock nacional. O show foi quente e contagiou até quem não sabia do que se tratava. Nevilton desceu do palco, se pendurou na estrutura do palco, pediu conhaque, bebeu, agradeceu e não parava de falar da alegria que estava em sentir que os 4mil quilometros percorridos até chegar aqui valeram a pena. Depois do show explosivo, ainda prometem o lançamento do primeiro disco em 2010.

Nevilton

Nevilton

As apresentações do Espaço Mundo se encerraram com o show da banda Ubella Preta. Certamente, a mais inusitada dos dois dias do evento. Experimentalismo e uma certa dose de psicodelia, surpreendendaram o público que assistiu a apresentação. A banda levou o seu show em fluentes improvisações, dando uma ótima impressão e abrindo alas para a última atração da noite, o Cabruêra.

Ubella Preta

Quase 3 horas da madrugada, Cabruêra entrou em campo, no palco da Antenor Navarro. E ninguém arredou o pé de lá antes que a banda começasse o show. Quem assistiu a apresentação da banda certamente presenciou um dos seus shows mais inspirados dos últimos tempos. Público e banda totalmente integrados numa apresentação que encerrou as atividades do GRITO ROCK 2010.

Cabruêra

Sem sombra de dúvidas, o festival GRITO DO ROCK consolidou-se definitivamente como um dos melhores festivais de rock já vistos em João Pessoa. Foram vinte apresentações em apenas dois dias, sem contar os shows espalhados pelo Circuito das Praças. Um crescimento considerável de interesse e disposição de produtores, bandas e público. Todos eles envolvidos, todos eles integrados. E que este grito seja cada vez mais ouvido nos próximos anos: grito de rock, de explosão e ousadia, de energia e contestação.

Sexta Feira no Grito Rock – Por Olga Costa

Wednesday, March 3rd, 2010

Fotos de Rafael Passos

Nos anos 70 era usado como terapia. Doutor Arthur Janov ficou famoso por isso. Os efeitos foram parar no Plastic Ono Band. O grito eliminava o estorvo e mostrava a necessidade de ser ouvido. Gritamos durante décadas e quase nunca fomos ouvidos. Quem quer ver o que tem aqui? E se ouve rock?


Ainda bem que isso mudou... Um pouco.

Não queríamos a autoria da pedra que rola mundo afora. Queríamos apenas nos divertir.

O tempo passou. Hoje graças a tantos gritos, traduzidos em ações por outros tantos, temos em praça pública uma manifestação musical independente e cultural chamada GRITO ROCK. E graças também ao advento informático, espalha-se por diversas cidades do nosso país e também fora dele.

Nunca imaginamos isso. Não mesmo. Era coisa de filme sci-fi umas três décadas atrás, quando dois mil e um parecia uma data que jamais veríamos chegar.

Sex on the Beach traduz um pouco dessa ficção ao fazer surf music numa cidade onde inexiste litoral. A banda, radicada na cidade de Campina Grande, tem na sua formação, dois guitarristas, ambos de Maceió e o canhoto baixista de Aracajú. Apenas o baterista Tonny é da terra. Diego (um dos guitarristas) disse que a banda reflete os tempos atuais: o cosmopolitismo em todos os lugares. Nossa casa é o universo. Depois de tanto tempo, a grande rede que espalha por todo o planeta, quiçá fora dele também, inúmeras culturas de forma virtual, ainda está longe, muito longe de ser o real.

Já previa Lennon que o mundo seria um só. Ainda existem muitos sonhadores lá fora.

Apesar de ter ouvido apenas as duas músicas finais, a impressão foi arrebatadora: entrosada e despojada foram as primeiras palavras que surgiram entre as notas do mestre Dick Dale (atualmente com 72 anos). Na última música ?? uma adaptação de um clássico grego chamado Misirlou, que quer dizer ??garota egípcia?, a banda incorporou outras canções tradicionais de nossa cultura. Misirlou se popularizou em cinco formas diferentes de estilos musicais ?? era a grande rede tecendo seus primeiros pontos. Diz a lenda que a primeira vez que se tocou essa música foi em 1927. A versão, provavelmente a mais popular, que conheceríamos depois, foi feita pelo Dick Dale em 1962. Sex on the Beach tem um EP imperdível onde todas as músicas são drinks, todos provados e aprovados pela banda, além de uma versão surpreendente de ? Proibido Fumar. Até o agosto, existe a promessa de um CD inteiro. Para quem perdeu ou ainda não conhece, a banda voltará a tocar no Espaço Mundo dia 19 de março.

O grito saiu da praça e entrou para o mundo. O Espaço Mundo recebeu a segunda banda da noite com um publico entusiasmado com o som pesado da Retaliação ?? que conta com Guilherme Borges (Projeto50) na guitarra, uma importante referência local para diversas bandas. A Retaliação tem dois vocalistas e segue, musicalmente, uma vertente californiana que agrega bandas como Tool, Rage Against The Machine e Faith No More.

Seu Pereira e Coletivo 401 são músicos da Chico Correa & Eletronic Band. Falcão até apresentou como Chico Correa e Coletivo 401. Após corrigir o equivoco, o show seguiu com Victor Ramalho na bateria, Thiago ??The Sílvias? no baixo e Esmeraldo na guitarra. O Coletivo percorre referências do passado/presente como Jorge Ben Jor e Gilberto Gil, ainda sob efeito da ditadura em versos disfarçados em Refazenda. O grito do Coletivo carrega um homem-bomba: ??que veio me abraçar/de repente meu corpo no chão/de repente meu corpo no céu/saudades de ti/saudades de Che, de Zappata e Antonio Conselheiro, todos de guerras, todos juntos e embalados numa música só. Seu Pereira e Coletivo 401 é do palco e do mundo. Não poderíamos esperar menos.

Novamente Espaço Mundo, e agora o grito volta aos anos 70, aos ingleses (Led Zeppelin, Deep Purple, Girlschool) e americanos (Jimi Hendrix, Grand Funk Railroad, Runaways), e é proferido por um trio feminino (originalmente). Rayan Lins (Nublado) atua como baterista de apoio, enquanto alguma mulher não se aventurar a substituí-lo nas baquetas. Aliás, uma tarefa árdua: Rayan está tão integrado (apesar de pouco tempo) a Blue Sheep que a baterista seguinte terá que suar muito para chegar perto do que ele faz. Escolheram Foxy Lady e The Ocean (Hendrix e Zeppelin, respectivamente) para completar o ótimo repertório autoral, do qual, infelizmente, só foi lançado duas músicas em CD.

Lembro que ainda na desértica ilha lostiana, por volta de 2006, li uma resenha do Jesuíno André, para o Portal Rock Press, onde ele apresentava a banda Gauche (pronuncia-se ??goxe?). Lembro ainda de ter ficado curiosa para conhecer a banda por conta das palavras ditas no texto. Gauche parecia perdida no palco da praça Antenor. Talvez a sonorização tenha sido o fator principal para a apresentação da Gauche ficar comprometida. Alguns músicos foram uníssonos em dizer que o som de palco estava ruim. Como nunca tinha visto nenhuma apresentação anterior deles, prefiro apagar esse momento e aguardar o próximo. Espero que o grito do Gauche possa ser ouvido depois.

Nos intervalos fiz algumas aquisições providenciais na banca de CDs e afins, comandada por Béa e Eveline.

A noite ainda continuou com outras apresentações que não foram registradas por esses ouvidos. Ao Grito Rock só resta dizer: Longa vida ao Grito! E longa vida ao rock, é claro!

Prévia do grito Rock – Como foi?

Monday, February 22nd, 2010

Texto e Fotos por Rafael Passos

Bagunça?! Briga?! Confusão?! Não! Era instiga mesmo. Foi isso que se viu na prévia do Grito Rock, que rolou na última sexta, dia 19 de fevereiro. Os caras do Farol, parceiros do evento, trouxeram para se apresentar no Espaço Mundo 3 bandas que merecem muito respeito e que poderiam estar fácil, fácil no cast do Grito Rock (que será realizado nos próximos dias 26 e 27).

A primeira a mandar bala foi a banda Pessoense Mobiê. Os caras estão focados na gravação do próximo CD e fazia um bom tempo que não tocaram. Tinha uma galera com saudades. Foi bom e sempre é bom ver o público cantando e pedindo músicas das bandas locais.

Na seqüência veio o rock doido com uma pega surf do Mahatma Gangue (RN). Os caras já são rodados com a própria banda e seus outros projetos. A figura indiscutível do Mahatma é Pedro ??Mendigo? (baixista), o cara é instiga pura e, como ele mesmo disse, estava aqui para gritar. E gritou muito.

Na seqüência uma das bandas mais respeitadas na cena punk-hardcore (dizem por ai ser a melhor do séc. XXI!), Velho de Câncer. Os caras já tocaram em grandes eventos do gênero: Festival Hardcore de São Paulo, Verdurada de São Paulo, etc.
O Velho desembarcou em Jampa com letras que contém muita raiva espiritual. O show foi muito foda, galera cantando, tomando conta do vocal por várias vezes. Foi daqueles shows que você solta toda a raiva que ha dentro de você e sai com a alma lavada. Depois de muito suor, pogo, etc.

Agora vamos rumo ao Grito Rock, a prévia foi só para esquentar, por que as coisas vão pegar fogo é próximo fim de semana, até lá!