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	<title>Coletivo Mundo &#187; texto</title>
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		<title>Antes Tarde que Nunca</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 23:12:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Coletivo Mundo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[fÃ³rum de mÃºsica]]></category>
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		<description><![CDATA[Texto Postado originalmente na coluna do Coletivo Mundo no Portal PB1 por Rayan Lins JÃ¡ tendo passado 20 minutos do horÃ¡rio acertado, entro na sala rapidamente torcendo para que role aquele velho atraso mas, para minha surpresa, sala bem movimentada e enchendo. Cumprimento os conhecidos, puxo uma cadeira, sento num cantinho e abro meu macbook [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Texto Postado originalmente na coluna do Coletivo Mundo no Portal <a href="http://www.pb1.com.br/blog/coletivo-mundo/2010/04/28/antes-tarde-do-que-nunca/">PB1</a></p>
<p>por Rayan Lins</p>
<p>JÃ¡ tendo passado 20 minutos do horÃ¡rio acertado, entro na sala rapidamente torcendo para que role aquele velho atraso mas, para minha surpresa, sala bem movimentada e enchendo. Cumprimento os conhecidos, puxo uma cadeira, sento num cantinho e abro meu macbook para tentar acompanhar, ao mesmo tempo, a reuniÃ£o do Nordeste Fora do Eixo. O clima na sala jÃ¡ era quente, mesmo nÃ£o havendo oficialmente comeÃ§ado.</p>
<p>Minutos depois, fiquei ali, tentando compreender o mundo de cada uma daquelas pessoas e grupos. Ouvindo o que cada um queria falar naquele momento, o que cada grupo queria afirmar, o que cada artista tinha a questionar sobre suas carreiras e o tal do mercado. Eles tinham muito a discutir, pareciam explodir em alguns momentos e o sentimento geral era de mudanÃ§a! Olhando os rostos que representavam naquela sala a mÃºsica da cidade contemplada em sua diversidade Ã© que percebi a importÃ¢ncia daquela reuniÃ£o em especial e que forÃ§a esse grupo unido pode ter.</p>
<p>O fato do FÃ³rum de MÃºsica de JoÃ£o Pessoa ser chamado atravÃ©s da Funjope, por si sÃ³, parece que gera uma vontade coletiva de desabafar sobre a entidade. Ã? compreensÃ­vel que muitos desses momentos aconteÃ§am atÃ© que todo o grupo se conheÃ§a e se estruture, para que daÃ­ entÃ£o as discussÃµes sejam mais focadas em aÃ§Ãµes e propostas para melhorar nosso setor e toda a cadeia produtiva da mÃºsica.</p>
<p>A reuniÃ£o oficialmente termina, com apenas uma pauta sendo discutida, mas com todos jÃ¡ compreendendo qual deve ser o ritmo do grupo. A partir daÃ­ vÃ¡rias rodinhas se formam, todos querem se conhecer, elogiar o trabalho do outro, dar inÃ­cio a novos projetos e nessa ebuliÃ§Ã£o de idÃ©ias e vontade, eu sÃ³ sei que a reuniÃ£o pra mim sÃ³ terminou oficialmente na macaxeira do zÃ©, lÃ¡ nos BancÃ¡rios, acompanhados de pessoas que realmente nÃ£o poderiam ir pra casa sem ter a certeza de que esses encontros irÃ£o continuar e gerar frutos!</p>
<p>Um fÃ³rum com representatividade daquelas figuras presentes, contando com parceiros de primeira instÃ¢ncia como Funjope e Sebrae, alÃ©m de encontrar geraÃ§Ãµes da mÃºsica paraibana, merece muito respeito. Esse trabalho Ã© de todos e nÃ£o pode ser empurrado com a barriga, pois a hora Ã© agora e quem nÃ£o vai pra batalha nunca ganharÃ¡ a guerra que Ã© ser mÃºsico independente nesse estado. NÃ³s estamos de olho nos bunda-mole!</p>
<p>Eu nÃ£o sei se serÃ¡ dessa vez que toda a classe musical da cidade vai realmente se organizar e gerar aÃ§Ãµes verdadeiramente coletivas em prol desse segmento, mas de uma coisa eu tenho certeza, eu consegui enxergar muito potencial naquele grupo que se reuniu expremido entre sofÃ¡s e cadeiras do CasarÃ£o 34, numa noite de segunda-feira.</p>
<p>E pode ter certeza, esse cenÃ¡rio sÃ³ muda com muito trabalho coletivo! A ParaÃ­ba tem mÃºsica de qualidade, tem rock e tem mpb, o resto a gente corre atrÃ¡s. JÃ¡ dizem por aÃ­ e eu acredito fielmente que o lema nÃ£o Ã© maisÂ <em>do</em> <em>it yourself!</em> e simÂ <em>do it togheter!</em> Somente unidos teremos a forÃ§a que precisamos para organizar toda a cadeia produtiva da mÃºsica novamente, com novas e velhas cabeÃ§as, mas sempre apontando novas possibilidades pra oxigenar esse mercado!</p>
<p>ps.: CasarÃ£o 34, na PraÃ§a do Bispo, segundas-feiras, as 19h. ApareÃ§a!</p>
<p>ApareÃ§a!  <img src="http://www.pb1.com.br/media/dynamic/attachments/2010/04/28/Imagem0164.jpg" alt="" width="600" /></p>
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		<title>O Centro HistÃ³rico tomba sob o silÃªncio</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 03:06:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Coletivo Mundo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[centro histÃ³rico]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna]]></category>
		<category><![CDATA[Marcus Alves]]></category>
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		<category><![CDATA[texto]]></category>
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		<category><![CDATA[wscom]]></category>

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		<description><![CDATA[(Coluna de Marcus Alves no Portal WSCOM) Tenho recebido um conjunto grande de e-mail mostrando duas situaÃ§Ãµes delicadas em torno do Centro HistÃ³rico de JoÃ£o Pessoa. A primeira onda de mensagens indica um problema ligado sobrevivÃªncia das culturas alternativas juvenis que instalaram seus ambientes naquele territÃ³rio. A segunda estÃ¡ mais afeita ao problema do trajeto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">(Coluna de Marcus Alves no Portal <a href="http://www.wscom.com.br/colunistas/colunista_colunas.jsp?id=79">WSCOM</a>)</div>
<div></div>
<div><a href="http://www.wscom.com.br/colunistas/colunista_colunas.jsp?id=79"></a></div>
<div>Tenho recebido um conjunto grande de e-mail mostrando duas situaÃ§Ãµes delicadas em torno do Centro HistÃ³rico de JoÃ£o Pessoa. A primeira onda de mensagens indica um problema ligado sobrevivÃªncia das culturas alternativas juvenis que instalaram seus ambientes naquele territÃ³rio. A segunda estÃ¡ mais afeita ao problema do trajeto do Folia de Rua, que foi reordenado e deslocado daquele lugar.</div>
<div></div>
<div id="_mcePaste">As pessoas me falam dos dois problemas de maneira isolada, mas penso que existe uma linha que une as duas questÃµes. Essa linha repousa numa certeza atestada por muitas outras cidades antigas que tÃªm o seu Centro HistÃ³rico como lugar privilegiado para certa categoria de cultura. Ã? assim em Recife e Olinda, Ã© assim em Salvador, Ã© assim em Ouro Preto. Mas me parece que em JoÃ£o Pessoa essa linha estÃ¡ sendo alterada, sobretudo, pelo governo municipal que parece ter retirado sua energia do Centro HistÃ³rico.</div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div>Os jovens, principalmente aqueles ligados Ã s culturas alternativas e de perfil universitÃ¡rio, tÃªm sido talvez os principais responsÃ¡veis pela manutenÃ§Ã£o de alguma vida em nosso Centro HistÃ³rico. Vez por outras seus lugares como EspaÃ§o Mundo e Candeeiro Encantado sÃ£o alvo de fiscalizaÃ§Ãµes sonoras promovidas pela Secretaria do Meio Ambiente a propÃ³sito de controlar o ruÃ­do. A Ãºltima dessas visitas me parece deixou estragos para essa juventude.</div>
<div id="_mcePaste">Penso que Ã© preciso sim controlar os ruÃ­dos, mas Ã© preciso diferenciar essa aÃ§Ã£o de uma certa intolerÃ¢ncia para com algumas culturas e alguns grupos sociais. Outro detalhe importante que ninguÃ©m falou: o Centro HistÃ³rico, salvo se estiver muito enganado, tem uma baixa densidade populacional â?? principalmente Ã  noite. EntÃ£o me pergunto: por que tanta vigilÃ¢ncia sonora? NÃ£o seria ali um espaÃ§o ideal para as festas juvenis?</div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div>A comunidade do Porto do Capim, me parece, fica bem abaixo daquele territÃ³rio. EntÃ£o serÃ¡ que aquelas ruas escuras e postes sonolentos se incomodam tanto assim com o rock and roll do EspaÃ§o Mundo? Outra coisa importante que nÃ£o podemos deixar de refletir: a nossa juventude precisa de lugares para expressar sua culturas, sua fÃºria, sua ira urbanas. E olha que acho esses jovens bem comportados e verdadeiros empreendedores na linha do Sebrae&#8230; NÃ£o tenho visto por ali jovens inconseqÃ¼entes na linhagem James Dean ou dos personagens da literatura de Anthony Burgess. NÃ£o vejo espaÃ§o melhor para essa cultura urbana juvenil que o Centro HistÃ³rico, tradicionalmente territÃ³rio da boemia e do rock and roll, em suas diferentes variantes estilÃ­sticas.</div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div><strong>O Folia</strong></div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div>O Centro HistÃ³rico de JoÃ£o Pessoa, que ainda sequer foi revitalizado, precisa dessa contribuiÃ§Ã£o juvenil e de outras manifestaÃ§Ãµes culturais para poder ganhar forÃ§a alÃ©m das pinturas e fotografias oficiais. Mas temos observado uma tendÃªncia para o seu esvaziamento. E isso pode ser comprovado pelas Ãºltimas noticias sobre o trajeto do Folia de Rua.</div>
<div>A melancolia que toma conta de algumas lideranÃ§as criadoras e estimuladoras dessa linha de carnaval se justifica pelo fato de que o esvaziamento parte da prÃ³pria Prefeitura Municipal ao colocar como Ã¡rea central do Folia o Ponto de Cem Reis e nÃ£o a PraÃ§a Antenor Navarro.</div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div>Ã? uma contradiÃ§Ã£o grande porque tenho certeza que os prÃ³prios discursos que legitimaram o tombamento da maior parte do Varadouro e Cidade Alta levaram em consideraÃ§Ã£o o fato de ali termos essa tradiÃ§Ã£o de carnaval. A festa dÃ¡ vida ao tombamento. E as 502 edificaÃ§Ãµes cobertas por esse tombamento ganham muito mais vida e valor se forem acompanhadas de festas e celebraÃ§Ãµes. Ã? de gente que se faz um Centro HistÃ³rico e nÃ£o apenas de papÃ©is amarelados dos protocolos oficiais.</div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div>Quando uma Prefeitura esvazia um trajeto de carnaval para valorizar um territÃ³rio em detrimento do outro mostra uma considerÃ¡vel miopia e tira a possibilidade de centenas de moradores e turistas descobrirem as belezas de nossa arquitetura antiga. Muita gente tem histÃ³rias para contar a partir das ruas e ladeiras de Olinda. As curvas barrocas de Ouro Preto jÃ¡ revelaram e esconderam muitas estÃ³rias humanas.</div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div>E o territÃ³rio da PraÃ§a Antenor Navarro como vai ficar neste carnaval? Vai ficar Ã s escuras? Talvez se Secretaria do Meio Ambiente permitir os jovens faÃ§am algum concerto de rock&#8230;</div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div>O Ponto de Cem Reis, recentemente reformado (para alguns, atÃ© mesmo deformado) deveria ser visto como mais um lugar de vida no Centro HistÃ³rico. Mas, aÃ­ reside a miopia dos gestores, parece que Ã© na linha: ou isso ou aquilo. Ou PraÃ§a ou Ponto. O melhor nÃ£o seria o Ponto ter exatamente o sentido de sua existÃªncia: uma parada, uma referÃªncia na passagem de um cortejo festivo.</div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div><strong>O SÃ£o JoÃ£o vai mudar?</strong></div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div>A continuar linha de raciocÃ­nio que alterou a rota do Folia de Rua, podemos imaginar que o SÃ£o JoÃ£o tambÃ©m serÃ¡ alterado? SerÃ¡ entÃ£o que o Ponto de Cem Reis Ã© o melhor espaÃ§o para abrigar o projeto de SÃ£o JoÃ£o? Outra coisa que precisamos refletir: o carnaval contemporÃ¢neo tem sido marcado pelas longas marchas de foliÃµes descendo ruas e ladeiras das cidades urbanas. Ã? como se as massas de foliÃµes fossem um substituto das antigas marchas dos trabalhadores em estado de protesto ou de greve. As massas jÃ¡ nÃ£o protestam mais. DanÃ§am e foliam. Tem sido assim hÃ¡ algum tempo. Mas em JoÃ£o Pessoa, me parece, a tendÃªncia Ã© carnaval parado.</div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div>A marcha que os blocos podem fazer fica reduzida ao show no palco principal. Carnaval paradÃ£o. Pode ser isso que estamos inventando. O Centro HistÃ³rico, leia-se regiÃ£o da PraÃ§a Antenor Navarro, merece tanta atenÃ§Ã£o e zelo da festa como o Ponto de Cem Reis. A sabedoria estÃ¡ na integraÃ§Ã£o dos sistemas urbanos, nÃ£o na polarizaÃ§Ã£o das falsas urbanidades. A continuar do jeito atual, a velha PraÃ§a serÃ¡ abandonada atÃ© mesmo pelos jovens alternativos que mantÃ©m algum ruÃ­do criativo naquele lugar. Mas talvez a intenÃ§Ã£o seja essa: deixar o espaÃ§o tombado tombar pelo silÃªncio e pela ausÃªncia de gente.</div>
<p>por Marcus Alves -Â <span style="font-family: arial, sans-serif; line-height: normal; border-collapse: collapse;"><a style="color: #0089aa;" href="mailto:maalves@terra.com.br" target="_blank">maalves@terra.com.br</a></span></p>
<p><span style="font-family: arial, sans-serif; line-height: normal; border-collapse: collapse;">AntÃ´nio Marcus Alves de Souza Ã© jornalista, Mestre em ComunicaÃ§Ã£o Social e Doutor em Sociologia pela Universidade de BrasÃ­lia. Autor de Cultura rock e arte de massa (ed. Diadorim) e Cultura no Mercosul: uma polÃ­tica do discurso (ed. Plano/FAP). Publicou recentemente o livro de poemas O Eterno e o ProvisÃ³rio, pela editora da UFPB.</p>
<p></span></p>
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