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Moeda Solidária

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Fotos: Wado no Espaço Mundo

terça-feira, julho 13th, 2010

Na última quinta o alagoano Wado passou pelo Espaço Mundo e “destruiu” tudo, ou melhor, balançou tudo, colocando todos pra dançarem. O cara junto com sua banda mandaram muito bem.

A noite, que além de muita festa, tinha intuito beneficente, arrecarou 50kg de alimentos e 60 agasalhos para as vítimas das enchentes que atingiram os estados de Pernambuco e Alagoas.

Confira algumas imagens.

Show de Wado recolherá donativos para vítimas das enchentes

segunda-feira, julho 5th, 2010

O músico alagoano Wado se apresenta em João Pessoa na próxima quinta-feira (08), às 22h00, no Espaço Mundo. Além de presentear os pessoenses com o lançamento do seu novo álbum, “Atlântico Negro”, o ex-integrante da banda Fino Coletivo chega à capital paraibana com uma missão muito maior: ajudar as vítimas das chuvas que afetaram os estados de Pernambuco e Alagoas. A noite terá também discotecagem com Haley (aka King Size Paper), músico responsável pelos órgãos, sintetizadores e outros sons lisérgicos na banda Burro Morto.

http://umapordia.files.wordpress.com/2009/01/wado.jpg
Dessa forma, quem for ao Espaço Mundo nessa quinta-feira poderá ingressar nessa luta solidária fornecendo um quilo de alimento ou um agasalho, além de pagar um valor simbólico de R$ 5,00 pelo ingresso. O show beneficente, que conta com o apoio da Funjope, está sendo produzido pelo Coletivo Mundo em parceria com o músico Arthur Pessoa (Cabruêra), que já trouxe Wado anteriormente para tocar em Campina Grande.

http://www.oesquema.com.br/urbe/wp-content/uploads/2009/12/wado_negro.jpg

O público paraibano poderá conferir as músicas de “Atlântico Negro”, que obteve boa aceitação de público e marca o lançamento da parceria de Wado com o selo Pimba. De acordo com a produção do músico, esse novo disco dá continuidade à sua aproximação com a música da periferia iniciada desde seu primeiro trabalho, “O Manifesto da Arte Periférica” (2000), e acentuada em seu último disco, “Terceiro Mundo Festivo” (2008).

Inspirado no conceito de trocas culturais do sociólogo Paul Gilroy, o álbum traz onze músicas – sendo oito inéditas – e mergulha no universo histórico, mítico e rítmico do entrelaçamento cultural e musical urdido entre a África e às Américas: um movimento iniciado desde os navios negreiros, e que segue em curso até hoje, através de estilos como o samba, o afoxé, o funk e o reggaeton.

Apesar de morar em Alagoas, Wado mantém uma agenda constante de shows pelo Brasil: já esteve no Tim Festival, Goiânia Noise, Rec Beat e representou o Brasil na Popkomm em Berlim e no Ano do Brasil na França, entre muitas outras jornadas. Wado teve também músicas de sua autoria gravadas por Zeca Baleiro, Marcos Valle e Maria Alcina.

http://coletivomundo.com.br/imagens/flyers/100708_wado.jpg

WebTV Coletivo Mundo | Lançamento EP Sem Horas + show Cerva Grátis

segunda-feira, junho 7th, 2010

Sábado tem lançamento do primeiro Ep da Ubella Preta

quinta-feira, maio 20th, 2010
O convite foi feito pela propria banda:
*
Olá amigos,
Venho convidar a todos a comparecerem no dia 22 de maio de 2010, as 22 hs próximo Sábado a festa de lançamento do primeiro EP da Ubella PretaÁgua de Jamaica lá no Espaço Mundo aqui em Jampa.
A festa contará com o lançamento da 4º edição do Fanzine Hq. Pinacoderal da Parahyba e a participação de mais 2 atrações o DJ Gerlax e a Banda Pernambucana Anjo Gabriel.
O custo é r$5 ou 7 com o EP Água de Jamaica.

Na mesmice pragmática, fervilhar o stresse diário ao som do Água de Jamaica é um opção sensata!

Mais sobre as Bandas.

Ubella Preta – Trio Instrumental experimental, afro, psicodélique. A pouco tempo no cenário musical paraíbano, vem acumulando parcerias e despertando a curiosidade dos apreciadores da música na sua verve instrumental. Climas, sensações, paisagens e o tato afetam o som da Ubella.

http://www.laboratoriopop.com.br/musica/improvisos-em-joao-pessoa/531 – Ubella no Laboratório Pop
www.myspace.com/ubellapreta – músicas, Ep, vídeos e fotos
www.twitter.com/ubellapreta – fale conosco

Anjo Gabriel – Psicodelia purista e progressiva. A banda espera a chegada do seu primeiro vinil duplo. Gravado no ano passado o disco tá na fábrica e degringola nas referencias setentistas do som que mais agrada gregos e troianos – o Rock and Roll.

http://www.myspace.com/bandaanjogabriel
http://www.abrilprorock.info/anjo-gabriel-pe/

Dj Gerlax – Vulgo Diego Gerlach. Artista plástico, cartunista, quadrinista e São Leopoldense. Tem na manga uma infinidade de sons obscuros e a conciencia dos mais frios e calculistas dj’s londrinos. Nunca desapontou a galera. Por sinal é o nobre ilustre criador do Pinacoderal da Parahyba, assim como comendador do Holístico Extrapiramidal. Quase um paranormal.

http://www.flickr.com/photos/diegogerlach

É isso amigos chacoalhem a cabeça, consumam cultura, se informem e freqüentem o Varadouro!!

Grande abraço!!

CH

P.S.: Disseminem essa informação!

> Abaixo entrevista com a banda no site do Laboratório POP

IMPROVISOS EM JOÃO PESSOA

Gerhard Brêda

Para uma banda mandar muito bem em músicas puramente instrumentais, precisa de alguma coisa. Algum diferencial. Não basta remover o vocal e transitar pelos cansados ganchos imortalizados em anos de música pop. Entocados em João Pessoa (PB), o Ubella Preta sabe bem disso. Por isso mesmo, nas músicas do EP Água de Jamaica, a banda, formada por David Neves (controller, PC, guitarra), Felipe Nicolensis (baixo e pedais) e CH Malves (bateria), experimenta como se não houvesse amanhã. É uma viagem.

Em músicas como Vela de 7 dias, a guitarra grita, melancólica, submetida aos pedais de Neves. Por outras faixas de Água de Jamaica, é possível notar as linhas experimentais. Engana-se, no entanto, quem pensa que baixo e bateria simplesmente seguram a onda. “Queremos experimentar com o som, mas não apenas o da guitarra”, explica CH. No Ubella Preta, o baixo e a bateria por vezes conduzem – mas os graves não param quietos e a bateria não marca um manjado 4/4. Viajando em grooves, os dois se separam e se encontram em batidas com tempo quebrado e escalas tortas.

Na lista de músicas do EP, uma chama a atenção pelo nome pitoresco: Savana Grosmman, o velho. “Essa música nasceu de uma colagem de jams que estávamos fazendo. Depois de gravada, fizemos uma audição e ela pareceu um mini-épico, com mudanças de clima, movimento, uma trajetória sendo contada. Colocamos isso na trajetória existencial do velho Savana”, explica CH. E quem é o tal Savana? Não existe. “O nome remete à paisagem e Grosmman era o sobrenome de um personagem de uma HQ que eu estava lendo no dia”.

“Fazemos música por causa da possibilidade de anexar várias informações nela”, declara CH. “A música instrumental está saindo da gaveta novamente. O ouvinte está assimilando melhor seu formato, sabendo aproveitar as sensações, os climas”.

A música do Ubella Preta é realmente construída em climas. Em alguns momentos, conta com tantos efeitos que parece uma espécie de música eletrônica, mas com tons low-tech. Em segundos, as batidas se transformam, riffs elaborados preenchem o fundo das composições e a banda abraça o jazz, afaga o rock e manda os bytes e bits às favas, pouco antes de trazê-los de volta. Para CH, a música instrumental completa seu sentido apenas quando encontra um ouvinte que se propõe a interpretá-la. “É um estado genérico da música, onde a nossa interpretação de compositor é só um pontapé inicial. O ouvinte que incita o jogo”, diz CH. “A interpretação da música instrumental comporta todos os significados vocais que estamos acostumados. A possibilidade de falar sobre coisas ou contar uma história é a mesma, mas o interlocutor tem que estar atento para observar isso”.

A banda aposta na distribuição massiva de sua música. Para isso, até liberou o EP Água de Jamaica para download em sua página do MySpace. E não para por aí. “Vamos produzir cópias em CD e fita K7. Hoje em dia, preservar a música em uma mídia só não vale a pena”, avalia CH. “O som de fato é fácil de conseguir, mas o desejo pelo souvinir, pelo objeto físico, ainda é muito relevante. Além disso, a textura do som nessas mídias muda e, para quem tem ouvido bom para isso, é bacana ter todas estas versões”.

Mesmo tendo um som tão elaborado e experimental, o Ubella Preta está em casa na cena paraibana. “O cenário aqui é experimental. O cenário profissional da música aqui é feito de tentativas e erros”, diz CH. “A música instrumental aqui é bem digerida, desde o histórico em orquestras, até a experimentação livre”.

O processo de gravação do EP foi bastante rápido e a banda cogita lançar outro em breve, antes de lançar um disco full-lenght , que pode sair em vinil. “Gravamos o EP em um único dia”, revela CH. “O Haley Artur, da banda Burro Morto, decidiu fazer um selo e nos convidou pra participar. Como a galera tem um estúdio legal, pudemos trabalhar à vontade na finalização. O som ficou como queríamos. Mas o plano agora é tocar e fazer as pessoas se interessarem pelo show, pelo divertimento que ele gera”.

Lançamento do CD da Cabruêra em João Pessoa – Como foi?

quarta-feira, abril 28th, 2010

Texto e Fotos por Rafael Passos

A Gravação do DVD da Cabruêra foi, mais que tudo, uma festa da música independente paraibana. Como não é muito comum em shows por esse Brasil a fora, a apresentação começou pontualmente às 21h, e fui chegando direto para o palco. Não podia ficar de fora dessa festa, muito menos sem clicar.

O show da Cabruêra tem todo o roteiro seguido pelo Arthur (vocalista). Ele começa aquecendo a galera, música vai, música vem e, quando menos se espera, está todo mundo fazendo ciranda, cantando… Eita Arthur doido! Por quê? Pulou a área reservada para impressa e foi para a galera. Desceu do palco em todas as cirandas que o publico formava na frente do palco e interagiu com todos. Subiu na torre do canhão de luz e retornou depois para o palco. “- Será que o lugar dele é no palco?” Se perguntava a platéia. “Por quanto tempo?” Não demora muito e ele vai ao encontro do publico novamente. E foi nesse ritmo, com o publico que lotava o Ponto de Cém Réis agitado e correspondendo bem, que o show de lançamento do CD da Cabruêra foi levado.

As músicas do novo trabalho VISAGEM estavam no repertorio e algumas de outros CD’s também, e tudo na boca do povo, que cantava alto. Um dos momentos mais instigantes foi quando vendedor de doce que serviu de inspiração para a musica doce coco subiu no palco.

Depois de toda essa festa musical e cultural que é o show da Cabruêra, era hora de encerrar o show e começar a Gréa que foi no Espaço Mundo, ao som da discotecagem das Las Coquetes Plutônicas.