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Revista Noize #52
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Festa da Música acontece hoje no Varadouro

segunda-feira, junho 21st, 2010

A Fête de la Musique foi criada há mais vinte anos na França, e ocorre na data de 21 de junho, em comemoração ao solsticio verão no Hemisfério Norte. Neste dia, o país é invadido por músicos de todos os sons e instrumentos, tanto em salas apropriadas como em lugares improvisados (galpões que viram teatros, barcos que viram salas de concerto, escolas que viram palcos para apresentações e improvisações, bandas e orquestras que saem às ruas etc.), mas sobretudo nas esquinas das ruas e nos parques e praças das cidades. Hoje a Festa da Música consolidou-se e faz parte do calendário cultural da França… e do mundo! Diante do sucesso, sua fórmula foi exportada para os quatro cantos do mundo (participação de 110 paises) que fazem, cada um a seu modo, uma celebração nos moldes da Festa da Música francesa.

Em João Pessoa, a festa ocorre pela primeira vez, sob a produção coletiva do Movimento Cultural Varadouro e com apoio da Aliança Francesa, no Centro Histórico da capital, a partir das 17h, com apresentações espalhadas pelo Largo de São Pedro, Praça Antenor Navarro, Espaço Mundo e Casa de Cultura Cia da Terra.

Confira a programação:
http://coletivomundo.com.br/imagens/flyers/100621-festadamusica.jpg

O Menor São João do Mundo é no Varadouro

quarta-feira, junho 16th, 2010

Por Alberto Nanet

Esse ano a programação oficial das festividades juninas oferecida pela prefeitura vai se concentrar na parte alta do centro da cidade, por isso o Coletivo Mundo irá proporcionar uma programação alternativa ao São João de João Pessoa. ? o Menor São João do Mundo. Para promover uma festa que atenda ao público do Centro Histórico, o Coletivo armou encontros entre figuras conhecidíssimas no cenário independente de João Pessoa.

No dia 18 (sexta), o encontro entre Alex Madureira e Fabiano Formiga mistura forró, rock e música eletrônia, além da presença do carrinho PBPOP e discotecagem de Coloral. Começa as 23h, a entrada é free, é só entrar e sorrir.

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Sábado (19) as pick-ups comandam a gráa. Muito forró com os Djs Krysna Nóbrega, Magnólia e Felipe Spencer, maestrando a noite. A entrada também é free, começando as 23h novamente.

E na semana do feriado é que o chamego não pára. Na véspera (23, quarta) vai ter Zé Viola Progresive Band, que preparou um repertório especial só com Luiz Gonzaga. ? baião, suor e ralação, é cocha-na-cocha, é São João. Portas abertas no Espaço Mundo, a partir das 23h, o evento é free.

No dia de São João (24, quinta) tem Seu Pereira e Coletivo 401, que também se preparou especialmente para o São João do Varadouro. Os cabras vão tocar Jackson do Pandeiro, a partir das 23h, o ingresso custa R$5,00.

Seu Pereira

Na sexta-feira (25), é a comemoração do jogo da seleção. Caronas do Opala pra animar a festa a partir das 23h, R$5,00 a entrada.

http://www.banzoshows.com/wp-content/uploads/2009/05/carona2.jpg

E encerrando as festividades, no sábado a entrada é de grátis e o som fica por conta dos DJs King Size Paper e Chico Correa.

http://4.bp.blogspot.com/_k9ivY81LkSA/SZD5Vv67N8I/AAAAAAAABDM/eAeKEmbAvdw/s400/burro_morto.jpghttp://www.atarde.com.br/arquivos/2009/01/69350.jpg

SERVI?O:
O Menor São João do Mundo
18 a 27 de Junho de 2010
No Espaço Mundo, Centro Histórico de João Pessoa
Mais detalhes: www.coletivomundo.com.br

http://coletivomundo.com.br/imagens/flyers/100618_saojoao.jpg

WebTV Coletivo Mundo | Lançamento EP Sem Horas + show Cerva Grátis

segunda-feira, junho 7th, 2010

Coluna no PB1 – O Centro Vale Ouro

sábado, maio 15th, 2010

Por Alberto Nanet em http://www.pb1.com.br/blog/coletivo-mundo/2010/05/15/o-centro-vale-ouro/

O bairro do Varadouro é, indubitavelmente, o berço da João Pessoa que conhecemos. Foi nas ruas de lá que as riquezas da nossa cidade eram negociadas,  é la que fica o primeiro teatro da capital, assim como as primeiras igrejas construídas. Alí temos as primeiras histórias de tudo que depois foi construído além da colina. Por natureza o lugar invoca primícias.

Hoje, esquecido pelo poder público, a área não passa de uma zona de comércio. O valor turístico é quase não dado, e as iniciativas existentes são insuficientes para fazer o lugar crescer.

A tendência mundial de valorização de centros históricos já chegou a João Pessoa tem um bom tempo, no período da revitalização da praça Antenor Navarro, através de um convenio com o governo Espanhol. Isso aconteceu ha 10 anos atrás. A praça Pedro Américo também já passou por sua reforma e o Ponto de Cem Reis está uma beleza.

Mas porque cargas d´água não conseguimos ver um crescimento qualitativo no bairro?

O incentivo a moradia parou no tempo e na boa vontade de quem tinha que resolver o problema que empaca o projeto Moradouro. As casas e moradias existentes Na região existem muitos moquifos e pequenas vilas, e se o cidadão quiser ter o mínimo de condições de descanso no seu lar, tem que procurar as adjacências do Roger ou Tambiá.

O baixo meretrício esta entregue as baratas, já que as atrações culturais gratuitas não são mais levadas à praça Antenor Navarro. Até a Funjope que dava o ar de ??olhem, a prefeitura está aqui? subiu e foi pro Tambiá.

De qualquer forma convenhamos,  só pão e circo não da.

Ainda há uma esperança, que é a reforma e urbanização da comunidade do porto de João Tota, depois da linha do trem no Porto do Capim. Mas segue a passos lentos porque bateu de frente com um monte de moradores que construíram suas casas irregularmente e também não podem ser despejados sem nenhuma responsabilidade.

Dessa forma ficamos num processo empacado, onde se revitaliza a estrutura mas não revitaliza-se a cultura.

Aqui no Varadouro poetas foram imortalizados, alguns não entraram para os anais da poesia mundial mas dão todo o sentido ao nosso lugar, a exemplo do poeta Caixa D´Água (que teve sua estátua construída ao lado do Teatro Cilaio Ribeiro e depois tiraram. Há quem diga que saiu andando por ai atrás de uma bicada) que vivia por essas ruas e contava histórias de quando os políticos subiam nos bancos das praças para fazer discursos inflamados.

Não está sendo dado o devido valor a história do nosso centro, e ficamos esquecidos entre lojas de móveis, roupas, eletrodomésticos, oficinas mecânicas, prédios de fachadas mal cuidadas, tentativas frustradas da iniciativa pública, e abandono total por parte da iniciativa privada.

O que é uma área de valores incalculáveis, e subavaliada meramente como zona comercial e daí impessoal, inumana. Os centros históricos no Brasil são as almas de suas cidades e não estamos dando a devida atenção.

??O Varadouro ainda pulsa, vive e retrata veias e o coração da velha cidade? Políbio Alves.

Festival Grito Rock fez o Centro Histórico de João Pessoa tremer

quarta-feira, março 3rd, 2010

Por Juliana Bandeira, da redação do JORNALONORTE.COM.BR

*

Quatro dias de muito rock??n roll. Quem foi ao Centro Histórico de João Pessoa neste último final de semana pôde conferir o melhor da cena undergrond da cidade no maior festival integrado do mundo. O Grito Rock acontece simultaneamente em mais em cerca de 80 cidades do Brasil, além de 4 cidades na Argentina, Bolívia e no Uruguai: Buenos Aires, Córdoba, Montevidéo e Santa Cruz de La Sierra. A capital paraibana não podia ficar de fora e organizou um evento com 20 bandas; duas delas de outros estados.

De acordo com a assessoria de imprensa do evento aproximadamente 1.500 pessoas estiveram no Centro Histórico, em cada noite da programação, um público bastante significante para a cena local.

Nos dois primeiros dias de festival, iniciado na última quarta-feira, dia 24, o público do Grito Rock pode conferir uma mostra de vídeos com documentários sobre a produção de outros importantes festivais no Nordeste. Com a idéia da divulgação do rock e do resgate da cultura underground na cidade de João Pessoa como principais motivações, o festival ainda realizou um debate com a presença de produtores e artista, aberto ao público em geral. A participação da secretária do Meio-Ambiente, Rossana Honorato, foi um dos destaques do debate já que proporcionou a discussão da realização de shows na Praça Antenor Navarro e em bares do Centro Histórico sem que signifique uma infração na lei, principalmente com relação à poluição sonora.

Desta discussão, surgiu a garantia da realização de um fórum público, no final de março, para debater a questão do zoneamento, que está diretamente relacionada à liberdade da produção cultural no Varadouro.

Ainda na quinta-feira, dia 25, bandas da programação do Grito Rock, como a paraibaníssima Cabruêra, se apresentaram no Ponto Cem Réis fazendo um esquenta do que estaria por vir.

Sexta-feira à noite a ??brincadeira? começou pra valer no Centro Histórico. Dez bandas se revezaram em shows que faziam os palcos montados na Praça Antenor Navarro e no Espaço Mundo tremerem. Entre as atrações a banda cearense ??A trigger to Forget.

Nesta mesma noite, bandas que estavam na programação do Grito Rock se apresentaram em algumas praças de Jampa, dentro do Projeto Circuito das Praças, em uma parceria com a Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope). Isso permitiu com que o festival pudesse levar o rock a outros públicos e em diversos bairros da cidade.

No sábado, dia 27, outras dez bandas ??botaram pra descer? no Centro Histórico. E se você está pensando que a ??pancada do som? ficou por conta da ??macharada? se enganou. As meninas do Noskill e da banda Bárbara se garantiram geral.

Mesmo sendo a primeira participação em um festival como o Grito Rock o quarteto da Bárbara tocou com propriedade e mostrou que ainda vem muito por aí. Depois de três anos juntas, já se preparam para lançar seu primeiro EP.

??Tudo de ficar pronto em abril. Até lá divulgamos nosso som através de eventos como esse, fazendo shows, e principalmente pela internet?, informou a baixista Mynne da Rosa.

O convite para participar do festival foi muito bem recebido pelas meninas.  Elas encaram a oportunidade como sendo um passo a mais na divulgação do som e da banda, além de poderem trocar e aprender com as outras bandas. ??Já tocamos fora da Paraíba, mas nunca em um festival como esse, onde o público é bem maior com gente realmente disposta a curtir e a conhecer nosso som. Além disso, conhecemos outras bandas e podemos interagir; fazer contato. Com certeza a interação é uma das vantagens em participar de um evento assim?, revelou a vocalista Carol Jordão.

Para quem ainda não ouviu o som da Bárbara e não está a fim de esperar até o lançamento do EP, basta acessar o MySpace das meninas. Com letras sérias ou irônicas, numa pegada ora mais leve ora mais pesada, o público pode esperar, segundo Mynne, um ??rock da alma?.

Se para a Bárbara a interação foi um dos pontos positivos do Grito Rock, para o trio paranaense da Nevilton, a oportunidade de tocar a primeira vez em João Pessoa já faz do festival um marco.

??Já tocamos no circuito paulista, em Cuiabá, em Maringá, mas ainda não tínhamos divulgado nosso som no nordeste. Essa é uma oportunidade e tanto, até porque encontramos um evento bem estruturado que nos dá a chance de atingir um público bem maior?, explicou o vocalista Nevilton.

Para os paranaenses o rock sempre foi um ritmo marginalizado e os festivais são grandes responsáveis no resgate da cena e na ascensão das bandas. Questionado sobre a história de bandas do cenário underground, que acabaram ascendendo, e estourando nas rádios de todo Brasil, como CPM 22 e, mais recentemente, Fresno, o baixista Lobão é enfático.

??Quem critica os caras, chamando de vendidos e tal, não sabem o que os caras tiveram que ralar para chegar lá. Desde que você não comprometa sua obra, há a necessidade de vender e a banda tem que encontrar esse equilíbrio. Não critico e nem julgo os caras?.

Sobre o próprio som, o trio paranaense não sabe bem como defini-lo. ??? rock??n roll, as vezes estranho, mas é rock??n roll?, disse Chapola, o bateirista. Ficou curioso pra conhecer? Acessa o MySpace dos caras e tire suas conclusões. Ou então espere até o próximo festival.

Para saber mais sobre o cenário undergronund em João Pessoa basta acessar o site do Coletivo Mundo.