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Cobertura Festival DoSol – Segundo dia

Thursday, November 12th, 2009

Por Diego Second

Opa, vocês lembram que comentei que o segundo dia do DoSol 2009 seria para vestir uma camisa preta e bater cabeça? Pois é, pessoal. Não estava apenas usando uma mera frase clichezinha para terminar o texto anterior. Possas crer que a GR?A também foi massa.

Enquanto o festival continuava a manter a sua pontualidade, nós, do Coletivo Mundo, curtimos tanto a noite anterior que acordamos tarde e mais uma vez chegamos à Ribeira com o rock já rolando.

Logo ao descer da van pudemos perceber que a concentração de camisas pretas por metro quadrado era enorme. De cara, já dava para ver um bom público afim de curtir as bandas mais pesadas do dia e, em especial, a lenda do punk The Exploited (UK).

Ao entrar no festival, fui de encontro ao nosso fotógrafo oficial, Rafael Passos, que nos deu um parâmetro do que já tinha rolado. Foi sincero ao dizer que os shows dos Dr. Carnage (RN), seguido de I.T.E.P (RN) e depois do Fliperama (RN) foram bem legais, fazendo todos uma boa apresentação. Porém, ele nos destacou o show do pessoal do Nervochaos (SP). Segundo Rafael Passos, eles usam uma distorção tão violenta que uma das caixas de luz caiu no chão enquanto o pessoal batia cabeça insanamente. Sensacional, hein?

A primeira banda que pude conferir foi o Deadly Fate (RN). Bons bebedores do metal clássico, o show tinha tudo oque um bom metaleiro gosta. E como todo mundo sabe, um bom headbanger curte muitos solos de guitarra e foi esse ogrande truque para o show funcionar para quem assistia.

Mais uma vez a estória de dois palcos e rotatividade das bandas caminhava bem. Mal acabou o show do Deadly Fate e o Distro (RN) já estava mandado ver dentro do bar do DoSol. Ao olhar para o palco, notei que eles estavam com outro baterista. Como assim? Cadê Arthur? Mudaram de baterista da noite paro dia? O fato é que o Arthur estava de serviço e não conseguiu mudar o horário. A banda não teve demora, ligou para o Dado ?? da banda Kentucky (RN)- e perguntou se ele sabia tocar as músicas da Distro. O cara fez o show sem ensaio nenhum. Para quem acha que essa loucura terminou em desastre, agora jogo toda a minha sinceridade: foi o melhor show da banda que eu vi. Eles estavam muito instigados, o Rafaum estava endiabrado e o baterista tocava com uma segurança incrível. Fecharam o show com a grande canção ??Mimico? e como diz a letra: ?Vai aumentar o seu sorriso.?- e de fato aumentou o sorriso de muita gente.

Chegou a hora de mais uma banda gringa subir ao palco do DoSol, era o pessoal do Pulverhund (NO). O som dos caras, pra mim, é muito bacana. Eles fazem aquele som com boas melodias, guitarras bem amarradas e um baixo simples, porém, bem presente. Lembra coisas do Brit Pop, mais contendo mais peso. Foi uma atração que despertou a curiosidade de muitos e que aposto ter deixando alguns cantarolando os seus refrões. Sim, eles têm mais esse trunfo de melodias pegajosas. Enfim, fizeram um show bem agradável.

Depois veio o pessoal do Comando Etílico (RN), um som regado ao metal dos anos 80 cantado em português. Não vou mentir que escutar metal em nossa língua nativa é algo estranho. Mas, o que importa é que eles conseguiram botar um bom número de pessoas em frente do palco e muitos estavam a curtir o que rolava. Acabei não demorando, pois estava querendo ver a próxima atração.

Eu já tinha ouvido falar da força que tem os shows do Confronto (RJ), mas, só estando ao vivo para saber. Podem acreditar. Quem acompanhou a transmissão do Coletivo Mundo pelo Twitter pode ter notado que vez por outra soltávamos um ??Brutal?, ??Detonando? ou coisa parecida. E era bem isso mesmo. A banda foi muito competente, mandando música atrás de música e o povo não parava de polgar, rodar, bater cabeça. Teve até um lado A e um lado B?? e foi o grande momento do show. O som do metalcore da banda não deixou ninguém parado e até quem vos fala estava batendo cabeça. Foi o segundo melhor show do Festival DoSol 2009, sem dúvida.

Confronto (RJ)

Sem deixar a peteca cair, o Calistoga (RN) mostrou o porque desse ano ter sido tão legal para eles. A banda que, nos últimos meses, tocou em vários festivais, botou todo mundo que estava no DoSol pra pular e cuspir cerveja. Sim, por lá o pessoal costuma fazer isso durante os shows. Enfim, Dante & Cia estavam mais do que à vontade tocando em casa e fizeram uma apresentação beirando a perfeição. ? bacana ver como a banda evoluiu com essa nova formação e como a cada show estão melhores. Um puta show instigado, foi massa.

Voltando ao Armazém Hall, já podia ver o Canibal arrumando o seu baixo. Aliás, a altura que ele usa o baixo é totalmente subversiva às teorias de uso correto do instrumento. O baixo bate quase no joelho dele, é massa. Mas, o melhor de tudo é ver como o show do Devotos (PE) funciona. E no DoSol não foi diferente. Eles tocaram os clássicos ??Eu tenho pressa?, ??Roda Punk? e fecharam com ??Punk rock hardcore Alto José do Pinho?. ?, pessoal, Devotos é punk rock, é hardcore, é Alto José do Pinho e o show foi do caralho.

Depois fui garantir uma gelada e me bato com o Rafaum do Distro que me revela que foi ajeitar o som para o pessoal do Mugo (GO) e que o guitarrista queria usar os dois amps, valvulados, de uma vez só. Tá, beleza. Eu mesmo tenho esse costume. Porém, o som do pessoal é tão pesado e a guitarra estava tão alta que praticamente não teve P.A para ela. Juro que as paredes do DoSol tremiam. Com um vocal gutural bem marcante, a banda manda um som porrada e botou muito neguinho pra bater cabeça.

E para finalizar a edição do Festival DoSol 2009, os ingleses do The Exploited. Muita gente estava por lá só para sacar o som dessa lenda do punk, inclusive algumas vans de João Pessoa. Com um moicano vermelho e cuspida para tudo que é lado, a banda colocou todo mundo na roda de polgar e fez um show para ninguém botar defeito. A loucura do show estava tão grande que, na hora que eu estava filmando a banda, um cara deu um mosh na minha cabeça. ?, já não bastava quebrar o óculos. Mas, não achei tão ruim. O DoSol foi tão rock, tão bacana, tão organizado que qualquer perda naquela hora seria fichinha comparada à grandiosidade e ao sucesso que o evento obteve.

Que venha agora o DoSol 2010. ? GR?A!

Cobertura Festival DoSol – Primeiro Dia

Wednesday, November 11th, 2009

PRIMEIRO DIA.

Por Diego Second. Fotos: Rafael Passos

cassim

Cassim e Barbária

? pessoal, mais um festival para movimentar a cena musical independente do País, em especial o Nordeste. O Festival DoSol 2009 teve 31 bandas, dois palcos simultâneos, muita gente, bons papos, artistas gringos, muitas guitarras altas e isso tudo em dois dias. Ufa! No popular do Coletivo Mundo definimos isso como: GR?A. E como não somos bestas e nem nada, nos armamos com câmera de vídeo, máquina fotográfica e notebook para tentar registrar tudo para vocês.  No primeiro dia acabamos nos atrasando um pouco, e ao chegar à rua do Chile já podíamos ouvir os riffs pesados e bem característicos do Rejects (RN). A nova banda do Anderson Foca, organizador maior do DoSol, tem um som encorpado lembrando muito os sons mais pesados do Grunge. Com a guitarra puxando todo o som ?? destaque para o amp orange que deu um gás a mais no som??, o power trio tomou conta do palco principal do DoSol, fazendo uma boa apresentação e ainda meteu um Neil Young no final para instigar mais ainda. Assim, vão destacando-se como mais uma das boas bandas do som pesado no Nordeste.

Quando um festival trabalha com dois palcos simultaneamente todo mundo ganha com isso. Por quê? Porque o público não perde a vibe de uma banda para a outra, as bandas ganham mais tempo para passar melhor o som e o festival acaba ganhando tempo e não atrasando. E felizmente foi isso que aconteceu no Festival DoSol 2009, onde esses 3 elementos se deram muito bem e de forma organizada. Podemos notar isso quando acabou o Rejects e o pessoal do Sick Sick Sinners (PR) já estava mandado o primeiro acorde. Aliás, como algumas particularidades fazem uma banda soar tão legal! ? bem isso que podemos perceber ao assistir o show desses caras, sendo mais um power trio na noite. Os caras usam um contrabaixo clássico, uma guitarra vintage e um batera que não usa chimbal e que no final fazem um psychobilly muito visceral e que botou a galera para polgar.


A rotatividade de bandas estava tão intensa que quase não deu tempo para pegar uma cerveja para curtir o show doRetrofoguetes (BA). Fazendo rock instrumental de primeira, movido a uma bateria pulsante, um baixo bem marcado e uma guitarra endiabrada, os caras botaram todo mundo para dançar com o seu  som recheado de surf music e  psychobilly, música latina e até a influência dos conterrâneos Armandinho, Dodô e Osmar. Fora que, a presença de palco do Morotó é um espetáculo à parte. Sem dúvida um dos melhores shows do DoSol.

Logo após rolou o show dos chapas do The Baggios (SE), banda com apenas dois caras e que faz um som na linha dos anos 60, com pitadas de blues e baterias que marcam bem os riffs. Mesmo desfalcados do baterista original da banda, a apresentação foi boa e despertou a curiosidade do público de Natal. Comparar com o White Stripes parece já ser rotineiro para os caras, porém, nos shows os dois mostram muita personalidade e se garantiram nas composições autorais.

Não vou mentir: o show mais esperado por todos do Coletivo Mundo era o do Danko Jones (CA). Viajamos ao som dos caras, muita gente do coletivo é fã de carteirinha deles e quando começou o show estávamos todos grudados em frente ao palco. O André e João Paulo do Cerva Grátis (PB) quase choraram quando os 3 caras subiram no palco, a histeria era enorme. No primeiro acorde, todos nós berrávamos e cantávamos com a banda. O Danko tem uma presença de palco fora do normal, é um dos maioresfront-man da atualidade. Provocava o público, perguntava quem era rockeiro de verdade e disparava caras e bocas para todos os lados. Os caras mandaram suas melhores músicas, com destaque para: ??Invisible?, ??First Date? e o hit ??I want you?. O show foi tão bacana que quebrei meu óculos e não estava nem aí. Depois disso tudo, impossível não colocá-los como o número 1 em nossoTop Five. Ficou o gosto de um verdadeiro show de Rock n´ Roll.

danko
Danko Jones

Depois do show do Danko Jones o cansaço bateu bonito e a rouquidão também. Peguei mais uma cerveja e tava rolando o tal ??barulhinho bom?  no meio do ambiente do DoSol. Confesso que não curti muito e fui dar uma sacada no show do pessoal do NUDA (PE), que faz uma mistura de sons que vai desde o típico regional pernambucano a guitarras mais pesadas, cheias de solos. Fizeram um show competente e agradou o público que estava por lá.

No palco maior, no Armazém Hall, o trio do Dusouto (RN) logo botou o pessoal para dançar e cantar ao seu som. Todos cantavam alto e sabiam de cor todas as músicas. Isso tornou o espetáculo bonito e a casa cheia. Até quem não tava muito na viagem acabou caindo no som e se divertindo. A vibe foi uma das melhores do festival.

Continuando o clima dançante, veio a banda Orquestra Boca Seca (RN) que tem um som bem samba-rock e que, mais uma vez, fez o povo balançar o esqueleto. Para completar a viagem do som, meteram um Tim Maia e o povo foi à loucura. Mesmo cansado, peguei minha cerveja e fui viajar ao som de Que beleza.

Quem ficou responsável para fechar a primeira noite do DoSol 2009 foi a Eddie (PE). Mesmo depois de um sábado com 18 atrações, ainda tinha neguinho balançando os esqueletos e brindando com o Fábio Trummer. A cada música tocada, o vocalista brindava à Natal, à noite, ao som, ao samba, à Olinda, a você e a mim. Enfim, depois de tantos brindes e de tantas bandas legais, eu estava morto de cansado e dormindo, literalmente, em pé. Voltamos para o hotel, voltamos à realidade e a cama era o único combustível para o dia seguinte. Era o dia de vestir preto e bater cabeça.

publico

Continua…

Mundo no DoSol 2009

Sunday, November 8th, 2009

O Coletivo Mundo está nesse momento no Festival DoSol 2009, curtindo e cobrindo tudo. Você pode acompanhar pelo nosso twitter, a cada momento com opiniões e imagens dos melhores momentos desse evento foda de Natal (RN).

www.twitter.com/coletivomundo

E em breve, postaremos aqui uma super cobertura com resenhas, fotos, vídeos, entrevistas e muito mais.

Coletivo Mundo no Festival DoSol 2009!