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Como foi o show de Sacal e Burro Morto na sexta?

segunda-feira, fevereiro 8th, 2010
Por Rafael Passos
O que dizer sobre uma noite que contou com dois grandes artistas que sempre lotam o Espaço Mundo?
Nesta última sexta-feira não foi diferente, a casa estava cheia!
Depois de uma pequena espera para que o público que estava na abertura do Folia de Rua na praça dos Cem Réis chegasse, Sacal deu inicio a noite com um som autêntico e contagiante.
Ele botou o público para entrar na casa e para dançar. Músicas como “Vão querer me internar”, “Quem quer?”, foram umas das mais contagiantes, Show foda!
Depois de muita rima, ragga e batidão, sobe ao palco a psicodélica, e o afrobeat do Burro Morto.
Todos estão na expectativa do novo trabalho dos caras, que já teve o nome divulgado: “Baptista Virou Máquina”. Nesse show eles apresentaram algumas músicas, mas o repertório foi praticamente todo do último CD. Resultado da noite: risadas, diversão, amigos e coisinhas mais.
Super positiva!

Abaixo algumas fotos do show

Sacal e Burro Morto, nesta sexta

quarta-feira, fevereiro 3rd, 2010

Sexta feira o Espaço Mundo vai entrar no clima das festividades de carnaval, e a gréa vai ser das grandes. Numa mesma noite, dois dos grandes nomes da música paraibana atual, Burro Morto e Sacal, se apresentarão, a partir das 23h, no nosso palco. O Burro Morto mostrará, além das músicas do CD Varadouro, as já tocadas anteriormente faixas do próximo aguardado CD (incluindo uma inédita!), enquanto Sacal vai nos embalar com seu ragga/dancehall de primeira. Simbora, que essa vai ser histórica.

Burro Morto
(release oficial)

O Burro Morto surgiu mutilado, teve seus retalhos re-costurados e agora percorre os caminhos sonoros atento às cores e nuances. Respira groove, enche os pulmões de psicodelia, entorta os compassos e regurgita melodias inusitadas.

A inspiração vem do sangue que passeia pelas veias negras da terra antiga, que sai de Lagos, passa pelas dunas de areia escaldante, chega a Addis Ababa, escorre pelos ouvidos jazzistas no norte, desce ao estômago do deep funk e deságua novamente no terceiro mundo. É África-Brasil, via o jazzy groove gringo.

Esse emaranhado de cabos, filtros, delays, climas, cinismo e subversão é manipulado por cinco mentes ácidas: Haley (microkorg, escaleta, orgão), Daniel Ennes Jesi (contrabaixo), Ruy José (bateria) e Léo Marinho (guitarra). Nos idos de 2007 lançaram um EP, Pousada bar, tv e vídeo, com o qual conquistaram almas e mentes worldwide.

Em 2008, o grupo finalizou seu segundo EP, “Varadouro”, lançado digitalmente pelo selo californiano One Cell Records. Através da excelente repercussão do EP, o Burro Morto realizou uma bem sucedida turnê em São Paulo, tocando em casas como CB Bar, Studio SP, Berlin e Bleeckers Street, além de ter participado do projeto “Agulha, bolachão e microfone”, no Sesc Pompéia. Participou também da Feira da Música, em Fortaleza – CE, e do festival Coquetel Molotov, em Recife, um dos festivais mais renomados da cena independente. Fechando o ano, participou do Festival Universo Paralello, na Bahia. Uma de suas músicas integrou uma coletânea lançada pela Revista +Soma, a “+Soma Amplifica”, a qual teve tiragem de 10.000 cópias e foi distribuída gratuitamente em diversas capitais do país. Recentemente, o Burro Morto teve o projeto de produção do seu primeiro álbum aprovado pelo Pixinguinha, programa cultural da Funarte e Ministério da Cultura, que será executado em 2009.

Sacal
(Por Carol Morena)

Muita gente ja conhecia e sabia do que se tratava, mas é inegável que após o Festival Mundo 2009 o nome de Sacal ficou na boca de quem antes nunca nem tinha ouvido falar dele. Depois de ver e ouvi-lo, é impossível não se balançar e cantar junto as rimas ditas de forma rápida, num jogo de palavras tão interessante que é quase impossível não rir e se impressionar enquanto canta. Arrisco dizer que se a Paraíba tivesse um ranking de CD independente mais tocado nos últimos meses, nos mais diversos pontos da cidade, o Gangsta Jogue, seu ultimo trabalho, estaria entre os 3 primeiros colocados. Fácil.

O som incendeia. É ragga e dance hall, com evidentes influências jamaicanas. Ele único cara na Paraíba que trabalha com este som, e o faz com uma naturalidade e maestria que é admirável. Seu grande problema pode ser também seu grande trunfo. Sacalproduz e grava tudo em casa, sozinho, sendo responsável por todas as etapas de produção do seu trabalho, o que se por um lado tem fatores de produção questionáveis, por outro o torna completamente visceral e o feeling do resultado final é inquestionável, assim como suas letras, completamente baseadas em fatos reais. Como ele mesmo fala em uma de suas rimas, Sacal faz ragga de verdade, de primeira, do gueto e pé no chão (literalmente!).

Na estrada desde 1999, quando era DJ de drum’n bass, Sacal apurou seu trabalho e descobriu o que queria fazer. Passou por vários projetos, como o “Eu e Meus Amigos”, tocou em várias cidades e ainda não chegou nem na metade do caminho que pode chegar. Ele está semi pronto pra circular mais pelo país, basta querer e saber fazer, porque a essência ele já tem: Rima como ninguém, é original como ninguém e impressionantemente criativo.
Pra ouvir sobre o que estou falando, o blog dele disponibiliza o CD Gangsta Jogue totalmente gratuito

*

Não tem desculpa pra não aparecerem, o ingresso vai custar somente R$5,00 e a casa vai lotar.

Hoje tem ensaio aberto de Sacal no Espaço!

quarta-feira, janeiro 6th, 2010

Ragga e dance hall! O ensaio começa às 20h, a entrada é gratuita e todos são super bem vindos. Compareçam!

Mais sobre sacal? www.fabiosacal.blogspot.com